quarta-feira, 19 de agosto de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Política

Bolsonaro não deve ter direito à saidinha de Natal, diz lei

por Gabriel Monteiro
28/11/2025 às 13h40
em Política
Bolsonaro Não Deve Ter Direito À Saidinha De Natal, Diz Lei - Gazeta Mercantil

Bolsonaro pode ter direito à saidinha de Natal? O que prevê a lei e como a Justiça deve decidir

O início do cumprimento da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro reacendeu um debate jurídico que tende a dominar a discussão pública nas próximas semanas: afinal, o condenado pode ter direito à saidinha de Natal? A resposta exige uma análise criteriosa da legislação, da jurisprudência e das condições específicas impostas pelo Supremo Tribunal Federal após a confirmação da pena por tentativa de golpe de Estado. O tema ganhou força especialmente depois que Bolsonaro passou oficialmente ao regime fechado, regime que, pelas regras vigentes, não autoriza o benefício.

O ex-presidente começou a cumprir a pena na terça-feira (24), e seu ingresso imediato no regime fechado tornou a discussão sobre a saidinha de Natal um ponto central do debate público. Embora o assunto desperte interpretações diversas, a legislação é clara ao estabelecer que o benefício só é concedido a determinados perfis de condenados — e o regime fechado não está entre eles.

Ainda assim, há uma variável decisiva: a discussão em andamento no Supremo Tribunal Federal sobre o alcance das saídas temporárias no sistema penitenciário. A análise envolve a constitucionalidade de trechos da legislação e a possibilidade de aplicação excepcional do benefício em cenários específicos. Na prática, isso coloca o futuro imediato de Bolsonaro no centro de uma interpretação jurídica que pode influenciar outros casos no país.


O que determina a lei sobre a saidinha de Natal

O ponto de partida para qualquer discussão é a Lei de Execução Penal (LEP). Ela estabelece que a saidinha de Natal — tecnicamente chamada de saída temporária — é um benefício restrito a presos que cumprem pena em regime semiaberto. A legislação também condiciona o benefício a um conjunto de fatores, como comportamento adequado, cumprimento de parte da pena e avaliação individualizada pelo juiz responsável pela execução penal. No entanto, quem está no regime fechado não pode receber o benefício, uma vez que o regime pressupõe privação integral da liberdade por se tratar da fase mais rigorosa do cumprimento da pena.

No caso de Bolsonaro, isso significa que, enquanto estiver no regime fechado, o acesso à saidinha de Natal é juridicamente improvável. A regra não comporta interpretação ampliada, e a previsão legal não abre brechas significativas para exceções. Além disso, o fato de o ex-presidente ter entrado diretamente no regime fechado reforça a impossibilidade, uma vez que não houve progressão anterior, etapa necessária para atingir o semiaberto.

Nas últimas decisões, o STF tem reafirmado a compreensão de que benefícios processuais devem ser aplicados com rigor técnico, sobretudo em casos que envolvem crimes contra a ordem democrática. Isso adiciona uma camada política e institucional à análise, que, embora não substitua os critérios legais, aparece como pano de fundo relevante na atuação da Corte.


Regime fechado e impossibilidade técnica do benefício

O regime fechado se caracteriza pela execução da pena em estabelecimento de segurança máxima ou média, com atividades diurnas e isolamento noturno. É um regime que não prevê circulação externa do condenado. Diferentemente do semiaberto, não há autorização para trabalho externo, estudo externo ou saídas temporárias, salvo em situações médicas urgentes e sempre com escolta. A saidinha de Natal é, portanto, incompatível com o regime fechado.

Bolsonaro teve sua prisão decretada pelo STF antes mesmo da condenação definitiva, cumprindo desde então detenção preventiva. Com o trânsito em julgado da sentença e a definição do regime inicial fechado, a situação permanece rigorosamente a mesma em relação ao acesso ao benefício. A única forma de ter direito à saidinha de Natal seria por meio de progressão de regime — algo inviável em tão curto prazo, já que a progressão depende do cumprimento de parte da pena, inexistente até o momento.

No cenário jurídico atual, o ex-presidente não preenche nenhuma das condições exigidas para pleitear a saidinha de Natal, o que torna a possibilidade remota mesmo com eventual revisão futura das regras no STF.


A discussão no Supremo pode influenciar?

A controvérsia sobre a saidinha não se limita ao caso concreto de Bolsonaro. O Supremo Tribunal Federal tem analisado a constitucionalidade de alterações legislativas que restringiram significativamente as saídas temporárias. Há ministros que defendem a manutenção do benefício para fins familiares e de ressocialização, enquanto outros apoiam o endurecimento das regras.

A depender do desfecho, a Corte pode modular os efeitos da decisão e redefinir o alcance das saídas temporárias. No entanto, mesmo que o STF flexibilize a legislação, dificilmente isso impactaria de modo direto condenados em regime fechado, uma vez que a própria estrutura do regime impede a circulação externa.

Ou seja, mesmo que o STF expanda a interpretação da lei, a saidinha de Natal continuaria restrita a quem está no semiaberto. Isso deixaria Bolsonaro fora das hipóteses previstas — a menos que, em desdobramentos futuros, haja uma reavaliação do regime inicial, algo que não está no horizonte imediato.


O papel do juiz da execução penal

Embora a lei seja clara, a decisão final sobre o benefício não é automática. Ela depende da avaliação individualizada do juiz da execução penal. É essa autoridade que verifica comportamento, frequência disciplinar, histórico do condenado e relatórios da administração penitenciária. No caso de figuras públicas, o processo segue o mesmo rito técnico aplicado a qualquer cidadão.

Contudo, a própria legislação impede o magistrado de conceder a saidinha de Natal a condenados no regime fechado. Não se trata, portanto, de uma margem de discricionariedade do juiz, mas de uma restrição legal objetiva. Isso significa que, mesmo que a defesa de Bolsonaro apresentasse o pedido, o magistrado estaria limitado pela impossibilidade jurídica do benefício.

Em decisões recentes, tribunais brasileiros reforçaram que o juiz da execução deve se ater à legalidade estrita, sobretudo quando a legislação é categórica. A interpretação que favoreceria a saída temporária a quem está no regime fechado seria considerada violação direta da Lei de Execução Penal.


Por que o tema mobiliza o debate público?

A discussão sobre a saidinha de Natal de Bolsonaro ganhou repercussão por simbolizar o primeiro teste político-jurídico de sua nova condição de condenado. O ex-presidente, que sempre se posicionou contra a concessão de benefícios a presos, agora tem seu caso projetado nacionalmente justamente por envolver o mesmo debate que protagonizou em anos anteriores.

Além disso, o tema mobiliza diferentes segmentos da sociedade. Para críticos de Bolsonaro, a impossibilidade do benefício reforça a aplicação rigorosa da pena diante da gravidade da conduta atribuída ao ex-presidente. Para seus apoiadores, qualquer discussão sobre flexibilização pode ser interpretada como sinal de tratamento desigual, mesmo quando a legislação mostra o contrário.

Há ainda uma camada simbólica: o Natal é um dos períodos mais emblemáticos para a concessão de saídas temporárias, tradicionalmente liberadas para favorecer laços familiares de detentos. No caso de Bolsonaro, a discussão se torna mais intensa pela forte carga política associada ao processo judicial.


O futuro da execução penal de Bolsonaro

Diante de um cenário jurídico consolidado, o mais provável é que Bolsonaro permaneça inelegível para qualquer saidinha de Natal neste ano. A execução penal seguirá sob supervisão do STF, que deverá analisar possíveis pedidos de revisão do regime ou pleitos secundários apresentados pela defesa. No entanto, a progressão de regime é regida por critérios técnicos rígidos, como cumprimento de fração da pena, boa conduta carcerária e avaliação multidisciplinar.

A curto prazo, a execução penal do ex-presidente deverá se concentrar no cumprimento do regime fechado, na adaptação às condições estabelecidas e nas manifestações periódicas do sistema penitenciário ao Supremo. A possibilidade de progressão, se ocorrer, seria analisada apenas no futuro, respeitando os prazos e condicionantes previstos na legislação.

Em síntese, a perspectiva jurídica indica que o ex-presidente não terá acesso à saidinha de Natal, tanto pela natureza da condenação quanto pela própria estrutura normativa que regula o benefício.

Tags: Bolsonaro presoexecução penal Bolsonarolei de execução penalregime fechado Bolsonarosaidinha de NatalSTF saidinha

LEIA MAIS

Moraes Nega Pedido De Braga Netto Para Tv A Cabo Na Prisão E Mantém Visitas Autorizadas - Gazeta Mercantil
Política

Moraes nega pedido de Braga Netto para TV a cabo na prisão e mantém visitas autorizadas

Moraes nega pedido de Braga Netto para TV a cabo na prisão e confirma visitas autorizadas O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, rejeitou o...

Leia MaisDetails
Prisão De Bolsonaro: Moraes Usa Termo &Quot;Colônia De Férias&Quot; Para Negar Regalias Na Papudinha - Gazeta Mercantil
Política

Prisão de Bolsonaro: Moraes usa termo “colônia de férias” para negar regalias na Papudinha

Moraes ironiza queixas da defesa e afirma que prisão de Bolsonaro não é "colônia de férias" Em despacho decisivo sobre a transferência para a Papudinha, ministro do STF...

Leia MaisDetails
Moraes Manda Pf Explicar Ruídos No Ar-Condicionado Após Queixas De Bolsonaro - Gazeta Mercantil
Política

Moraes manda PF explicar ruídos no ar-condicionado após queixas de Bolsonaro

Moraes manda PF explicar ruídos no ar-condicionado após queixas de Bolsonaro sobre condições da prisão O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a...

Leia MaisDetails
Bolsonaro Internado Para Cirurgia De Hérnia Após Autorização Do Stf Em Brasília - Gazeta Mercantil
Política

Bolsonaro internado para cirurgia de hérnia após autorização do STF em Brasília

Bolsonaro internado para cirurgia de hérnia em Brasília após deixar custódia da PF O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou, nesta quarta-feira, a sede da Polícia Federal em Brasília para...

