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Custos de frangos e suínos caem em maio com redução da ração, diz Embrapa

Produção do frango custou R$ 4,68 por quilo no Paraná, enquanto suíno vivo ficou em R$ 6,23 em Santa Catarina.

por Gabriel Monteiro
22/06/2026 às 15h15
em Agronegócio
Custos De Frangos E Suínos Caem Em Maio Com Redução Da Ração, Diz Embrapa - Gazeta Mercantil

Os custos de produção de frangos de corte e suínos diminuíram em maio de 2026 nos principais estados produtores do Brasil, segundo levantamento da Embrapa Suínos e Aves divulgado pela Central de Inteligência de Aves e Suínos, a Cias.

No Paraná, o custo de produção do frango de corte caiu 0,38% em relação a abril, para R$ 4,68 por quilo. Em Santa Catarina, o custo do suíno vivo recuou 0,37%, de R$ 6,25 para R$ 6,23 por quilo.

A redução foi provocada principalmente pela queda dos custos com ração, componente que representou 63,03% das despesas da avicultura e 72,45% dos gastos da suinocultura em maio.

Quanto custou produzir frangos e suínos em maio de 2026?

De acordo com a Embrapa, os principais resultados de maio foram:

  • Frango de corte no Paraná: R$ 4,68 por quilo;
  • Variação mensal do custo do frango: queda de 0,38%;
  • Suíno vivo em Santa Catarina: R$ 6,23 por quilo;
  • Variação mensal do custo do suíno: queda de 0,37%;
  • ICPFrango: 362,13 pontos;
  • ICPSuíno: 356,33 pontos.

Os índices elaborados pela Embrapa acompanham mensalmente a evolução dos gastos necessários para produzir frangos e suínos em sistemas representativos da produção nacional.

Custo do frango cai para R$ 4,68 por quilo no Paraná

O custo de produção do frango de corte no Paraná ficou em R$ 4,68 por quilo em maio de 2026, com queda de 0,38% em relação ao mês anterior.

O Índice de Custo de Produção do Frango, conhecido como ICPFrango, atingiu 362,13 pontos.

Entre janeiro e maio de 2026, o ICPFrango acumulou alta de 0,53%. Na comparação com os 12 meses anteriores, porém, o indicador registrou queda de 2,05%.

A diferença entre o resultado acumulado no ano e a variação em 12 meses mostra que os custos tiveram oscilações ao longo do período. Embora tenham voltado a subir ligeiramente nos primeiros meses de 2026, permanecem abaixo do nível observado um ano antes.

Ração representa 63,03% do custo do frango

A ração continuou sendo o principal componente do custo de produção do frango de corte.

Em maio, a alimentação das aves respondeu por 63,03% do custo total apurado pela Embrapa. As despesas com ração caíram 1,15% no mês e acumularam redução de 6,63% em 12 meses.

A produção de ração para frangos depende principalmente de milho e farelo de soja. Por isso, o custo da avicultura é influenciado diretamente pela disponibilidade dos grãos, pelo resultado das safras, pelo câmbio, pelas exportações e pelos preços do transporte.

Quando milho e farelo de soja ficam mais baratos, o custo de alimentação das aves tende a diminuir. Como a ração concentra mais de 60% das despesas, pequenas variações nos preços dos grãos podem provocar impacto relevante no custo final por quilo.

Além da alimentação, os produtores têm despesas com pintos de um dia, energia, aquecimento, mão de obra, medicamentos, manutenção das instalações, transporte e depreciação dos equipamentos.

Custo do suíno vivo recua para R$ 6,23 por quilo

Em Santa Catarina, o custo de produção do suíno vivo caiu de R$ 6,25 por quilo em abril para R$ 6,23 em maio.

A redução mensal foi de 0,37%. O Índice de Custo de Produção de Suínos, o ICPSuíno, ficou em 356,33 pontos.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o indicador apresentou queda de 3,87%. Em 12 meses, a redução foi de 1,51%.

O resultado indica que os custos da suinocultura apresentaram trajetória de queda mais consistente ao longo dos primeiros cinco meses de 2026.

Ração concentra 72,45% das despesas com suínos

Na suinocultura, a alimentação representou 72,45% do custo total de produção em maio.

O custo da ração para suínos caiu 0,36% no mês e acumulou redução de 2,83% entre janeiro e maio de 2026.

A participação superior a 70% torna a produção de suínos altamente sensível às oscilações do milho, da soja e de outros ingredientes utilizados na alimentação animal.

O ciclo produtivo dos suínos é mais longo que o dos frangos e exige maior consumo de ração até o animal atingir o peso de abate. Por isso, alterações nos preços dos insumos podem afetar diretamente a margem econômica das granjas.

Principais dados da Embrapa sobre os custos de produção

Indicador Frango de corte Suíno vivo
Estado de referência Paraná Santa Catarina
Custo por quilo em maio R$ 4,68 R$ 6,23
Variação mensal -0,38% -0,37%
Índice de custo 362,13 pontos 356,33 pontos
Variação acumulada em 2026 +0,53% -3,87%
Variação em 12 meses -2,05% -1,51%
Participação da ração no custo 63,03% 72,45%

Por que Paraná e Santa Catarina são usados como referência?

A Embrapa utiliza o Paraná como estado de referência para o cálculo do custo de produção do frango de corte porque o estado ocupa posição de liderança na avicultura brasileira.

Santa Catarina é adotada como referência para a suinocultura devido à importância de sua cadeia produtiva, formada por criadores, cooperativas, frigoríficos e empresas exportadoras.

Os dois estados concentram estruturas produtivas representativas e possuem participação relevante na produção e no processamento de proteínas animais.

Os valores calculados, entretanto, não correspondem necessariamente ao custo exato de todas as propriedades brasileiras. Despesas com transporte, energia, mão de obra, instalações, escala e produtividade variam entre municípios e produtores.

Os índices servem como referência para acompanhar a tendência dos custos das cadeias de frangos e suínos no país.

Queda dos custos melhora a margem do produtor?

A redução do custo de produção não garante, isoladamente, aumento da margem dos produtores.

A rentabilidade depende da diferença entre o custo por quilo e o preço recebido pela venda do frango ou do suíno.

Mesmo com ração mais barata, a margem pode continuar pressionada caso os preços pagos ao produtor recuem em ritmo maior. O aumento da oferta de animais ou a redução da demanda também pode afetar negativamente as cotações.

A melhora efetiva da rentabilidade dependerá de fatores como:

  • preços pagos pelos frigoríficos;
  • volume de animais disponível;
  • demanda do mercado brasileiro;
  • ritmo das exportações;
  • cotação do dólar;
  • custos de transporte;
  • desempenho das safras de milho e soja.

Produtores integrados e independentes também podem sentir os efeitos de maneira diferente, de acordo com os contratos e com a divisão dos custos entre granja e indústria.

Exportações influenciam os preços pagos aos produtores

O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores mundiais de carne de frango e carne suína.

As vendas externas ajudam a absorver parte da oferta produzida pelas granjas e frigoríficos nacionais. Quando as exportações crescem, aumenta a demanda por animais e pode haver sustentação dos preços pagos ao produtor.

Embargos sanitários, barreiras comerciais, problemas logísticos ou redução das compras internacionais podem gerar o efeito contrário.

A cotação do dólar também influencia a competitividade das proteínas brasileiras no mercado externo. Um real desvalorizado torna o produto nacional mais barato para compradores estrangeiros, embora também possa encarecer insumos importados.

Milho e soja determinarão a trajetória dos custos

A continuidade da queda dos custos de produção de frangos e suínos dependerá principalmente dos preços do milho e da soja.

Uma safra elevada aumenta a oferta de grãos no mercado interno e pode reduzir os custos das rações. Já problemas climáticos, perdas de produtividade ou forte crescimento das exportações podem elevar novamente os preços.

Os produtores também acompanham os custos de frete e armazenamento. Granjas localizadas próximas às regiões produtoras de grãos podem ter vantagem logística em relação a unidades mais distantes.

A valorização do dólar pode estimular a exportação de milho e soja e reduzir a disponibilidade doméstica, mesmo em anos de boa produção.

Outros custos continuam pressionando a atividade

Apesar da queda da ração, os produtores ainda enfrentam despesas relevantes com energia, mão de obra, medicamentos, manutenção e biossegurança.

Na produção de frangos, o aquecimento e a ventilação dos aviários são essenciais para manter as condições adequadas de desenvolvimento das aves.

Na criação de suínos, instalações climatizadas, manejo de dejetos, água, limpeza e controle sanitário exigem investimentos permanentes.

A prevenção de doenças também é decisiva para evitar mortalidade, perda de produtividade e restrições comerciais.

Por isso, a redução dos custos da alimentação oferece alívio, mas não elimina todos os fatores de pressão sobre a produção.

O que são ICPFrango e ICPSuíno?

O ICPFrango é o Índice de Custo de Produção do Frango. O indicador mede a evolução mensal das despesas necessárias para produzir frango de corte no Paraná.

O ICPSuíno é o Índice de Custo de Produção de Suínos. Ele acompanha os gastos necessários para produzir suíno vivo em Santa Catarina.

Os índices são elaborados pela Embrapa Suínos e Aves e divulgados por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos.

Eles incluem componentes como ração, mão de obra, energia, medicamentos, instalações, equipamentos e outros custos relacionados à atividade.

Perguntas frequentes sobre os custos de frangos e suínos

Quanto custou produzir um quilo de frango em maio de 2026?

O custo de produção do frango de corte foi de R$ 4,68 por quilo no Paraná, segundo a Embrapa.

Quanto custou produzir um quilo de suíno em maio de 2026?

O custo de produção do suíno vivo foi de R$ 6,23 por quilo em Santa Catarina.

Os custos de frangos e suínos aumentaram ou diminuíram?

Os custos diminuíram em maio. A queda foi de 0,38% para o frango de corte e de 0,37% para o suíno vivo.

Qual é o principal custo da produção de frangos?

A ração é o principal custo da avicultura e representou 63,03% das despesas em maio de 2026.

Qual é o principal custo da produção de suínos?

A ração também é o principal custo da suinocultura e respondeu por 72,45% das despesas em maio de 2026.

Por que os custos caíram?

A redução foi provocada principalmente pela queda nas despesas com ração.

A queda dos custos significa que frango e carne suína ficarão mais baratos?

Não necessariamente. Os preços ao consumidor também dependem da demanda, das exportações, da oferta, dos custos industriais, dos transportes e das margens do varejo.

Ração mais barata sustenta alívio para as granjas

O levantamento da Embrapa mostra que os custos de produção de frangos e suínos voltaram a cair em maio de 2026.

No Paraná, o custo do frango de corte ficou em R$ 4,68 por quilo. Em Santa Catarina, o suíno vivo custou R$ 6,23 por quilo.

A redução foi impulsionada principalmente pela ração, que representa a maior parcela das despesas nas duas cadeias.

O movimento melhora as condições de planejamento dos produtores, mas o efeito sobre a rentabilidade dependerá dos preços de venda, das exportações, da demanda interna e do comportamento do milho e da soja nos próximos meses.

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