quarta-feira, 14 de outubro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Política

STF avalia investigação contra Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro

Polícia Federal pediu autorização para abrir inquérito contra Alfredo Gaspar, que nega acusação de estupro de vulnerável.

por Júlia Campos
06/08/2026 às 09h38
em Política
Stf Avalia Investigação Contra Alfredo Gaspar, Vice De Flávio Bolsonaro - Gazeta Mercantil - Política

O Supremo Tribunal Federal analisa um pedido da Polícia Federal para abrir inquérito contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar é acusado de suposto estupro de vulnerável envolvendo uma adolescente que teria 13 anos na época dos fatos.

O procedimento está sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes e tramita em sigilo. Antes de decidir sobre a abertura da investigação, o magistrado solicitou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República.

Leia também: Ex-sócio de Flávio Bolsonaro relata supostas orgias, Rolex de R$ 305 mil e lobby no STF

Leia também: Cade avalia fusão das empresas 123Milhas e Maxmilhas.

Até o momento, não há informação de que o inquérito tenha sido formalmente instaurado. Também não existe denúncia criminal apresentada pela PGR, decisão que transforme Gaspar em réu ou julgamento sobre a acusação. O deputado nega os fatos.

A acusação foi encaminhada às autoridades pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke, em 27 de março de 2026, último dia de funcionamento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS. Alfredo Gaspar era o relator do colegiado.

Cerca de um mês depois, a Polícia Federal pediu ao Supremo autorização para abrir uma investigação. Como o caso envolve um deputado federal, as diligências dependem de supervisão judicial do STF.

PGR deverá se manifestar antes da decisão

A Procuradoria-Geral da República deverá avaliar os elementos enviados ao Supremo e apresentar seu posicionamento. O órgão pode defender a abertura do inquérito, pedir novas diligências ou considerar insuficientes as informações apresentadas.

O parecer da PGR servirá de subsídio para Gilmar Mendes, mas não obriga o ministro a seguir determinada conclusão. O relator poderá autorizar a investigação, rejeitar o pedido ou solicitar novas providências à Polícia Federal.

Como o processo tramita sob sigilo, não foram divulgados os documentos que sustentam a acusação, as diligências propostas pela PF nem eventual prazo para a manifestação da Procuradoria.

O sigilo também impede a confirmação pública sobre quais depoimentos, mensagens, registros ou outros elementos foram encaminhados pelos parlamentares responsáveis pela acusação.

A existência de um pedido policial não significa que o crime tenha sido comprovado. A abertura de um inquérito, caso autorizada, permitirá à Polícia Federal verificar se há indícios de que o fato ocorreu e identificar eventual responsabilidade.

Acusação surgiu no encerramento da CPMI

A comunicação contra Alfredo Gaspar foi apresentada no encerramento da CPMI do INSS. O deputado alagoano teve atuação de destaque como relator da comissão e participou diretamente da elaboração das conclusões do colegiado.

Lindbergh Farias e Soraya Thronicke levaram às autoridades uma acusação envolvendo um suposto crime sexual contra uma adolescente. As informações disponíveis não permitem conhecer integralmente o conteúdo dos elementos apresentados.

O encaminhamento de uma acusação à Polícia Federal não equivale a uma denúncia criminal. Trata-se de uma comunicação para que as autoridades examinem se existem fundamentos mínimos para iniciar uma investigação.

Uma eventual denúncia somente poderá ser apresentada pela Procuradoria-Geral da República depois da coleta e análise de provas. Mesmo nesse cenário, o Supremo ainda teria de decidir se aceita ou rejeita a acusação formal.

Somente o recebimento de uma denúncia pelo STF transformaria o deputado em réu. Até lá, o caso permanece em uma fase preliminar, sujeita à análise da Polícia Federal, da PGR e do relator.

Alfredo Gaspar nega acusação

Alfredo Gaspar afirma que não cometeu o crime e sustenta ser alvo de perseguição política por sua atuação na CPMI do INSS. Segundo o deputado, a acusação teria sido apresentada como retaliação pelos conflitos ocorridos durante os trabalhos da comissão.

O parlamentar diz apoiar uma apuração rápida para que os fatos sejam esclarecidos. A defesa pública de Gaspar é que a investigação poderá demonstrar que ele não teve participação no episódio relatado.

Gaspar também afirmou ter realizado um exame de DNA. O deputado apresenta o teste como parte dos elementos que sustentariam sua versão dos acontecimentos.

Não há informação, no entanto, de que esse exame tenha sido determinado pela Polícia Federal, submetido a perícia oficial ou analisado pelo Supremo. A validade e a relevância do material dependerão da avaliação das autoridades responsáveis pelo procedimento.

Um exame produzido por iniciativa de uma das partes não encerra, isoladamente, uma investigação. A análise deve considerar a origem das amostras, o método utilizado, a preservação do material e sua relação com os fatos investigados.

A alegação de perseguição política também deverá ser examinada dentro do conjunto de informações reunido. Ela representa a versão apresentada pelo deputado, mas não substitui a apuração institucional.

Investigação não significa condenação

O estupro de vulnerável é um crime previsto no Código Penal para situações que envolvem pessoa menor de 14 anos. A legislação não reconhece eventual consentimento como justificativa para relações sexuais ou atos libidinosos com crianças ou adolescentes abaixo dessa idade.

A aplicação desse tipo penal a um caso concreto depende, porém, da comprovação da ocorrência do ato e da identificação de seu responsável. A simples apresentação de uma acusação não permite concluir que o crime ocorreu ou atribuir antecipadamente sua autoria.

Se o inquérito for autorizado, a Polícia Federal poderá ouvir pessoas, solicitar documentos, analisar registros e realizar outras diligências aprovadas pelo STF. Medidas que envolvam quebra de sigilo ou restrição de direitos dependerão de autorização judicial.

Ao final da investigação, a PF deverá encaminhar suas conclusões ao Supremo e à PGR. A Procuradoria poderá pedir o arquivamento, requisitar novas diligências ou oferecer denúncia, caso entenda que existem provas suficientes.

Durante todo o procedimento, Alfredo Gaspar poderá apresentar documentos, prestar esclarecimentos e contestar os elementos reunidos. A possível vítima também deverá ter sua identidade preservada, especialmente em razão da idade mencionada e da natureza da acusação.

Caso amplia pressão sobre chapa presidencial

A situação ganhou maior relevância política depois que Alfredo Gaspar foi anunciado como vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro. O avanço ou o arquivamento do pedido poderá produzir efeitos no debate eleitoral, embora não altere os critérios jurídicos que devem orientar a decisão.

Adversários da chapa deverão cobrar esclarecimentos sobre o caso, enquanto aliados de Gaspar sustentam que a acusação tem motivação política. Nenhuma dessas posições representa uma conclusão sobre os fatos.

Uma eventual abertura de inquérito poderá aumentar a pressão sobre Flávio Bolsonaro para explicar a manutenção do deputado na chapa. Ainda assim, a instauração de uma investigação não equivale a denúncia, julgamento ou condenação.

Caso o pedido seja rejeitado ou arquivado, Gaspar poderá usar a decisão para reforçar sua versão de que a acusação não possuía elementos suficientes. O efeito político dependerá do conteúdo e dos fundamentos da manifestação do STF.

A próxima etapa formal é o parecer da Procuradoria-Geral da República. Depois da manifestação, Gilmar Mendes decidirá se autoriza a Polícia Federal a abrir o inquérito, rejeita o pedido ou determina novas diligências. Até essa decisão, Alfredo Gaspar permanece apenas como alvo de uma acusação ainda não comprovada e nega integralmente os fatos.

LEIA MAIS

Taxa De Juros - Gazeta Mercantil
Mercados

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Nova pesquisa BTG/Nexus mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 48% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Leia MaisDetails
Nunes Marques - Gazeta Mercantil
Política

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

O grupo Prerrogativas acusa o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, de abuso de poder e de adotar decisões que, na avaliação do

Leia MaisDetails
Lula - Gazeta Mercantil
Política

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Os presidentes dos diretórios estaduais do MDB de dez estados das regiões Norte e Nordeste anunciaram, nesta terça-feira (13), apoio à candidatura do

Leia MaisDetails
Brasileiros Conservadores - Gazeta Mercantil
Política

Conservadorismo no Brasil atinge maior nível desde 2018, aponta Ipsos-Ipec

Pesquisa ouviu brasileiros sobre temas de costumes e valores, como aborto, casamento homoafetivo, pena de morte e redução da maioridade penal

Leia MaisDetails
Dolar Hoje - Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar hoje (13/10): moeda fecha a R$ 5,02, sobe 0,74% e contraria queda no exterior após pesquisas eleitorais

O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (13) em alta de 0,74%, cotado a R$ 5,0227 no mercado à vista, recuperando parte das perdas acumuladas na semana anterior,...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

01:32:45
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
â‚¿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Petróleo Hoje - Gazeta Mercantil
Mercados

Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

Leia MaisDetails
Agronegocio - Gazeta Mercantil
Empresas

Bimbo expande agricultura regenerativa no Brasil e supera 500 mil hectares no mundo

Leia MaisDetails
Taxa De Juros - Gazeta Mercantil
Mercados

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Leia MaisDetails
Nunes Marques - Gazeta Mercantil
Política

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

Leia MaisDetails
Lula - Gazeta Mercantil
Política

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Petróleo hoje: Brent cai a US$ 105,69 e WTI sobe com tensão no Oriente Médio

Bimbo expande agricultura regenerativa no Brasil e supera 500 mil hectares no mundo

Juros futuros sobem mais de 20 pontos-base após pesquisas eleitorais

Advogados acusam Nunes Marques de favorecer Flávio Bolsonaro em decisões do TSE

MDB: dez diretórios declaram apoio a Lula, enquanto outra ala se alinha a Flávio Bolsonaro

Dinheiro esquecido em bancos chega a R$ 5,8 bilhões; veja como sacar

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP