Produção de Minério de Ferro da Vale Cresce 3,7% no Segundo Trimestre e Impulsiona Estratégia de Expansão em 2025
A produção de minério de ferro da Vale apresentou crescimento expressivo de 3,7% no segundo trimestre de 2025, totalizando 83,6 milhões de toneladas. O avanço em relação ao mesmo período de 2024 demonstra a consolidação da companhia como uma das líderes globais no setor de mineração. A performance foi alavancada, principalmente, pelo desempenho robusto da planta de Brucutu, em Minas Gerais, e pelo recorde de produção da mina S11D, no Pará.
Esse crescimento reforça a confiança da empresa no cumprimento de sua meta anual, que prevê a produção entre 325 milhões e 335 milhões de toneladas de minério de ferro em 2025. Apesar da leve retração nas vendas do produto, a estratégia da Vale tem se mantido focada na otimização do portfólio de produtos, realocação de estoques e maior aderência ao seu plano operacional, que busca agregar mais valor por tonelada produzida.
Recordes em S11D e retomada em Brucutu fortalecem volume de produção
O principal destaque deste trimestre foi o desempenho da mina S11D, situada no Pará, que registrou um recorde histórico com 20,9 milhões de toneladas produzidas, representando um aumento de 7,3% em relação ao segundo trimestre do ano anterior. Essa unidade, uma das mais tecnológicas e sustentáveis do setor, vem consolidando sua posição como pilar central da estratégia de expansão da Vale.
Já a planta de Brucutu, em Minas Gerais, foi beneficiada pelo comissionamento da quarta linha de processamento, resultando na maior produção registrada desde o terceiro trimestre de 2019. O fortalecimento das operações nessas duas localidades indica um avanço considerável no plano de recuperação de produção após anos de ajustes operacionais e logísticos.
Perspectivas para 2025: metas ambiciosas e confiabilidade operacional
A produção de minério de ferro da Vale segue firme rumo à meta estabelecida para 2025, entre 325 milhões e 335 milhões de toneladas. A empresa atribui esse desempenho à entrada gradual de novos ativos em fase de ramp-up e à crescente confiabilidade operacional de suas plantas. A Vale tem apostado na modernização de suas unidades, na automatização de processos e em práticas de mineração sustentável para atingir resultados consistentes ao longo dos trimestres.
Além disso, mesmo com a queda de 3,1% nas vendas no segundo trimestre (77,3 milhões de toneladas), a mineradora tem reforçado que a movimentação se deu por conta da estratégia de recomposição de estoques e prazos maiores de entrega para o mercado chinês, consequência da concentração das exportações naquele país.
Preço médio recua, mas estratégia de valor por tonelada é mantida
No período entre abril e junho de 2025, o preço médio realizado dos finos de minério de ferro foi de US$ 85,1 por tonelada, equivalente a aproximadamente R$ 472,31. A cifra representa uma queda de 13,3% em comparação com o mesmo trimestre de 2024. No entanto, a empresa tem se posicionado estrategicamente para manter a rentabilidade, focando em produtos de maior valor agregado e em mercados estratégicos.
Esse foco em qualidade sobre volume também motivou ajustes logísticos e operacionais, com o objetivo de garantir o melhor aproveitamento da produção, mesmo em cenários adversos de preços internacionais.
Produção de pelotas e mudanças na planta de São Luís
A produção de pelotas de minério de ferro da Vale totalizou 7,85 milhões de toneladas no segundo trimestre, uma queda de 11,7% em relação ao mesmo período de 2024. O recuo está alinhado à revisão do guidance de produção para o ano, divulgada no início de julho.
Como parte da estratégia de reorganização da cadeia produtiva, a mineradora antecipou a manutenção preventiva da usina de pelotização de São Luís, no Maranhão. Durante o terceiro trimestre, a planta permanecerá com as atividades suspensas. Com isso, o pellet feed originalmente destinado à pelotização será redirecionado para as vendas de finos de minério de ferro, ampliando a geração de valor por meio da flexibilidade no portfólio de produtos.
As vendas de pelotas também recuaram, totalizando 7,5 milhões de toneladas, uma diminuição de 15,6% na comparação anual. O movimento é reflexo da estratégia de adaptação às condições de mercado e aos planos internos de eficiência operacional.
Avanço expressivo na produção de níquel e cobre
Além do minério de ferro, a Vale registrou avanços relevantes no segmento de metais básicos. A produção de níquel no segundo trimestre atingiu 40,3 mil toneladas, um crescimento de 44,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume representa o maior resultado para um segundo trimestre desde 2021, impulsionado pelo bom desempenho dos ativos no Canadá e em Onça Puma, além da menor necessidade de manutenções planejadas e do ramp-up da mina Voisey’s Bay (VBME).
No setor de cobre, a produção totalizou 92,6 mil toneladas, representando uma alta de 17,8% em relação a 2024. As vendas também cresceram 17%, chegando a 89 mil toneladas. Esse desempenho foi sustentado pelos maiores teores obtidos em Sossego, pela operação plena do Complexo de Salobo e pela contribuição do ramp-up de VBME.
Esses resultados consolidam a diversificação da companhia e fortalecem sua posição como uma das maiores produtoras de minerais estratégicos para a transição energética global.
Reação do mercado e projeções para o segundo semestre
O mercado financeiro recebeu os dados com otimismo. Analistas de grandes instituições destacaram que, com base nos números de produção, espera-se estabilidade no Ebitda da companhia, com variações inferiores a 1%. Essa previsibilidade é um indicativo de solidez da estratégia adotada e da eficiência operacional alcançada pela Vale.
Para o segundo semestre, a mineradora aposta na retomada das vendas e na recuperação de margens, mesmo diante de oscilações nos preços internacionais. A diversificação da base produtiva, aliada à capacidade de adaptação às demandas globais, coloca a Vale em posição privilegiada frente aos seus principais concorrentes.
Compromisso com sustentabilidade e segurança operacional
A Vale tem mantido seu compromisso com práticas sustentáveis e com a segurança operacional em todas as suas unidades. O foco em reduzir o impacto ambiental da atividade mineradora, aumentar a eficiência no uso de recursos hídricos e ampliar ações sociais nas comunidades impactadas pela mineração são pilares do planejamento estratégico da empresa até 2030.
A produção de minério de ferro da Vale, além de representar uma vantagem competitiva econômica, está cada vez mais atrelada às exigências internacionais de governança ambiental, social e corporativa (ESG). Isso fortalece a imagem da companhia no exterior e atrai investimentos comprometidos com sustentabilidade.
Produção de minério de ferro da Vale é alicerce para crescimento sustentável
O crescimento da produção de minério de ferro da Vale no segundo trimestre de 2025 confirma a eficiência de sua estratégia operacional e a consolidação de sua liderança global no setor. Mesmo com ajustes nas vendas e queda nos preços médios realizados, a companhia demonstra maturidade ao adaptar-se às exigências de mercado e priorizar qualidade, estabilidade e sustentabilidade.
Com recordes operacionais em S11D, avanço consistente em Brucutu, crescimento nas divisões de níquel e cobre e foco em otimização logística, a Vale entra no segundo semestre com perspectivas sólidas. A mineradora continua sendo um exemplo de como combinar alta produção com responsabilidade ambiental e inovação tecnológica.