Leia MaisDetails
Flávio Bolsonaro 2026: A Escolha De Jair Bolsonaro Para Disputar A Presidência E Reorganizar A Direita Brasileira A Decisão Anunciada Por Jair Bolsonaro Dentro Da Superintendência Da Polícia Federal, Em Brasília, Reorganizou De Forma Imediata O Cenário Político E As Expectativas Da Direita Para O Próximo Ciclo Eleitoral. Em Meio À Prisão Do Ex-Presidente E Às Incertezas Sobre Sua Participação Direta Na Arena Política, O Nome Escolhido Para Representá-Lo Nas Urnas É O Do Primogênito, Senador Flávio Bolsonaro (Pl-Rj). A Confirmação, Feita Pessoalmente Durante Uma Visita Do Parlamentar Ao Pai, Passa A Reposicionar Todo O Tabuleiro Da Oposição E Inaugura A Fase Mais Decisiva Da Estratégia Eleitoral Bolsonarista Para 2026. Desde O Primeiro Momento Em Que A Informação Chegou À Cúpula Do Pl, Dirigentes E Aliados Compreenderam Que A Escolha Vai Além De Uma Preferência Familiar. Representa Uma Tentativa Explícita De Manter A Força Política De Jair Bolsonaro Ativa, Preservando Seu Capital Eleitoral Por Meio Do Nome Mais Orgânico Disponível Entre Seus Herdeiros. A Decisão Também Encerra Meses De Especulações Sobre Diversos Nomes Que Poderiam Ocupar Essa Vaga — De Michelle Bolsonaro Ao Governador De São Paulo, Tarcísio De Freitas — Consolidando O Senador Como O Rosto Do Projeto Político Do Bolsonarismo No Próximo Ciclo Nacional. A Partir Dessa Sinalização Formal, Emerge O Desafio Central: Construir A Competitividade De Flávio Bolsonaro 2026 Em Um Ambiente Polarizado, Desgastado E Marcado Pela Pressão Institucional. Ao Assumir O Protagonismo Eleitoral, O Senador Terá De Unir A Base Bolsonarista, Intensificar Viagens, Articular Palanques Estaduais E Enfrentar Disputas Internas, Ao Mesmo Tempo Em Que Administra O Impacto Político Da Prisão Do Pai. Essa Tarefa Inaugura Um Período De Definições Para A Direita E Exige Habilidade Estratégica Para Garantir Que A Narrativa Do Campo Bolsonarista Permaneça Coesa Até A Eleição. A Comunicação Pública Da Decisão E O Simbolismo Político De Flávio Bolsonaro 2026 O Anúncio Da Escolha Tornou-Se Público Quando Flávio Bolsonaro Utilizou As Redes Sociais Para Revelar A “Missão” Recebida Do Pai. Em Uma Declaração Carregada De Elementos Religiosos E Políticos, O Senador Afirmou Que Lhe Caberia “Dar Continuidade Ao Projeto De Nação” Defendido Por Jair Bolsonaro. O Texto Reforçou A Ideia De Legado, Continuidade E Responsabilidade Histórica, Conceitos Mobilizados Para Fortalecer Sua Imagem Dentro Da Base Conservadora. A Publicação Gerou Intensa Repercussão. O Uso De Uma Narrativa Mística — Ao Dizer Que Estaria “Diante De Deus E Diante Do Brasil” — Demonstra A Estratégia De Reforçar Um Vínculo Emocional Com O Eleitorado Mais Fiel Ao Bolsonarismo. Esse Grupo, Que Permanece Mobilizado Mesmo Diante Das Adversidades Jurídicas Do Ex-Presidente, É Fundamental Para Sustentar A Candidatura De Flávio Bolsonaro 2026 Nos Primeiros Meses Da Pré-Campanha. Ao Mesmo Tempo, Dirigentes Do Pl Afirmam Que A Comunicação Pública Foi Combinada Previamente E Representa Um Passo Calculado. A Intenção É Ocupar Imediatamente O Espaço De Discussão Política, Evitar Lacunas Estratégicas E Impedir Que Eventuais Divisões Internas Se Ampliem. A Diretriz De Bolsonaro: Viagens, Combatividade E Articulação Partidária Segundo Relatos De Integrantes Da Cúpula Do Pl, A Orientação De Jair Bolsonaro Ao Filho Inclui Três Eixos Principais. O Primeiro É Intensificar Viagens Por Todo O País. O Segundo É Marcar Presença Nos Eventos Da Sigla E Nos Encontros Com Lideranças Regionais. O Terceiro É Adotar Uma Postura Mais Combativa Em Relação Ao Presidente Luiz Inácio Lula Da Silva, Especialmente Em Temas Econômicos, Segurança Pública E Políticas De Costumes. A Estratégia É Clara: Tornar O Nome De Flávio Bolsonaro 2026 Uma Presença Constante Na Imprensa, Nos Movimentos Partidários E Nas Bases Conservadoras. A Campanha, Embora Ainda Informal, Já Começou A Ser Estruturada Por Aliados Que Tratam Esse Período Como Essencial Para Sedimentar O Nome Do Senador Como O Candidato Oficial Da Direita Tradicional. A Expectativa É Que, A Partir Do Início De 2025, Flávio Assuma O Protagonismo Público E Ocupe Os Palanques Estaduais Que Antes Eram Reservados Ao Pai. A Missão Inclui Negociar Alianças, Reconciliar Divergências Internas E Fortalecer A Musculatura Eleitoral Do Pl. As Tensões Internas E O Episódio Com Michelle Bolsonaro A Escolha Do Senador Também Ocorre Em Meio A Um Episódio Que Expôs Divergências Internas. Michelle Bolsonaro Venceu Uma Disputa Por Alianças Políticas No Ceará, O Que Provocou Atritos Com Flávio. A Disputa Revelou Uma Divisão Silenciosa Entre Duas Frentes Importantes Do Bolsonarismo: A Institucional, Liderada Por Flávio, E A Carismática, Representada Por Michelle. Embora Dirigentes Neguem Uma Ruptura, Aliados Reconhecem Que O Episódio Deixou Marcas E Influenciou O Cálculo Político Do Próprio Jair Bolsonaro. Segundo Relatos, Ele Avaliou Que Flávio Reunia Maior Capacidade De Articulação Junto À Classe Política, Enquanto Michelle, Apesar De Seu Apelo Popular, Teria Dificuldades Estruturais Para Comandar Negociações Complexas Nos Estados. A Consolidação De Flávio Bolsonaro 2026, Portanto, Exige Superar Essas Tensões E Integrar Diferentes Alas Do Bolsonarismo. Para Isso, O Senador Precisará Equilibrar Discurso Ideológico, Articulação Institucional E Presença Territorial — Uma Equação Complexa Para Qualquer Pré-Candidato. Como A Escolha De Flávio Reorganiza A Direita Até O Anúncio Formal, O Nome Mais Cotado Para Representar A Direita Era O De Tarcísio De Freitas, Governador De São Paulo. Considerado Tecnicamente Competente E Popular Em Setores Específicos, Tarcísio Era Tratado Como Alternativa Natural Caso Bolsonaro Estivesse Inelegível Em 2026. No Entanto, O Governador Já Havia Sinalizado Que Deseja Concluir Seu Mandato E Não Cogitava Ocupar O Posto De Vice. Essa Posição Abriu Espaço Para Jair Bolsonaro Fortalecer Sua Preferência Pelo Filho. O Cálculo É Simples: Um Candidato Com Laços Diretos Com Bolsonaro Tem Maior Facilidade Para Herdar Sua Base Eleitoral, Enquanto Outro Nome Teria De Conquistá-La Gradualmente. A Escolha Por Flávio Reorganiza A Direita Em Três Eixos: O Pl Assume O Comando Formal Do Projeto Eleitoral De 2026, Consolidando-Se Como O Principal Polo Político Da Direita Tradicional. O União Brasil, Republicanos E Outros Partidos Conservadores Precisarão Se Posicionar, Seja Para Apoiar Flávio, Seja Para Construir Alternativas. O Governador Tarcísio De Freitas Passa A Ocupar Um Papel De Liderança Regional, E Não Nacional, Ao Menos Até O Encerramento De Seu Mandato. Essa Reorganização Cria Um Novo Mapa Para As Disputas Estaduais E Fortalece O Eixo Rio–Brasília Na Articulação Bolsonarista. O Desafio De Transformar Flávio Bolsonaro 2026 Em Um Nome Nacional Embora Seja Figura Conhecida No Cenário Político, Flávio Enfrenta Uma Dificuldade Natural: Seu Alcance Nacional É Menor Que O Do Pai E Que O De Outras Lideranças Emergentes Da Direita. Por Isso, A Pré-Campanha Deve Investir Fortemente Na Construção De Sua Imagem Em Três Frentes Diferentes. 1. Proximidade Emocional Com O Eleitorado De Bolsonaro A Narrativa Do “Herdeiro Político” Está Sendo Cuidadosamente Moldada Para Mostrar Continuidade De Valores, Princípios E Identidade. 2. Capacidade De Negociação E Articulação Dirigentes Do Pl Enfatizam Que O Senador É Considerado Mais Habilidoso Do Que O Pai Na Interlocução Com Setores Institucionais E Econômicos. 3. Postura Combativa E Firme Para Atrair A Base Mais Ideológica, Flávio Terá De Reforçar Críticas Ao Governo Lula E Se Posicionar De Forma Incisiva Em Debates Centrais. Essa Tríade Será Decisiva Para Que Flávio Bolsonaro 2026 Se Consolide Como Nome Viável No Primeiro Turno. Impacto Da Prisão De Jair Bolsonaro Na Estratégia Eleitoral A Prisão Do Ex-Presidente É Fator Determinante Para Compreender O Movimento Político Atual. Dentro Da Pf, Bolsonaro Mantém Contato Limitado, Mas Orienta Aliados E Acompanha O Cenário. A Decisão De Escolher O Filho Como Sucessor Político É, Ao Mesmo Tempo, Simbólica E Prática. Simbólica, Porque Transmite A Ideia De Continuidade E Resiliência. Prática, Porque Garante Que Um Nome De Sua Confiança Conduzirá O Projeto Bolsonarista. A Defesa De Bolsonaro, Por Sua Vez, Acredita Que Flávio Poderá Fortalecer A Narrativa De Perseguição E Reforçar O Vínculo Emocional Entre O Ex-Presidente E Sua Base. Essa Leitura Já Está Presente Nos Discursos De Aliados E Deve Ser Intensificada Ao Longo Dos Próximos Meses. A Pré-Campanha Começa Agora Dirigentes Do Pl Afirmam Que A Ordem É Clara: Flávio Precisa Intensificar Agendas, Viagens E Articulações A Partir Deste Mês. O Partido Estruturará Equipes Regionais E Ampliará Eventos De Mobilização Já No Primeiro Trimestre De 2026. O Objetivo É Consolidar O Nome De Flávio Bolsonaro 2026 Antes Mesmo Da Construção Formal Dos Blocos Partidários. A Principal Meta Do Pl É Garantir Que O Senador Se Torne O Candidato Natural Da Direita Antes Que Outras Legendas Formem Alternativas Robustas. Com Isso, A Cúpula Evita Divisões Internas E Fortalece O Protagonismo Do Bolsonarismo Na Próxima Eleição Presidencial. Conclusão: A Direita Entra Em Sua Fase Mais Decisiva Rumo A 2026 A Escolha De Jair Bolsonaro Por Flávio Como Seu Sucessor Eleitoral Inaugura Um Novo Capítulo Na Direita Brasileira. Representa Não Apenas A Continuidade De Um Projeto Político, Mas Também O Reconhecimento De Que O Bolsonarismo É, Hoje, Um Movimento Que Precisa Se Reorganizar Diante Dos Desafios Institucionais Enfrentados Pelo Ex-Presidente. Ao Assumir Esse Papel, Flávio Bolsonaro 2026 Torna-Se O Epicentro De Uma Disputa Complexa Que Envolve Alianças Regionais, Narrativas Nacionais, Articulações Partidárias E A Necessidade De Unir Diferentes Alas Dentro De Um Mesmo Campo Político. Seu Desempenho Nos Próximos Meses Será Determinante Para Definir O Rumo Da Próxima Eleição Presidencial E O Futuro Do Bolsonarismo No Brasil. - Gazeta Mercantil - Política
Política

