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CVM Acusa Ex-Executivos da Americanas (AMER3) de Insider Trading em Escândalo Bilionário

por Redação
21/10/2024 às 17h08 - Atualizado em 16/09/2025 às 19h34
em Economia, Destaque, Notícias
Americanas (Amer3) Tem Diretores Acusados De Insider Trading Pela Cvm E Investigação Contra Auditores

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) avançou em suas investigações sobre o escândalo financeiro envolvendo a Americanas (AMER3), revelando acusações de insider trading contra oito ex-executivos da empresa. A prática ilícita de insider trading, que envolve a negociação de ativos com base em informações privilegiadas, foi identificada pela CVM antes da divulgação das “inconsistências contábeis” que abalaram o mercado no início de 2023. O caso ganhou nova visibilidade com as atualizações divulgadas na última sexta-feira (18), reafirmando o compromisso da CVM em apurar responsabilidades em um dos maiores escândalos financeiros do Brasil.

O Escândalo: Acusações de Insider Trading

A CVM apresentou acusações formais contra ex-executivos de alto escalão da Americanas, incluindo Miguel Gutierrez (ex-CEO), Marcio Meirelles, José Timotheo de Barros, Anna Christina Saicali, Fabio da Silva Abrate, Marcelo da Silva Nunes, João Guerra Duarte Neto e Fellipe Arantes Lourenço Bernardazzi. Esses indivíduos são suspeitos de terem se beneficiado de informações internas antes da divulgação das inconsistências contábeis que levaram a uma perda bilionária.

A autarquia aponta que há “elementos robustos, contundentes e convergentes” que suportam as acusações de que esses executivos negociaram ações da Americanas sabendo antecipadamente do colapso iminente, prejudicando assim o mercado e os investidores que desconheciam as informações internas. Além disso, o superintendente de contabilidade da empresa, Fellipe Bernardazzi, também está na mira das investigações.

Investigações em Curso

O caso da Americanas não é isolado, mas sim parte de um conjunto maior de investigações envolvendo fraudes financeiras e falhas de governança corporativa. A CVM, em parceria com outras instituições regulatórias, já abriu 12 inquéritos para apurar a responsabilidade de diversos envolvidos no rombo de R$ 40 bilhões da companhia.

Essas investigações vão além dos executivos da empresa e incluem investidores que realizaram negociações suspeitas com as ações da Americanas no período em que as fraudes começaram a ser expostas. A CVM investiga, em um dos inquéritos mais recentes (nº 19957.017900/2024-09), a conduta de investidores, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, que não possuem vínculos diretos com a empresa, mas que podem ter lucrado indevidamente com a queda abrupta das ações.

A Fraude Bilionária: Desdobramentos e Novos Fatos

A fraude que abalou a Americanas começou a ser revelada publicamente no dia 11 de janeiro de 2023, quando inconsistências contábeis de R$ 40 bilhões vieram à tona. Essa revelação gerou uma onda de incertezas e fez com que as ações da empresa despencassem, levando prejuízos a investidores de todo o país. A CVM, que desde então tem conduzido diligências para apurar os responsáveis, está na fase final da investigação de inquéritos importantes, como o nº 19957.000952/2023-57, que trata diretamente da manipulação dos resultados financeiros da companhia.

Neste contexto, ex-funcionários e executivos como Sergio Rial, André Covre, José Timotheo Barros, Miguel Gutierrez e Eduardo Saggioro foram chamados para prestar depoimentos. A CVM também realizou inspeções na sede da empresa, localizada no Rio de Janeiro, onde coletou documentos e acessou registros diretos dos sistemas corporativos da Americanas.

Ação de Sérgio Rial: Divulgação Indevida de Informações

O ex-presidente da Americanas, Sérgio Rial, também está sendo investigado pela CVM, especificamente por ter divulgado informações confidenciais em uma teleconferência realizada no dia 12 de janeiro de 2023, um dia após a descoberta da fraude. Rial é acusado de ter compartilhado dados sobre a dívida financeira da empresa e sua exposição ao risco de cobrança antecipada de credores de forma incompleta e inconsistente, sem antes informar o mercado por meio de fato relevante.

Apesar de ter assumido o cargo de CEO com a missão de reestruturar a Americanas após o escândalo, Rial permaneceu apenas nove dias no comando da empresa, o que levantou ainda mais suspeitas sobre sua atuação. João Guerra, diretor financeiro à época, também foi acusado por não divulgar, de maneira tempestiva, as informações relevantes discutidas na teleconferência.

Outras Frentes de Investigação: PwC e KPMG

A atuação das empresas de auditoria que inspecionaram as contas da Americanas nos últimos anos também está sob investigação. A CVM abriu processos administrativos para apurar a conduta da PricewaterhouseCoopers (PwC), responsável pela auditoria entre 2019 e 2021, e da KPMG, que auditou as contas da varejista entre 2017 e 2018.

Essas auditorias, que deveriam garantir a veracidade dos relatórios financeiros da Americanas, são agora alvo de questionamentos sobre a possível omissão ou falha na detecção das inconsistências contábeis. Os processos administrativos nº 19957.001194/2023-94 e 19957.001600/2023-19, referentes à PwC, e nº 19957.001192/2023-03, referente à KPMG, estão em análise pela Superintendência de Normas Contábeis e Auditoria (SNC) da CVM.

A Responsabilidade dos Administradores

A CVM também investiga a conduta dos membros do conselho de administração da Americanas, que, de acordo com o processo nº 19957.014394/2023-15, tinham o dever de fiscalizar os gestores da companhia. Esse processo questiona se houve negligência por parte desses conselheiros, o que teria contribuído para a magnitude da fraude.

Além disso, o processo nº 19957.014751/2023-37, aberto pela CVM, investiga a publicação de demonstrações financeiras referentes aos anos de 2021 e 2022, que vieram acompanhadas de relatórios de auditoria com abstenção de opinião, um indicativo claro de que havia algo de errado nas finanças da empresa.

As investigações em torno do colapso financeiro da Americanas estão longe de terminar, mas já revelaram a profundidade da crise e a extensão das fraudes cometidas por seus antigos executivos. A CVM, em parceria com outras autoridades, continua a trabalhar para responsabilizar todos os envolvidos, aplicando as sanções cabíveis e reforçando a integridade do mercado de capitais brasileiro.

Os desdobramentos desse caso são um alerta para o mercado financeiro sobre a importância da transparência e da boa governança, e servem como um lembrete de que o uso indevido de informações privilegiadas será rigorosamente combatido pelas autoridades regulatórias.

 

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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