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Herança Digital: Como Planejar e Quem Tem Direito aos Seus Bens Virtuais

por Redação
13/03/2025 às 15h00 - Atualizado em 07/04/2025 às 13h27
em Tecnologia, Destaque, Notícias
Herança Digital - Gazeta Mercantil

Herança Digital: Como Planejar e Quem Tem Direito aos Seus Bens Virtuais

Nos dias atuais, nossos ativos digitais se tornaram tão importantes quanto os bens materiais que possuímos. A herança digital, conceito que envolve tudo o que deixamos registrado no mundo virtual, está ganhando cada vez mais relevância, principalmente em um mundo onde redes sociais, criptomoedas, e-mails e outros bens digitais fazem parte do nosso cotidiano. Quando uma pessoa falece, é fundamental garantir que esses ativos sejam transferidos corretamente para os herdeiros, caso contrário, correm o risco de se perderem ou se tornarem um problema.

O que é a Herança Digital?

A herança digital é composta por uma variedade de bens virtuais que, embora não sejam tangíveis, possuem grande valor. Esses bens incluem perfis em redes sociais, blogs, vídeos, contas de streaming, criptomoedas, fotos na nuvem, e-mails, licenças de software, milhas aéreas e outros dados armazenados em dispositivos móveis, como celulares e computadores. Todos esses itens, muitas vezes, não possuem um valor monetário direto, mas representam memórias afetivas e, em alguns casos, até fontes de receita contínua.

Como a Herança Digital é Tratada pelo Direito?

O conceito de herança digital ainda não está totalmente consolidado em todos os países, mas já existem importantes avanços jurídicos que ajudam a moldar a forma como esses ativos são tratados legalmente. Em 2016, um tribunal do Reino Unido determinou que a coleção de bitcoins de uma pessoa falecida fazia parte de sua herança, estabelecendo um precedente importante para a regulamentação de criptomoedas em casos de sucessão.

Nos Estados Unidos, em 2017, um tribunal da Pensilvânia decidiu que os pais de um adolescente que cometeu suicídio poderiam acessar suas contas de redes sociais para investigar se ele havia sido vítima de bullying. E na China, desde 2020, a legislação permite que as criptomoedas sejam herdadas, de forma semelhante a qualquer outro bem.

No Brasil, um dos casos mais notórios envolveu a cantora Marília Mendonça, que faleceu tragicamente em 2021. Seu inventário incluiu criptoativos, contas de redes sociais com milhões de seguidores, e até senhas de e-mails. No entanto, a regulamentação sobre a herança digital no Brasil ainda está em processo de aprimoramento, aguardando a aprovação de um projeto de lei que atualizará o Código Civil para tratar desses bens digitais de forma mais clara.

O Código Civil e a Herança Digital no Brasil

O Código Civil Brasileiro, que regulamenta questões de sucessão e herança, tem passado por revisões para incorporar os novos desafios do mundo digital. O projeto de lei em andamento visa permitir que os bens digitais sejam transmitidos aos herdeiros da mesma forma que os bens físicos. De acordo com especialistas, a proposta traz mais segurança jurídica para os cidadãos ao possibilitar que o titular de bens digitais planeje o destino desses ativos após a morte.

O novo texto do Código Civil divide os bens digitais em duas categorias: bens com natureza econômica, como investimentos em criptomoedas e perfis monetizados em redes sociais, e bens com valor afetivo, como arquivos pessoais ou perfis que compõem a identidade digital de uma pessoa. Ambos os tipos de bens podem ser transmitidos aos herdeiros, mas a questão da regulamentação ainda gera debates.

Desafios na Transferência da Herança Digital

Embora a herança digital esteja em ascensão, existem desafios significativos para garantir que os bens virtuais sejam transferidos corretamente. Um dos principais problemas é a diferença entre os termos de uso das diversas plataformas. Muitas redes sociais, serviços de e-mail e plataformas de streaming impõem restrições ao acesso de contas de falecidos, o que pode dificultar o processo de sucessão.

