quarta-feira, 16 de setembro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Economia

Bolsas da Ásia sobem com recorde no Japão mesmo após queda da Nvidia nos EUA

por Camila Braga
27/02/2026 às 10h12
em Economia
Bolsas Da Ásia Sobem Com Recorde No Japão Mesmo Após Queda Da Nvidia Nos Eua - Gazeta Mercantil

Bolsas da Ásia fecham em alta e Japão renova recorde histórico mesmo após queda da Nvidia nos EUA

As bolsas da Ásia encerraram esta sexta-feira majoritariamente em alta, com o Japão renovando máxima histórica do índice Nikkei, mesmo após a forte queda das ações da Nvidia em Nova York na véspera. O movimento ocorreu em meio a fluxo estrangeiro consistente para mercados asiáticos, sinalizações pró-crescimento na China e uma leitura predominante de que a volatilidade em Wall Street não altera, por ora, os fundamentos econômicos da região.

O desempenho das bolsas da Ásia indica que investidores locais e internacionais estão priorizando fatores estruturais regionais, como política econômica, governança corporativa e perspectivas de crescimento, em vez de reagir de forma automática às oscilações das big techs americanas. Ainda que a Nvidia tenha recuado quase 5,5% nos Estados Unidos, pressionando o Nasdaq e o S&P 500, os mercados asiáticos mostraram resiliência.

Japão lidera ganhos e consolida novo patamar histórico

O principal destaque entre as bolsas da Ásia foi o Japão. O índice Nikkei avançou 0,16%, aos 58.850,27 pontos, estabelecendo novo recorde histórico. O patamar reforça a trajetória de valorização sustentada por entrada de capital estrangeiro e por reformas voltadas ao aumento da eficiência corporativa.

Nos bastidores, gestores globais têm ampliado exposição ao mercado japonês diante de múltiplos considerados mais atrativos em comparação com os Estados Unidos. A combinação de câmbio favorável às exportações, reestruturações societárias e incentivos à melhoria de governança contribui para o fortalecimento do mercado acionário local.

A performance do Nikkei sinaliza que as bolsas da Ásia podem atravessar períodos de volatilidade externa com maior autonomia, desde que sustentadas por fundamentos domésticos sólidos.

China mantém trajetória positiva com apoio político

Na China continental, as bolsas da Ásia registraram ganhos moderados. O índice de Xangai subiu 0,39%, aos 4.162,88 pontos, enquanto o Shenzhen Composto avançou 0,30%, aos 2.763,59 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta mais expressiva, de 0,95%, fechando aos 26.630,54 pontos.

O movimento foi respaldado por declarações do Politburo do Partido Comunista chinês, que reiterou compromisso com políticas pró-crescimento. A sinalização fortaleceu a percepção de continuidade de estímulos fiscais e monetários, fator que sustenta o apetite por risco na segunda maior economia do mundo.

Investidores avaliam que, apesar dos desafios estruturais — como endividamento corporativo e ajuste no setor imobiliário —, o governo chinês dispõe de instrumentos para evitar desaceleração acentuada. Esse pano de fundo tem contribuído para o desempenho consistente das bolsas da Ásia na região.

Coreia do Sul realiza lucros após sequência de máximas

Entre as principais bolsas da Ásia, a exceção ficou com a Coreia do Sul. O índice Kospi recuou 1%, aos 6.244,13 pontos, em Seul. A queda é interpretada como realização de lucros após seis pregões consecutivos de alta que levaram o indicador a renovar máximas históricas.

Analistas observam que o mercado sul-coreano possui elevada exposição ao setor de tecnologia, o que amplia a sensibilidade às oscilações de empresas globais como a Nvidia. Ainda assim, o recuo pontual não altera a tendência positiva observada na maioria das bolsas da Ásia ao longo da semana.

Em Taiwan, não houve negociações devido a feriado local.

Nvidia pressiona Nova York, mas impacto na Ásia é limitado

O ambiente global segue marcado por volatilidade em Wall Street. A Nvidia caiu quase 5,5% mesmo após divulgar resultados acima das expectativas. O mercado reagiu negativamente à falta de maior detalhamento sobre perspectivas futuras de receita, o que gerou dúvidas quanto à sustentabilidade do ritmo de crescimento impulsionado pela inteligência artificial.

O recuo pressionou o Nasdaq e o S&P 500, enquanto o Dow Jones registrou estabilidade relativa. Historicamente, movimentos dessa magnitude em ações de grande capitalização poderiam gerar contágio imediato nas bolsas da Ásia. Desta vez, no entanto, a reação foi contida.

O comportamento sugere que investidores asiáticos estão mais focados em fundamentos regionais do que na volatilidade pontual das big techs americanas. Essa postura reforça a percepção de maturidade e maior autonomia dos mercados asiáticos.

Fluxo internacional favorece diversificação geográfica

A valorização recente das bolsas da Ásia também deve ser analisada sob a ótica da alocação global de ativos. Com o mercado americano operando próximo de máximas e concentrado em tecnologia, parte dos investidores institucionais tem buscado diversificação geográfica.

O Japão surge como alternativa relevante, impulsionado por reformas estruturais e políticas voltadas à melhoria de retorno ao acionista. Na China, o valuation considerado mais atrativo após períodos de correção também estimula recomposição de posições.

