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Apple e Samsung podem se tornar as únicas fabricantes globais de smartphones até 2026

por Daniel Soto - Repórter de Tecnologia
23/12/2025 às 13h00
em Tecnologia, Destaque, Notícias
Apple E Samsung Podem Se Tornar As Únicas Fabricantes Globais De Smartphones Até 2026 - Gazeta Mercantil

Apple e Samsung podem dominar o mercado global de smartphones em 2026 em meio à maior crise da indústria

A indústria global de tecnologia móvel atravessa um dos períodos mais delicados desde a popularização dos smartphones. Projeções recentes apontam que, até 2026, o setor poderá sofrer uma transformação estrutural profunda, marcada pela redução drástica do número de fabricantes relevantes. Nesse cenário de custos elevados, margens comprimidas e demanda global mais cautelosa, cresce a percepção de que Apple e Samsung fabricantes de smartphones 2026 poderão emergir como praticamente as únicas empresas com escala, poder financeiro e capacidade estratégica para manter uma presença verdadeiramente global.

Essa possibilidade não surge de forma isolada. Ela é resultado de uma combinação complexa de fatores econômicos, tecnológicos e industriais que vêm se acumulando nos últimos anos e que agora atingem um ponto crítico. O aumento expressivo nos custos de produção, impulsionado principalmente pela alta no preço da memória DRAM e pela competição com o setor de inteligência artificial, coloca em xeque o modelo de negócios de dezenas de fabricantes, sobretudo aqueles que dependem de volume elevado e preços agressivos.

Um mercado em retração estrutural

As remessas globais de smartphones devem apresentar queda acumulada até 2026, refletindo não apenas um ciclo econômico desfavorável, mas também mudanças no comportamento do consumidor. Em diversos mercados maduros, a substituição de aparelhos ocorre em intervalos cada vez maiores. Smartphones lançados há três ou quatro anos ainda oferecem desempenho suficiente para as necessidades cotidianas da maioria dos usuários, reduzindo o impulso por atualizações frequentes.

Esse fenômeno afeta diretamente a sustentabilidade do setor. Com menos unidades vendidas, os custos fixos passam a pesar mais sobre cada aparelho produzido. Para fabricantes menores, a equação se torna rapidamente inviável. Já para Apple e Samsung, a escala global e a diversificação de receitas ajudam a diluir esses impactos.

Pressão inflacionária e consumo mais seletivo

A inflação persistente em várias economias, combinada com juros elevados, tem reduzido o poder de compra das famílias. Em mercados emergentes, onde o smartphone representa um investimento significativo no orçamento doméstico, a decisão de troca passou a ser adiada ou substituída por modelos usados e recondicionados.

Esse ambiente penaliza especialmente fabricantes focados nos segmentos de entrada e intermediário, onde a sensibilidade ao preço é maior. Mesmo pequenos aumentos no valor final podem provocar quedas relevantes na demanda. É nesse ponto que a diferença entre gigantes consolidados e empresas de menor porte se torna ainda mais evidente.

A escalada dos custos de produção

O fator mais crítico apontado por analistas é o aumento expressivo dos custos de produção. A lista de materiais dos smartphones, conhecida no setor como BOM, vem registrando altas sucessivas, pressionando as margens de lucro de toda a cadeia.

A memória DRAM, essencial para garantir desempenho, multitarefa e suporte a aplicações avançadas, deve registrar aumentos que podem chegar a 40% até meados de 2026. Esse componente, por si só, representa uma parcela significativa do custo total de fabricação de um smartphone moderno.

Inteligência artificial e a disputa por componentes

A ascensão acelerada da inteligência artificial generativa alterou profundamente o equilíbrio da indústria de semicondutores. Data centers, servidores de alto desempenho e infraestruturas voltadas à IA passaram a consumir volumes crescentes de memória e chips avançados.

Empresas de tecnologia e provedores de nuvem disputam esses componentes com a indústria mobile, elevando preços e reduzindo a disponibilidade para fabricantes de smartphones. O efeito dominó é inevitável: menos oferta, custos mais altos e maior pressão sobre os modelos de negócio tradicionais.

O impacto indireto do avanço da Nvidia

A liderança da Nvidia no fornecimento de GPUs para inteligência artificial intensificou ainda mais esse cenário. Servidores dedicados à IA demandam grandes quantidades de memória DRAM e outros componentes críticos, desviando recursos que antes eram destinados à produção de dispositivos móveis.

Esse redirecionamento estrutural da cadeia produtiva reforça a percepção de que a indústria de smartphones deixou de ser prioridade absoluta para os fornecedores de componentes, o que afeta principalmente empresas com menor poder de negociação.

Segmentos mais vulneráveis à crise

Embora todo o mercado seja impactado, os efeitos não são homogêneos. Smartphones de entrada, geralmente vendidos abaixo de 200 dólares, são apontados como os mais vulneráveis. Nessa faixa, o custo de produção pode subir entre 20% e 30% até 2026, inviabilizando a manutenção de preços competitivos.

Esses aparelhos já operam com margens extremamente reduzidas. Qualquer aumento adicional compromete a rentabilidade e pode levar fabricantes a abandonar esse segmento ou reduzir drasticamente sua atuação.

Modelos intermediários e premium também sentem o impacto

Mesmo os aparelhos de médio e alto padrão não estão imunes. A expectativa é de que os custos nesses segmentos cresçam entre 10% e 15% até o segundo trimestre de 2026. Embora os consumidores desses modelos tenham maior tolerância a preços elevados, há limites claros para esse repasse.

Apple e Samsung, novamente, se destacam por sua capacidade de equilibrar aumentos de preço com entrega de valor percebido, seja por meio de design, ecossistema, serviços ou integração com inteligência artificial.

Fabricantes chineses sob pressão inédita

Empresas chinesas como Honor, Oppo e Vivo enfrentam um dos momentos mais críticos de sua história recente. O modelo baseado em grandes volumes e preços agressivos torna-se cada vez mais difícil de sustentar em um ambiente de custos crescentes.

Além disso, essas empresas possuem menor poder de barganha junto aos fornecedores de memória e chips. Diferentemente de Apple e Samsung, que firmam contratos de longo prazo e garantem fornecimento prioritário, fabricantes de médio porte ficam mais expostos às oscilações do mercado.

Risco de consolidação e retração global

Diante desse cenário, cresce a expectativa de consolidação do setor. Fusões, redução de operações e saída de mercados regionais passam a ser alternativas reais para muitas marcas. Algumas podem optar por focar em nichos específicos, enquanto outras simplesmente não conseguirão sobreviver à pressão financeira.

Esse movimento abre espaço para que Apple e Samsung fabricantes de smartphones 2026 ampliem ainda mais sua participação global, reforçando um duopólio que já se desenha em diversos mercados.

A força estrutural de Apple e Samsung

O diferencial das duas gigantes está na combinação de escala global, poder financeiro e cadeias de suprimento altamente integradas. Ambas possuem reservas de capital que permitem absorver choques temporários de custos, algo fora do alcance da maioria dos concorrentes.

Além disso, a força de marca e a fidelização dos consumidores oferecem uma margem de manobra estratégica rara. Ajustes de preço, quando necessários, tendem a ter impacto menor na demanda em comparação com fabricantes menos consolidados.

Capacidade de repassar custos sem perder mercado

Enquanto empresas menores enfrentam o dilema entre repassar custos e perder vendas ou absorver prejuízos, Apple e Samsung conseguem equilibrar essas decisões de forma mais eficiente. Em muitos casos, o aumento de preço é acompanhado por novos recursos, melhorias incrementais e integração mais profunda com serviços digitais.

Esse modelo reforça a percepção de valor e reduz a sensibilidade do consumidor ao preço final, mantendo volumes relativamente estáveis mesmo em cenários adversos.

A lista de materiais como centro da crise

Além da memória DRAM, outros componentes seguem trajetória de alta. Processadores mais avançados, telas OLED de última geração e módulos de câmera sofisticados encarecem cada nova geração de smartphones.

O impacto cumulativo desses aumentos pode elevar o custo total de produção em até 15%, dependendo da configuração do aparelho. Para muitos fabricantes, isso representa a diferença entre lucro e prejuízo.

Decisões estratégicas cada vez mais difíceis

Diante desse contexto, os fabricantes enfrentam escolhas complexas. Repassar custos preserva margens, mas reduz volumes. Absorver prejuízos mantém participação de mercado, mas compromete a saúde financeira. Estratégias híbridas, como reduzir portfólio, simplificar especificações ou concentrar atuação em mercados específicos, tornam-se cada vez mais comuns.

Apple e Samsung, novamente, se destacam por sua capacidade de executar essas estratégias sem comprometer sua posição global.

A concentração do mercado como tendência

Se as projeções se confirmarem, o mercado global de smartphones pode se tornar significativamente mais concentrado até 2026. A redução do número de fabricantes relevantes tende a consolidar a liderança de poucos players com alcance verdadeiramente global.

Nesse cenário, Apple e Samsung fabricantes de smartphones 2026 surgem como protagonistas quase exclusivos, redefinindo o equilíbrio competitivo do setor.

Impactos diretos para o consumidor

A concentração do mercado traz consequências importantes para os consumidores. A diversidade de modelos pode diminuir, especialmente nos segmentos de entrada e intermediário. Com menos concorrência, os preços tendem a permanecer elevados, dificultando o acesso a smartphones mais acessíveis.

Por outro lado, a inovação pode se concentrar em aparelhos mais sofisticados, com foco em desempenho, segurança e integração com ecossistemas digitais.

O papel da inteligência artificial no futuro dos smartphones

Curiosamente, a inteligência artificial que hoje pressiona os custos também pode se tornar o principal diferencial competitivo dos smartphones do futuro. Apple e Samsung investem pesadamente em IA embarcada, oferecendo recursos avançados de fotografia, produtividade, segurança e personalização.

Essas funcionalidades ajudam a justificar preços mais altos e reforçam a percepção de valor, criando uma barreira adicional à entrada de novos concorrentes.

Perspectivas além de 2026

Apesar do cenário desafiador, o setor de tecnologia é conhecido por sua natureza cíclica. Uma eventual estabilização da demanda por memória e chips pode aliviar a pressão sobre os custos. Além disso, novas tecnologias ou modelos de negócio podem emergir, alterando novamente o equilíbrio do mercado.

Ainda assim, a projeção de que Apple e Samsung possam se tornar praticamente as únicas fabricantes globais de smartphones até 2026 reflete uma transformação profunda da indústria. O desfecho desse processo definirá não apenas quem sobrevive, mas também como será a experiência móvel nos próximos anos.

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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