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Home Política

TCU alerta governo sobre riscos de focar no limite inferior da meta fiscal

por Redação
04/12/2025 às 00h28
em Política, Destaque, Notícias
Tcu Alerta Governo Sobre Riscos De Focar No Limite Inferior Da Meta Fiscal - Gazeta Mercantil

Divulgação / TCU

TCU alerta governo sobre riscos de mirar limite inferior da meta fiscal em 2025

A discussão sobre o alcance da meta fiscal definida para 2025 voltou ao centro do debate econômico após o Tribunal de Contas da União (TCU) reafirmar que perseguir o limite inferior da banda de tolerância pode representar riscos à sustentabilidade da dívida pública e ao equilíbrio do arcabouço fiscal. Embora a Corte tenha reconhecido que, diante das alterações na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a prática se tornou juridicamente permitida, o tribunal decidiu notificar o governo federal sobre os potenciais efeitos adversos de utilizar esse parâmetro como referência para o contingenciamento de despesas.

A meta fiscal estabelecida para 2026 prevê resultado primário zero, seguindo a mesma lógica dos anos anteriores e mantendo três faixas de tolerância: superior, central e inferior. O governo tem defendido a possibilidade de trabalhar dentro das margens inferior ou superior do intervalo, desde que respeitado o arcabouço fiscal aprovado pelo Congresso. Entretanto, o TCU entende que o centro da meta — o déficit zero — deve continuar sendo o objetivo de referência para orientar bloqueios de gastos e a programação financeira.

A divergência ganhou destaque após o Ministério da Fazenda defender que cumprir a meta pelo piso da banda evita bloqueios expressivos que poderiam comprometer a operação da máquina pública. A estimativa é que, se tivesse de perseguir o centro da meta fiscal, o governo seria obrigado a contingenciar cerca de R$ 30 bilhões, valor considerado inviável pelos técnicos da área econômica.


O que mudou com a alteração na LDO de 2025

A disputa técnica e jurídica em torno da meta fiscal levou o governo a apresentar recurso ao TCU após parecer inicial da Corte, em setembro, afirmar que perseguir o limite inferior da banda era irregular. Diante do recurso, o Tribunal flexibilizou o entendimento para 2025, reconhecendo que a prática poderia ser adotada enquanto o Congresso deliberava sobre o tema.

A reviravolta veio em outubro, quando o Legislativo aprovou uma mudança na LDO autorizando explicitamente o Executivo a mirar o limite inferior da meta fiscal para fins de contingenciamento de despesas. A partir desse momento, o entendimento do TCU perdeu efeito prático, uma vez que a nova legislação passou a respaldar a conduta que o governo vinha adotando.

Mesmo assim, durante sessão desta quarta-feira (3), os ministros do tribunal decidiram notificar o governo sobre os riscos econômicos dessa estratégia. A Corte afirma que, embora seja legal mirar o piso da meta fiscal, a recomendação técnica segue sendo perseguir o centro do intervalo, de forma a preservar a credibilidade do arcabouço fiscal e evitar deterioração da dívida pública.


Como funciona a banda de tolerância e por que ela afeta o contingenciamento

O atual arcabouço fiscal prevê que a meta fiscal seja definida com três bandas: superior, central e inferior. O centro corresponde ao resultado primário pretendido pelo governo — no caso de 2026, déficit zero. As bandas superior e inferior representam faixas de tolerância para cima ou para baixo, permitindo ao governo ser considerado cumpridor da meta mesmo se o resultado ficar além ou aquém do plano original.

A polêmica gira em torno de como essas bandas devem ser usadas para calcular congelamentos e bloqueios de despesas. Para o TCU, o cálculo correto deveria ser baseado no centro da meta fiscal, garantindo maior disciplina fiscal e sinalizações claras para agentes econômicos e investidores. Já para a equipe econômica, trabalhar pelo limite inferior oferece flexibilidade operacional e evita contingenciamentos que ameaçariam serviços essenciais.

Na prática, ao perseguir o limite inferior da meta fiscal, o governo reduz o volume de gastos que precisa bloquear, o que alivia pressão sobre ministérios e sobre o funcionamento da administração pública. A Corte, porém, alerta que esse alívio pode comprometer o compromisso de médio prazo com a solvência fiscal.


TCU reforça preocupação com credibilidade e trajetória da dívida pública

O acórdão aprovado pelo TCU destaca que a busca do limite inferior para fins de contingenciamento “pode representar riscos à sustentabilidade da dívida pública e à credibilidade da política fiscal”. O documento afirma que, embora a LDO tenha autorizado a prática, isso não elimina os efeitos adversos associados a uma postura fiscal mais permissiva.

O tribunal avalia que:

  • a credibilidade da meta fiscal é fundamental para manter juros estáveis;

  • expectativas de deterioração fiscal afetam diretamente o prêmio de risco do país;

  • perseguir apenas o limite inferior pode sinalizar enfraquecimento do arcabouço recém-aprovado;

  • a trajetória da dívida pública fica mais sensível a choques externos ou queda de receitas.

A mensagem do TCU ao Executivo é clara: cumprir a meta fiscal dentro das bandas permitidas não significa que todas as interpretações dentro do intervalo produzem os mesmos efeitos econômicos. Segundo os ministros, a opção pelo limite inferior deve ser utilizada com cautela, sob risco de comprometer a confiança no modelo fiscal aprovado no início do governo.


O recurso da Fazenda e o temor de bloqueio bilionário

A resistência da equipe econômica se baseia na avaliação de que buscar o centro da meta fiscal exigiria um bloqueio estimado em R$ 30 bilhões — nível considerado insustentável pelo Ministério da Fazenda. O órgão argumentou ao TCU que contingenciamentos dessa magnitude poderiam gerar colapso operacional em áreas essenciais e atingir programas sociais, investimentos e despesas obrigatórias.

A Fazenda avalia que, com receitas abaixo do esperado e pressões crescentes por despesas, o governo precisa de margem para operar dentro da banda inferior da meta fiscal. Por isso, o Executivo recorreu ao TCU e articulou junto ao Congresso alterações legais que permitissem continuar adotando a mesma estratégia.

Com a mudança na LDO, a equipe econômica ganhou respaldo para manter o atual modelo de bloqueios, mesmo com críticas técnicas sobre os seus impactos macroeconômicos.


A posição final do TCU: legal, mas arriscado

Após a aprovação da nova LDO, o TCU declarou que a discussão perdeu seu objeto jurídico, uma vez que a lei passou a autorizar expressamente a prática. Porém, mesmo diante da legalidade, a Corte fez questão de manter o alerta.

O acórdão afirma que o Tribunal está apenas notificando o Executivo e o Congresso Nacional sobre os riscos de adotar permanentemente o limite inferior como referência para contingenciamento. Segundo o documento, embora o governo possa continuar a praticar essa estratégia, é fundamental compreender os potenciais danos ao equilíbrio fiscal de médio prazo.

O TCU enfatiza que o centro da meta fiscal continua sendo o parâmetro que melhor reflete disciplina e previsibilidade na condução das contas públicas. A Corte alerta ainda que mudanças frequentes na interpretação da meta podem prejudicar a confiança dos agentes econômicos na política fiscal brasileira.


Leitura política e econômica da decisão

A nova manifestação do TCU se insere em um contexto de desafios fiscais crescentes enfrentados pelo governo. Com a arrecadação pressionada, despesas obrigatórias em alta e limites do arcabouço fiscal cada vez mais estreitos, a equipe econômica busca alternativas para evitar cortes drásticos.

Para analistas do mercado financeiro, a notificação do TCU deve servir como sinal de cautela ao governo. Cumprir a meta fiscal nas margens inferiores pode aliviar pressões imediatas, mas tende a elevar a percepção de risco brasileiro, afetar juros futuros e aumentar a volatilidade.

Já no ambiente político, a decisão tende a fomentar debates internos no Congresso, especialmente entre parlamentares que defendem maior flexibilidade fiscal para priorizar investimentos e programas sociais.


Sustentabilidade do arcabouço fiscal volta ao foco

A discussão levantada pelo TCU alimenta um debate maior: a sustentabilidade do novo arcabouço fiscal aprovado pelo governo. Para especialistas, o sistema só produzirá confiança se houver compromisso real com suas metas centrais. Utilizar repetidamente bandas inferiores pode esvaziar o sentido do modelo.

Entre os principais riscos apontados por analistas estão:

  • enfraquecimento da credibilidade fiscal do país;

  • questionamentos sobre a solidez da meta fiscal;

  • aumento da dívida em ritmo superior ao projetado;

  • pressão sobre o Banco Central em futuras decisões de juros;

  • redução do apetite de investidores por títulos públicos brasileiros.

O alerta do TCU, portanto, funciona como um lembrete institucional de que o arcabouço fiscal depende não apenas da legislação, mas do comportamento concreto do Executivo.


O que esperar dos próximos passos

Com a LDO autorizando o uso do limite inferior e o TCU mantendo o alerta de riscos, o debate sobre a meta fiscal deve continuar ao longo de 2025. A equipe econômica terá mais flexibilidade para gerir o orçamento, mas estará sob escrutínio constante de órgãos de controle, analistas financeiros e do Congresso Nacional.

O tema também deve ganhar relevância nas discussões da próxima Lei Orçamentária Anual e nas revisões de parâmetros fiscais enviadas pelo governo ao Legislativo. A pressão para manter disciplina fiscal deve crescer à medida que o país se aproxima de períodos eleitorais e enfrenta desafios macroeconômicos globais, como desaceleração internacional e volatilidade cambial.

Tags: arcabouço fiscalbanda de tolerância fiscalcontingenciamento 2025dívida pública BrasilHaddad meta fiscalLDO 2025TCU meta fiscal

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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