Esse fluxo de capital internacional contribui para sustentar as bolsas da Ásia, mesmo em cenários de maior incerteza externa.

Oceania acompanha viés construtivo

Na Oceania, o índice S&P/ASX 200, da Austrália, avançou 0,25%, aos 9.198,60 pontos. O desempenho acompanha o tom positivo das principais bolsas da Ásia, apoiado por estabilidade macroeconômica e perspectiva favorável para exportações de commodities.

A economia australiana mantém forte correlação com a demanda chinesa, especialmente por minério de ferro. Assim, sinais de estímulo na China tendem a beneficiar o mercado australiano.

Perspectivas para investidores globais

O desempenho das bolsas da Ásia reforça um cenário de reequilíbrio no fluxo internacional de capitais. A região demonstra capacidade de absorver choques externos sem replicar integralmente a volatilidade americana, sobretudo quando sustentada por vetores internos robustos.

Para investidores, o quadro atual sugere que a Ásia pode continuar a oferecer oportunidades relevantes de diversificação, especialmente em mercados como Japão e China, onde reformas e políticas de estímulo seguem em curso.

Embora riscos geopolíticos e incertezas globais permaneçam no radar, a resiliência recente indica que as bolsas da Ásia estão inseridas em uma dinâmica própria, menos dependente de movimentos isolados em empresas específicas dos Estados Unidos.

LEIA MAIS

Empresas Ampliam Venda De Dívidas Vencidas Enquanto Crédito Segue Caro-Gazeta Mercantil
Economia

Empresas ampliam venda de dívidas vencidas enquanto crédito segue caro

Empresas brasileiras estão recorrendo com mais frequência à venda de carteiras de crédito inadimplente para transformar recebíveis de difícil recuperação em liquidez imediata. O mercado movimentou R$ 17...

Leia MaisDetails
Banco Mundial Nomeia Nobel Michael Kremer Como Novo Economista-Chefe-Gazeta Mercantil
Economia

Banco Mundial nomeia Nobel Michael Kremer como novo economista-chefe

O Banco Mundial nomeou nesta quarta-feira, 16 de setembro, o economista americano Michael Kremer, vencedor do Prêmio de Economia de 2019, para os cargos de economista-chefe do Grupo...

Leia MaisDetails
Super Quarta: Fed Pode Subir Juros Enquanto Copom Deve Cortar Selic Para 13,75%
Economia

Super Quarta: Fed pode subir juros enquanto Copom deve cortar Selic para 13,75%

Brasil e Estados Unidos chegam à Super Quarta desta quarta-feira, 16 de setembro, em momentos opostos de seus ciclos monetários. O Federal Reserve deve elevar os juros americanos...

Leia MaisDetails
Minha Casa Minha Vida - Gazeta Mercantil
Economia

Minha Casa, Minha Vida recebe R$ 500 milhões extras e subsídios chegam a R$ 13 bilhões

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aumentou em R$ 500 milhões o orçamento destinado aos subsídios habitacionais do Minha Casa, Minha Vida...

Leia MaisDetails
Consórcio Volta Ao Radar De Quem Quer Fugir Dos Juros Altos - Gazeta Mercantil
Economia

Consórcios crescem 14,9% em 2026 e movimentam R$ 331,6 bilhões

O mercado brasileiro de consórcios chegou ao segundo semestre de 2026 em ritmo de expansão, ao mesmo tempo em que os juros continuam elevados e encarecem o crédito...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

19:27:23
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Lvmh Perde Mais De €250 Bilhões Em Valor De Mercado Desde 2023-Gazeta Mercantil
Empresas

LVMH perde mais de €250 bilhões em valor de mercado desde 2023

Leia MaisDetails
Brb Recebe R$ 376 Milhões Da Xp Por Créditos Ligados Ao Banco Master-Gazeta Mercantil
Empresas

BRB (BSLI3; BSLI4) recebe R$ 376 milhões da XP por ativos ligados ao Banco Master

Leia MaisDetails
Lula - Gazeta Mercantil
Política

Lula diz que Flávio Bolsonaro participou da aprovação de Kassio e Mendonça no STF

Leia MaisDetails
Jpmorgan Corta Preço-Alvo Do Banco Do Brasil Para R$ 22 E Mantém Recomendação Neutra-Gazeta Mercantil
Empresas

Banco do Brasil (BBAS3): JPMorgan corta preço-alvo para R$ 22 e reduz projeções de lucro

Leia MaisDetails
Há 4 Anos, Lula E Bolsonaro Iniciavam Campanhas Que Definiriam A Eleição De 2022 - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Investimentos têm desempenhos diferentes nos governos Bolsonaro e Lula, aponta levantamento

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

LVMH perde mais de €250 bilhões em valor de mercado desde 2023

BRB (BSLI3; BSLI4) recebe R$ 376 milhões da XP por ativos ligados ao Banco Master

Lula diz que Flávio Bolsonaro participou da aprovação de Kassio e Mendonça no STF

Banco do Brasil (BBAS3): JPMorgan corta preço-alvo para R$ 22 e reduz projeções de lucro

Investimentos têm desempenhos diferentes nos governos Bolsonaro e Lula, aponta levantamento

Alckmin participa de encontro com empresários na Faria Lima nesta sexta-feira

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP