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Nova CNH muda regras, reduz custos e flexibiliza aulas práticas

por Redação
26/11/2025 às 14h38
em Brasil, Destaque, Notícias
Nova Cnh Muda Regras, Reduz Custos E Flexibiliza Aulas Práticas - Gazeta Mercantil

Governo define detalhes da nova CNH e mudanças podem extinguir obrigatoriedade de autoescolas

A reformulação das regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) entrou na fase final de elaboração e reacendeu um dos debates mais intensos dos últimos anos: a possibilidade de tirar a nova CNH sem a obrigatoriedade de contratar autoescolas. O Ministério dos Transportes confirmou que prepara um pacote completo de alterações, resultado de uma consulta pública conduzida pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), encerrada no início de novembro, e que reuniu milhares de contribuições de cidadãos, especialistas e entidades do setor.

A proposta, prevista para ser anunciada oficialmente até o fim deste mês, reorganiza o processo de formação de condutores, amplia a autonomia dos candidatos, moderniza os mecanismos de capacitação e altera profundamente a estrutura que hoje sustenta o mercado das autoescolas. O ponto mais sensível da discussão é o que estabelece que grande parte do processo de preparação poderá ser feita sem a presença obrigatória de Centros de Formação de Condutores (CFCs), abrindo espaço para instrutores autônomos credenciados pelos Detrans.

A mudança tem caráter econômico e social. O governo argumenta que a nova CNH precisa refletir a realidade digital e as necessidades de uma população que, em grande parte, não tem condições financeiras de arcar com os custos atuais da habilitação. Segundo dados apresentados pelo Ministério dos Transportes, 54% dos brasileiros não possuem CNH, e 18 milhões dirigem sem habilitação. O custo médio para tirar a carteira, hoje acima de R$ 3.200, é um dos maiores entraves.


O que muda com a nova CNH

A principal alteração é a eliminação da obrigatoriedade de realizar todo o processo em uma autoescola. A partir da nova CNH, o candidato poderá escolher entre autoescola tradicional ou instrutor autônomo credenciado pelos Detrans. O conteúdo teórico também poderá ser estudado por plataformas digitais autorizadas, por meio de EAD, em CFCs ou pela própria Senatran.

O processo de abertura da CNH passa a ser integralmente digital, podendo ser iniciado no site da Senatran ou no aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT). Prova teórica e exame prático permanecem obrigatórios, mas o modo de preparação para essas avaliações será definido pelo próprio candidato.

A promessa do governo é transformar a nova CNH em um processo mais acessível, moderno e alinhado às tecnologias atuais. A atenção se volta agora para as regras que determinarão quantas aulas práticas continuarão sendo exigidas.


Quantas aulas práticas vão continuar obrigatórias

O Ministério dos Transportes confirmou que deverá manter um número mínimo de aulas práticas, embora inferior ao atual. A regra vigente estabelece 20 horas presenciais obrigatórias, realizadas exclusivamente em CFCs. Com a reformulação, esse número deve cair consideravelmente.

As propostas em discussão são:

• Governo: mínimo de duas aulas práticas;
• Setor de autoescolas (Feneauto): entre cinco e dez aulas;
• Regra atual: 20 horas obrigatórias em autoescolas.

Embora a pasta tenha descartado eliminar completamente as aulas obrigatórias, a tendência é que o candidato possa cumprir essas horas com instrutores independentes, registrados e credenciados pelos Detrans, ampliando a flexibilidade e reduzindo custos.

A possibilidade de contratar instrutores autônomos representa uma mudança estrutural no setor. Esses profissionais, com credenciamento padronizado, terão acesso a plataformas digitais de registro, capacitação e identificação no sistema nacional de trânsito, integrando um novo modelo de prestação de serviços.


Processo totalmente digital: abertura, acompanhamento e avaliação

Uma das principais novidades da nova CNH é a digitalização total do processo. A abertura do procedimento não exigirá deslocamentos ou presença física em órgãos de trânsito. Pelo aplicativo CDT ou pelo site da Senatran, o candidato poderá:

• Iniciar o processo;
• Registrar estágio atual da formação;
• Agendar prova teórica;
• Agendar exame prático;
• Consultar andamento e documentos.

O modelo digital responde à necessidade de reduzir burocracias e democratizar o acesso ao processo. O governo afirma que a medida trará agilidade, segurança e controle mais eficiente do percurso de cada candidato.


O objetivo social da nova CNH

A reformulação atende a uma prioridade social do Ministério dos Transportes: ampliar o acesso à habilitação e reduzir a circulação de motoristas não habilitados. As estatísticas mostram que os custos do modelo atual excluem grande parcela da população.

Entre os dados destacados pelo governo:

• Mais de 18 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação;
• 54% da população não possui CNH;
• O custo médio de R$ 3.215,64 é visto como impeditivo;
• 77% do valor pago por um candidato corresponde às aulas de autoescola.

Com a mudança, o governo estima redução de até 80% no custo final da nova CNH, permitindo que milhares de brasileiros tenham acesso à regularização.


Reação das autoescolas e risco de judicialização

A flexibilização da obrigatoriedade das autoescolas provocou forte reação institucional. A Federação Nacional das Autoescolas (Feneauto) já informou que deve judicializar a mudança tão logo as novas regras sejam publicadas, argumentando que a eliminação da exclusividade dos CFCs ameaça a segurança viária e compromete a qualidade da formação.

Representantes do setor afirmam que a rede de autoescolas já enfrenta queda no número de alunos e que medidas desse porte podem resultar no fechamento de milhares de unidades. Para a categoria, aulas presenciais contínuas são indispensáveis para garantir que motoristas iniciantes adquiram habilidades adequadas.

O governo, porém, sustenta que o novo modelo mantém os pilares essenciais da formação: prova teórica, avaliação prática e fiscalização digital. Para a pasta, o processo se torna mais eficiente, mais moderno e mais inclusivo, sem prejudicar padrões de segurança.


Mudanças também para categorias C, D e E

A modernização da formação não se limita à categoria B. O novo pacote também inclui mudanças para categorias profissionais:

• C (caminhões)
• D (ônibus)
• E (carretas e veículos articulados)

Nesses casos, as alterações incluem:

• possibilidade de formação tanto em autoescolas quanto em entidades autorizadas;
• flexibilização de etapas;
• redução de exigências burocráticas;
• processos mais rápidos e descentralizados.

A medida pretende ampliar a entrada de novos motoristas profissionais no mercado, reduzindo filas e acelerando a formação em setores essenciais, como logística e transporte coletivo.


Credenciamento dos instrutores autônomos

O novo modelo cria um mercado formal de instrutores independentes, o que deve ampliar o acesso à formação prática. Os instrutores serão credenciados pelos Detrans e terão:

• cursos digitais de qualificação;
• identificação via CDT;
• registro nacional como profissionais habilitados;
• autorização para ministrar aulas práticas.

A Senatran desenvolverá uma plataforma de gestão específica, garantindo controle, fiscalização e segurança nos registros de aulas.


Quando começa a valer a nova CNH

O governo confirmou que as novas regras serão publicadas ainda este mês. A implementação ocorrerá por portarias, e portanto não precisa passar pelo Congresso.

Após a publicação:

• Detrans entrarão em fase de adaptação;
• plataformas digitais serão atualizadas;
• instrutores poderão iniciar o credenciamento.

A expectativa é que o novo modelo da nova CNH comece a valer ainda este ano.


Modelo internacional inspira a nova CNH

A política brasileira não é inédita. Países como Estados Unidos, Canadá, Japão, Inglaterra, Uruguai e Paraguai já adotam modelos flexíveis, nos quais o candidato escolhe como deseja se preparar para as avaliações. A intenção é unir liberdade de escolha, digitalização e manutenção dos padrões mínimos de segurança.

O Brasil segue essa tendência, buscando modernizar sua política de formação de condutores.


Quanto custará a nova CNH

A redução de custos é o maior impacto da reformulação. Hoje, o custo médio ultrapassa R$ 3.200, e grande parte desse valor corresponde às 20 horas de aulas práticas obrigatórias.

Com a flexibilização:

• aulas teóricas poderão ser feitas por EAD;
• aulas práticas terão preço de mercado, sem tabelamento;
• instrutores autônomos poderão oferecer pacotes mais competitivos;
• não haverá mais exigência de 20 horas presenciais;
• autoescolas continuarão atuando, mas sem exclusividade.

A estimativa oficial é que a nova CNH possa custar menos de R$ 700, dependendo do estado.

Tags: CNH barataCNH digitalCNH sem autoescolainstrutor autônomo CNHmudanças CNH 2025nova CNHregras CNH

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. 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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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