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JBS Couros transforma resíduos em fertilizantes e reforça liderança global em sustentabilidade

por Redação
04/11/2025 às 12h15 - Atualizado em 14/05/2026 às 17h18
em Negócios, Destaque, Notícias
Jbs Couros Transforma Resíduos Em Fertilizantes E Reforça Liderança Global Em Sustentabilidade - Gazeta Mercantil

JBS Couros transforma resíduos em fertilizantes e exporta para a Europa em movimento sustentável inovador

A JBS Couros, divisão da gigante global de alimentos JBS, está protagonizando uma transformação marcante na indústria do couro e da sustentabilidade industrial. A empresa passou a exportar mensalmente 550 toneladas de farelo de rebaixe para a Itália, material derivado do processo de ajuste da espessura do couro. Antes considerado resíduo, o produto agora é utilizado como matéria-prima na fabricação de fertilizantes, gerando valor adicional, reduzindo emissões de carbono e impulsionando a economia circular no setor.

Essa mudança coloca a JBS Couros como uma referência mundial em inovação sustentável, integrando processos industriais de alta eficiência com práticas de aproveitamento total da matéria-prima, em linha com as exigências ambientais e de ESG que orientam o mercado global.


Aproveitamento de resíduos: o novo ciclo verde da JBS Couros

O farelo de rebaixe, resultante da etapa de ajuste da espessura do couro, era tradicionalmente tratado como um subproduto de baixo valor ou descartado como resíduo industrial. Hoje, a JBS Couros o transforma em um insumo estratégico, exportando-o para a Itália, onde serve de base para a produção de fertilizantes orgânicos de alta eficiência.

A operação é realizada a partir de três unidades brasileiras da companhia, localizadas em Itumbiara (GO), Uberlândia (MG) e Lins (SP), que juntas somam centenas de toneladas processadas todos os meses. O novo destino do material contribui para uma redução média de 15% nas emissões de carbono nas cadeias produtivas, podendo chegar a 25% em alguns casos, segundo dados técnicos da própria empresa.

Essa prática representa uma mudança de paradigma: o que antes era considerado resíduo agora se torna coproduto valorizado, agregando sustentabilidade, inovação e rentabilidade à operação industrial.


JBS Couros e o conceito de economia circular

A JBS Couros vem adotando, desde 2019, um modelo produtivo baseado na economia circular, cujo objetivo é eliminar o desperdício e maximizar o aproveitamento de recursos.

O ponto central dessa estratégia é o conceito Kind Leather, uma tecnologia exclusiva que otimiza o uso da pele bovina ao remover as partes de menor aproveitamento antes do curtimento. Esse processo reduz o consumo de água, energia e produtos químicos, além de transformar resíduos em matérias-primas destinadas a outros segmentos industriais.

Ao aplicar essa metodologia, a JBS Couros não apenas diminui o impacto ambiental de suas operações, como também cria novos fluxos de receita. O resultado é um ciclo produtivo mais limpo, eficiente e economicamente sustentável, alinhado às exigências internacionais de governança ambiental.


Sustentabilidade e inovação integradas à rentabilidade

A exportação do farelo de rebaixe para a Europa simboliza o compromisso da JBS Couros com a sustentabilidade aplicada ao negócio. A empresa demonstra que é possível conciliar eficiência econômica com responsabilidade ambiental, transformando desafios operacionais em oportunidades de inovação.

Essa integração é fruto de investimentos contínuos em tecnologia e rastreabilidade. Cada etapa do processo produtivo é monitorada com precisão, garantindo a origem controlada do couro e a conformidade com padrões ambientais rigorosos.

O resultado é um couro de alto valor agregado, amplamente utilizado por marcas internacionais que exigem transparência e sustentabilidade em suas cadeias de fornecimento.


A presença estratégica da JBS Couros na Itália

A expansão sustentável da JBS Couros ganha destaque com a presença da Conceria Priante, unidade do grupo localizada na Itália — epicentro mundial do design e da moda em couro. A fábrica italiana é reconhecida por seu alto padrão tecnológico e pela capacidade de desenvolver acabamentos, cores e texturas personalizados para marcas de luxo e calçados premium.