Flávio Bolsonaro 2026: o nome escolhido para a disputa presidencial

Flávio Bolsonaro 2026: a escolha de Jair Bolsonaro para disputar a Presidência e reorganizar a direita brasileira A decisão anunciada por Jair Bolsonaro dentro da Superintendência da Polícia...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

00:08:17
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DOLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado

Veja Também

Crise Na Propaganda Eleitoral: Dança Das Cadeiras Atinge Marqueteiros Políticos Em 2026 - Gazeta Mercantil
Política

Crise na propaganda eleitoral: dança das cadeiras atinge marqueteiros políticos em 2026

Leia MaisDetails
Risco-País Da Argentina Volta Aos 511 Pontos E Mercado Aumenta Cautela Com Milei - Gazeta Mercantil - Economia
Economia

Risco-país da Argentina volta aos 511 pontos e mercado aumenta cautela com Milei

Leia MaisDetails
3 Funções Do Celular Que Você Deve Desligar Quando Não Estiver Usando - Gazeta Mercantil - Economia
Tecnologia

3 funções do celular que você deve desligar quando não estiver usando

Leia MaisDetails
Renan Santos - Gazeta Mercantil
Política

Renan Santos defende fim da Justiça do Trabalho e diz que CLT ‘já era’

Leia MaisDetails
Valuation: O Que É, Como Calcular E Quais Métodos Definem O Valor De Uma Empresa - Gazeta Mercantil
Negócios

Valuation: o que é, como calcular e quais métodos definem o valor de uma empresa

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Crise na propaganda eleitoral: dança das cadeiras atinge marqueteiros políticos em 2026

Risco-país da Argentina volta aos 511 pontos e mercado aumenta cautela com Milei

3 funções do celular que você deve desligar quando não estiver usando

Renan Santos defende fim da Justiça do Trabalho e diz que CLT ‘já era’

Valuation: o que é, como calcular e quais métodos definem o valor de uma empresa

Dólar hoje fecha a R$ 5,22 com tensão no Oriente Médio e ata do Fed no radar

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP