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Visto americano com caução: nova regra dos EUA pode exigir até R$ 82 mil de estrangeiros

por Redação
06/08/2025 às 12h06 - Atualizado em 07/10/2025 às 12h40
em Mundo, Destaque, Notícias, Política, Viagem
Visto Americano Com Caução: Nova Regra Dos Eua Pode Exigir Até R$ 82 Mil De Estrangeiros Gazeta Mercantil

Visto americano com caução: entenda a nova exigência dos EUA que pode custar até R$ 82 mil

O governo dos Estados Unidos anunciou a implementação de um novo programa que exige visto americano com caução, marcando uma mudança significativa nas regras para estrangeiros que desejam ingressar no país. A medida, que faz parte de um projeto-piloto lançado pelo Departamento de Estado, tem como objetivo conter o número crescente de imigrantes que permanecem ilegalmente após o vencimento de seus vistos. Inicialmente, apenas cidadãos de países selecionados, como Zâmbia e Malaui, serão afetados — mas o alerta foi dado: a lista pode ser ampliada a qualquer momento, inclusive com a inclusão de brasileiros.

O valor da caução para o visto americano pode chegar a US$ 15 mil, equivalente a cerca de R$ 82 mil, e será exigido nos vistos do tipo B-1 (negócios temporários) e B-2 (turismo, lazer ou tratamento médico). A cobrança faz parte de uma estratégia para reforçar o controle migratório e desencorajar o chamado overstay — quando o visitante permanece nos Estados Unidos após o prazo legal de estadia.

Entenda tudo sobre o novo visto americano com caução, quais países estão incluídos, os impactos para os brasileiros, como será feita a cobrança, quais aeroportos serão obrigatórios e o que esperar das próximas fases do programa.


O que é o visto americano com caução?

O visto americano com caução é uma nova política adotada pelo governo dos EUA que exige o pagamento antecipado de um valor em dinheiro como garantia de que o visitante deixará o país dentro do período permitido pelo visto. O programa-piloto, anunciado oficialmente em agosto de 2025, prevê três faixas de caução: US$ 5 mil, US$ 10 mil e US$ 15 mil, com reembolso integral caso todas as regras de imigração sejam cumpridas.

A proposta não substitui o processo tradicional de solicitação de visto, mas acrescenta um requisito financeiro que, segundo as autoridades americanas, visa reforçar a segurança das fronteiras e reduzir os casos de permanência ilegal nos Estados Unidos.


Quem está sujeito à caução?

Por enquanto, a exigência da caução no visto americano se aplica exclusivamente a cidadãos da Zâmbia e do Malaui, países africanos que, segundo o Departamento de Estado, apresentaram altos índices de overstay nos últimos anos. No entanto, o governo norte-americano informou que a lista pode ser alterada a qualquer momento, desde que com aviso prévio de pelo menos 15 dias.

Esse prazo será utilizado para publicação oficial no site do Departamento de Estado (Travel.State.Gov), junto com os motivos que justificam a aplicação da caução a determinados países. Essa transparência, segundo os norte-americanos, é uma tentativa de legitimar o processo e evitar acusações de discriminação ou tratamento desigual.


O Brasil está incluído?

Atualmente, o Brasil não está incluído na lista de países sujeitos ao visto americano com caução, mas o cenário pode mudar. Como o programa está em fase experimental, novas nacionalidades podem ser adicionadas dependendo do comportamento dos viajantes, especialmente se os dados apontarem aumento nos casos de imigração irregular.

Portanto, viajantes brasileiros devem ficar atentos às atualizações do Departamento de Estado, principalmente os que planejam visitar os EUA para turismo, negócios ou tratamento médico — os três tipos de viagem incluídos na política de caução.


Quais tipos de visto exigem caução?

A caução será exigida exclusivamente nos vistos B-1 e B-2:

  • Visto B-1: destinado a pessoas que viajam aos EUA a negócios temporários, como reuniões, eventos, conferências ou prospecção de mercado.

  • Visto B-2: voltado a turistas, visitantes em busca de lazer, ou pacientes em tratamento médico.

Esses são os vistos mais populares entre brasileiros que visitam os Estados Unidos, o que levanta a preocupação de que o país possa, eventualmente, ser incluído na lista.


Como funciona a devolução da caução?

A principal regra do visto americano com caução é simples: se o visitante sair dos EUA no prazo estipulado, o valor será reembolsado integralmente. A devolução será feita por meio de transferência bancária internacional, desde que a saída do país seja registrada corretamente e todas as condições do visto sejam respeitadas.

Caso o indivíduo ultrapasse o período de permanência autorizado, o valor será retido pelo governo dos Estados Unidos, além de gerar penalidades adicionais, como impossibilidade de obter novos vistos ou entrada futura no país.


Entrada restrita a três aeroportos

Outro aspecto importante do visto americano com caução é a obrigatoriedade de entrada pelos seguintes aeroportos:

  • Boston Logan International Airport (BOS)

  • John F. Kennedy International Airport (JFK), em Nova York

  • Washington Dulles International Airport (IAD)

O descumprimento dessa exigência poderá acarretar a recusa de entrada nos EUA, mesmo que o visto e a caução estejam em dia. A medida visa concentrar os controles migratórios e facilitar o rastreamento dos viajantes.


Justificativa do governo dos EUA

O governo americano afirma que o visto com caução é uma resposta ao número elevado de estrangeiros que permanecem ilegalmente nos EUA. Dados recentes indicam que mais de 500 mil visitantes ultrapassaram o prazo legal de permanência apenas em 2023. O programa-piloto é uma das ações previstas no decreto presidencial 14159, intitulado “Protegendo o Povo Americano Contra a Invasão”.

Trata-se de uma retomada da política migratória proposta ainda em 2020 pela administração Trump, que havia sido suspensa devido à pandemia. Na ocasião, mais de 20 países estavam na lista, incluindo Irã, Afeganistão e Guiné-Bissau. Agora, o governo sinaliza que poderá expandir novamente o número de nações submetidas à medida.


Críticas e impactos

Organizações de direitos humanos e especialistas em imigração vêm criticando o programa, alegando que o visto americano com caução impõe barreiras desproporcionais a viajantes de países em desenvolvimento. O valor elevado da caução — que pode chegar a R$ 82 mil — inviabiliza a viagem para milhares de pessoas, criando uma restrição econômica disfarçada de medida de segurança.

Além disso, há o temor de que o critério de escolha dos países seja baseado em considerações geopolíticas ou raciais, o que poderia comprometer a imagem internacional dos EUA.


Dicas para brasileiros que planejam viajar

Mesmo que o Brasil ainda não esteja incluído no programa, quem planeja uma viagem aos Estados Unidos deve tomar algumas precauções:

  • Acompanhar com frequência as atualizações no site do Departamento de Estado;

  • Verificar se há novos requisitos antes de agendar entrevista ou comprar passagens;

  • Manter documentação completa e atualizada;

  • Cumprir rigorosamente o prazo de estadia autorizado pelo visto;

  • Evitar trabalhar ilegalmente nos EUA, pois isso pode impactar futuras solicitações de visto.

O visto americano com caução representa uma mudança estratégica na política de imigração dos EUA, com foco em limitar a permanência ilegal de estrangeiros e aumentar o controle sobre quem entra e sai do país. Embora, por enquanto, afete apenas alguns países, o programa-piloto pode ser estendido, inclusive para o Brasil, caso os indicadores de overstay justifiquem.

Para quem deseja visitar os Estados Unidos, é fundamental ficar atento às atualizações oficiais, seguir rigorosamente as regras de imigração e manter toda a documentação regularizada. O novo cenário exige planejamento financeiro ainda mais cuidadoso e consciência sobre os deveres e limites estabelecidos pela legislação norte-americana.

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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