Mais do que uma planta produtiva, a Conceria Priante atua como centro global de inovação, antecipando tendências e desenvolvendo soluções que influenciam o mercado europeu.

Essa proximidade com os principais polos criativos da Europa reforça o posicionamento da JBS Couros como líder global na produção sustentável e no fornecimento de materiais de origem controlada.


Como a JBS Couros redefine o papel da indústria de couro

O modelo de negócio da JBS Couros representa um avanço significativo na maneira como o setor trata resíduos e coprodutos. A empresa se tornou um exemplo de aproveitamento integral da matéria-prima, completando o ciclo da cadeia pecuária com inovação e eficiência.

Hoje, com 21 unidades industriais em quatro continentes, a JBS Couros é uma das maiores produtoras globais do setor. Seu processo industrial é minuciosamente controlado, desde a seleção do couro cru até o acabamento final.

Esse controle garante qualidade, rastreabilidade e respeito aos compromissos ambientais assumidos pela companhia, que tem trabalhado para reduzir emissões, reaproveitar subprodutos e gerar impacto positivo em toda a cadeia.


Impacto ambiental positivo e geração de valor

Os resultados obtidos com o novo destino do farelo de rebaixe demonstram o potencial da indústria de couro em contribuir para metas de descarbonização e aproveitamento total de recursos.

Com a transformação de resíduos em insumos para fertilizantes agrícolas, a JBS Couros cria um elo produtivo entre a cadeia do couro e o agronegócio, ampliando o alcance de sua política ambiental.

Além de reduzir emissões de gases de efeito estufa, o projeto estimula o uso responsável de matérias-primas e fortalece a economia circular, convertendo o que antes era descartado em valor econômico e ambiental real.

A adoção dessa prática reforça o compromisso da empresa com os princípios de ESG (Environmental, Social and Governance), que orientam as corporações mais responsáveis do mundo.


Tecnologia e rastreabilidade: pilares da produção sustentável

Para garantir a qualidade e o controle de seus produtos, a JBS Couros utiliza sistemas tecnológicos de rastreamento que acompanham o couro desde a origem até o cliente final.

Essas soluções permitem identificar a procedência da matéria-prima, medir o consumo de recursos e monitorar indicadores de sustentabilidade em tempo real.

Além disso, a companhia mantém laboratórios de pesquisa e inovação voltados ao desenvolvimento de novos materiais e processos que combinem performance, durabilidade e menor impacto ambiental.

A rastreabilidade é um diferencial competitivo da JBS Couros, especialmente em mercados exigentes como o europeu, que priorizam fornecedores comprometidos com o bem-estar animal, a redução de carbono e a transparência ambiental.


JBS Couros e o futuro da sustentabilidade industrial

O caminho trilhado pela JBS Couros aponta para um futuro em que o conceito de “resíduo” deixará de existir na indústria do couro.

A transformação de sobras industriais em fertilizantes agrícolas é apenas uma das iniciativas que consolidam a empresa como líder global em sustentabilidade.

Ao adotar práticas de economia circular, a companhia demonstra que o desenvolvimento sustentável pode ser rentável e estratégico, ao mesmo tempo em que contribui para metas globais de preservação ambiental.

Com a expansão das exportações e a consolidação da Conceria Priante como referência de design ecológico, a JBS Couros reforça seu papel como protagonista na transição para um modelo produtivo mais verde, transparente e responsável.


A revolução verde da JBS Couros

A JBS Couros está redefinindo o que significa sustentabilidade na indústria do couro. Ao transformar resíduos em insumos agrícolas e integrar inovação, rastreabilidade e eficiência, a empresa cria um modelo de negócios que inspira todo o setor produtivo.

Mais do que uma estratégia ambiental, o projeto de exportação do farelo de rebaixe é uma demonstração prática de que é possível unir rentabilidade e responsabilidade ecológica, gerando valor em cada etapa da cadeia produtiva.

A atuação da empresa fortalece a imagem do Brasil como potência sustentável e consolida a JBS Couros como símbolo global de inovação verde.

Tags: Conceria Priante Itáliacouro sustentáveleconomia circularESG na indústriaexportação de courofertilizante orgânicoinovação ambientalJBS Courosnegóciosreaproveitamento de resíduossustentabilidade industrial

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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