A advogada Marina Dinamarco, especialista em Direito de Família e Sucessão, alerta que nem sempre os herdeiros terão acesso automático às informações privadas de uma pessoa falecida. Em alguns casos, será necessário obter uma autorização judicial para acessar mensagens privadas e outros dados sensíveis. Além disso, há a questão da exclusão automática de contas públicas após 180 dias sem herdeiros, o que pode resultar na perda de conteúdos importantes, como fotos, vídeos e postagens que tenham valor cultural ou histórico.

Como Planejar a Herança Digital?

A melhor maneira de garantir que os bens digitais sejam transmitidos de acordo com os desejos do titular é por meio de um planejamento sucessório detalhado. Organizar e documentar todos os ativos digitais, incluindo senhas e chaves de acesso, é fundamental para evitar que esses bens se percam ou fiquem inacessíveis. Um testamento pode ser uma excelente ferramenta para garantir que os herdeiros tenham acesso a esses bens e possam administrá-los adequadamente.

O testamento pode incluir informações sobre a localização dos ativos digitais, como contas de e-mail, redes sociais, plataformas de streaming e até mesmo criptomoedas. É importante que o titular do bem digital deixe claras suas intenções quanto ao destino desses bens. Algumas plataformas oferecem a opção de designar um herdeiro para gerenciar as contas após a morte do titular, mas muitas vezes isso precisa ser formalizado em documentos legais.

Além disso, o planejamento sucessório também deve considerar a possibilidade de integrar os bens digitais ao inventário extrajudicial, um processo mais rápido que pode ser realizado diretamente no cartório. Esse tipo de inventário pode ser feito mesmo quando há herdeiros menores de idade, permitindo que o processo de sucessão ocorra sem a necessidade de uma intervenção judicial complexa.

Quem Tem Direito à Herança Digital?

Os herdeiros dos bens digitais são, em geral, os mesmos que têm direito à herança convencional. Se não houver testamento, os ativos digitais seguirão a ordem estabelecida pelo Código Civil. No Brasil, os herdeiros de bens digitais são, em primeiro lugar, os descendentes (filhos, netos), seguidos pelo cônjuge ou companheiro. Na ausência de descendentes, os ascendentes (pais, avós) também têm direito aos bens digitais, caso contrário, o cônjuge ou companheiro será o único herdeiro.

Bens Digitais que Geram Receita Após a Morte

Alguns bens digitais podem continuar a gerar receita após o falecimento do titular, como é o caso de royalties de músicas e livros digitais, ou mesmo as visualizações de vídeos no YouTube. Esses bens podem gerar uma fonte contínua de renda para os herdeiros. No caso das criptomoedas, os herdeiros precisam estar cientes dos valores e da forma como acessar os criptoativos, sendo recomendado incluir informações detalhadas sobre esses ativos no testamento.

Outro caso interessante é o de Gal Costa, cuja morte gerou uma divisão de royalties entre seu filho e a viúva. Esse tipo de receita pode se estender por anos, criando uma nova forma de riqueza para os herdeiros.

Bens Digitais com Dificuldade de Sucessão

Alguns bens digitais são mais difíceis de ser repassados devido a questões contratuais, como é o caso das licenças de software, e-books e contas de serviços de streaming. Muitos contratos de plataformas como Netflix e Spotify estabelecem que as assinaturas são pessoais e intransferíveis. Em casos assim, os bens podem ser excluídos do inventário ou não serem passados para os herdeiros.

Outro exemplo são as milhas aéreas, que têm enfrentado dificuldades em processos de sucessão devido a restrições contratuais. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu que as milhas não podem ser herdadas, mas isso ainda é um ponto polêmico no Brasil.

Como Garantir Que a Herança Digital Seja Transmitida Corretamente?

O planejamento da herança digital é essencial para garantir que os bens virtuais sejam transferidos de acordo com os desejos do falecido. A principal recomendação dos especialistas é a de documentar todos os ativos digitais, incluindo senhas e chaves de acesso. Além disso, a nomeação de um responsável pelo gerenciamento desses bens pode ser fundamental, especialmente quando os herdeiros forem menores de idade.

Ao fazer um testamento, é possível especificar como cada ativo digital deve ser tratado, garantindo que os herdeiros tenham acesso aos bens e possam administrá-los de maneira eficiente. Isso inclui desde contas de redes sociais até criptomoedas e outros investimentos digitais.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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