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Home Política

EUA e China avançam em acordo sobre terras raras estratégicas

por Redação
17/11/2025
em Política, Destaque, News
Eua E China Avançam Em Acordo Sobre Terras Raras Estratégicas - Gazeta Mercantil

Foto: Reprodução Instagram

EUA e China avançam em acordo sobre terras raras e reduzem risco geopolítico para mercados globais

A crescente disputa geoeconômica entre Estados Unidos e China pode estar prestes a entrar em uma fase menos turbulenta. Segundo declarações do secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, os governos das duas maiores economias do planeta caminham para anunciar, até o Dia de Ação de Graças, em 27 de novembro, um entendimento envolvendo o comércio de terras raras, um dos segmentos mais estratégicos da indústria global. O avanço ocorre após meses de negociações marcados por incertezas, ameaças tarifárias e tensões diplomáticas que vinham pressionando setores como tecnologia, energia renovável e defesa. Agora, com o novo impulso dado pelas últimas conversas bilaterais, o mercado internacional observa a possibilidade concreta de uma trégua comercial em um dos pontos mais sensíveis da cadeia produtiva mundial.

O acordo sobre terras raras representa um marco importante no diálogo entre Washington e Pequim, que buscam estabilizar uma relação econômica abalada por medidas protecionistas e disputas tecnológicas. Os minerais do grupo das terras raras — essenciais para a fabricação de smartphones, baterias, turbinas eólicas, carros elétricos, equipamentos militares e diversos outros componentes de alta complexidade — são considerados vitais para a segurança estratégica dos países desenvolvidos. A China domina cerca de 60% da produção global e controla ainda mais da capacidade de processamento, o que confere ao país um peso geopolítico significativo. Por isso, qualquer distanciamento entre os dois países nessa área gera impacto imediato nas cadeias de suprimentos internacionais.

O movimento recente que permitiu o avanço nas conversas teve origem no acordo-quadro firmado no mês anterior. Na ocasião, os Estados Unidos decidiram suspender a aplicação de tarifas de 100% sobre importações chinesas, medida que havia sido cogitada como forma de pressionar Pequim em temas comerciais. Em troca, o governo chinês sinalizou que poderia suspender a implementação de um rígido regime de licenciamento para exportações de minerais e ímãs de terras raras, uma das principais preocupações da indústria ocidental. O gesto foi visto como abertura diplomática e permitiu que equipes técnicas dos dois países avançassem na preparação de um acordo mais amplo.

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O secretário do Tesouro norte-americano afirmou que está confiante no compromisso assumido por Pequim. O clima positivo ganhou força após o encontro entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, realizado na Coreia. As conversas diretas entre os chefes de Estado teriam servido para alinhar posições, reduzir tensões e criar ambiente político mais favorável para que as tratativas pudessem evoluir com rapidez. A expectativa da equipe econômica americana é concluir o acordo em poucas semanas, permitindo que o anúncio ocorra ainda em novembro.

O tema das terras raras ganhou destaque global nos últimos anos por causa do papel fundamental desses minerais em setores de alta tecnologia. Países desenvolvidos têm buscado alternativas para reduzir sua dependência da China, mas a criação de uma cadeia industrial própria demanda tempo, investimentos elevados e capacidade técnica ainda restrita. A maior parte das instalações de refino está localizada em território chinês, e a produção nacional norte-americana é limitada e insuficiente para atender à demanda interna. Isso coloca o tema no centro das discussões de segurança nacional nos Estados Unidos e reforça a relevância de um acordo que garanta previsibilidade no fornecimento.

A indústria americana teme que qualquer restrição imposta pela China gere gargalos, eleve preços e comprometa setores inteiros. Essa preocupação ganhou força após reportagens que sugeriam que autoridades chinesas avaliavam limitar o acesso de empresas norte-americanas, especialmente aquelas vinculadas à defesa, a produtos derivados de terras raras. A hipótese foi interpretada como possível retaliação às políticas comerciais dos Estados Unidos. No entanto, integrantes do governo norte-americano afirmam que não há sinal de que Pequim pretenda adotar esse tipo de medida no momento, particularmente enquanto o acordo em negociação estiver em andamento. A avaliação é de que a China busca, antes de tudo, preservar estabilidade econômica e evitar rupturas que possam afetar também suas exportações.

A possibilidade de um entendimento entre os dois países reduziu tensões nos mercados internacionais. Empresas ligadas aos setores de tecnologia, semicondutores, energia renovável e defesa passaram a monitorar mais de perto as discussões e já reagiram com cauteloso otimismo. Um acordo envolvendo terras raras teria potencial para estabilizar os custos de produção e diminuir riscos associados à volatilidade geopolítica. Para analistas, a simples sinalização de proximidade entre Washington e Pequim já funciona como fator de alívio para cadeias produtivas pressionadas por instabilidade desde o início da década.

As negociações envolvendo os dois países fazem parte de um movimento mais amplo de reorganização das relações comerciais. Desde o início do atual ciclo político nos Estados Unidos, o governo norte-americano tem adotado postura mais assertiva diante das práticas industriais chinesas, buscando limitar dependências estratégicas e incentivar a produção doméstica de itens sensíveis. Esse esforço inclui a concessão de subsídios, a criação de incentivos fiscais e a expansão de programas voltados ao fortalecimento da indústria nacional. Ao mesmo tempo, Washington busca evitar conflitos que possam prejudicar a competitividade de setores essenciais. É nesse equilíbrio delicado que as terras raras assumem papel central, funcionando como ponto de convergência entre segurança nacional e política comercial.

A China, por sua vez, enfrenta desafios internos e externos que tornam o diálogo com os Estados Unidos relevante. A demanda global por tecnologia e eletrificação cresce em ritmo acelerado, e manter-se como principal fornecedora de insumos estratégicos é prioridade para o governo chinês. Ao flexibilizar exigências de licenciamento de exportações, Pequim busca sinalizar abertura diplomática e preservar seus interesses econômicos, além de evitar que países ocidentais intensifiquem esforços para diversificar fornecedores. Embora essa diversificação esteja em curso em locais como Canadá, Austrália e países africanos, especialistas afirmam que a China continuará dominando a cadeia de terras raras no curto e médio prazo.

A busca por reequilíbrio nas relações entre as duas potências tem impacto direto sobre o Brasil. O país não possui atuação dominante na produção de terras raras, mas tem reservas importantes e participa das discussões globais sobre expansão da mineração responsável. Ao mesmo tempo, setores industriais brasileiros dependem desses insumos para manter linhas de produção relacionadas a eletrônicos, motores, turbinas e produtos de telecomunicação. Assim, qualquer acordo que traga estabilidade ao mercado internacional tende a beneficiar a economia brasileira, que opera fortemente conectada às cadeias globais.

Além disso, a competitividade do agronegócio e da indústria nacional depende de dispositivos tecnológicos que incorporam componentes produzidos com terras raras, o que reforça a importância de um cenário internacional previsível. Se as negociações entre Estados Unidos e China avançarem sem rupturas, a tendência é que o Brasil obtenha ambiente mais favorável para importar produtos finais e tecnologias críticas, evitando aumentos súbitos de custo. A estabilização também tende a beneficiar empresas brasileiras exportadoras que participam de cadeias produtivas vinculadas à manufatura global.

No ambiente geopolítico, o acordo sobre terras raras funciona como termômetro das relações bilaterais. Nas últimas décadas, disputas comerciais entre China e Estados Unidos foram responsáveis por oscilações significativas no mercado financeiro, no câmbio e no comércio internacional. O setor de tecnologia, afetado por restrições impostas a empresas chinesas e controles de exportação impostos pelos Estados Unidos, passou a operar em ambiente de incerteza constante. Assim, qualquer gesto diplomático que reduza o nível de tensão entre os dois países tem efeito positivo para investidores.

Especialistas em comércio internacional apontam que o acordo envolvendo terras raras pode abrir espaço para negociações mais abrangentes nos próximos meses. Ao destravar um dos pontos mais sensíveis da agenda econômica bilateral, encontra-se caminho para discussões técnicas sobre semicondutores, transição energética e propriedade intelectual. A expectativa de governos e empresas é que a cooperação avance de forma pragmática, permitindo que os dois países conciliem, ainda que temporariamente, rivalidade estratégica e interdependência econômica.

Mesmo com os avanços, analistas alertam que a relação entre Estados Unidos e China continuará marcada por desconfiança. As duas potências disputam influência global, protagonismo tecnológico e liderança econômica. Acordos pontuais, como o que envolve terras raras, aliviam tensões mas não eliminam divergências estruturais. Por isso, o mercado avalia que a evolução do acordo deve ser acompanhada de perto, especialmente porque o setor de terras raras costuma ser sensível a mudanças repentinas de política industrial chinesa.

A expectativa de conclusão do acordo até o Dia de Ação de Graças reflete também o interesse de Washington em demonstrar controle sobre cadeias estratégicas. O governo norte-americano se prepara para anunciar, nas próximas semanas, novos programas voltados à segurança energética, incentivo à produção doméstica e fortalecimento da capacidade industrial. Nesse contexto, um entendimento sólido com a China permite ao país atuar com mais tranquilidade, reduzindo riscos geopolíticos que possam gerar pressão inflacionária ou desorganizar setores críticos.

O setor de defesa é particularmente sensível ao tema. Equipamentos militares dependem de ímãs e ligas metálicas produzidas com terras raras, e qualquer restrição pode comprometer a cadeia de suprimentos. Por isso, os Estados Unidos buscam mecanismos de garantia que impeçam interrupções súbitas. A China, por outro lado, tem interesse em preservar sua posição de principal fornecedora global, evitando medidas que possam acelerar a criação de cadeias alternativas em rivais geopolíticos. Essa dinâmica cria um ambiente no qual ambos os lados possuem motivos para avançar no acordo.

À medida que o anúncio oficial se aproxima, o mercado global observa com atenção. Empresas de tecnologia, energia renovável e semicondutores avaliam os possíveis impactos na produção. A estabilização do mercado de terras raras tende a reduzir custos operacionais, melhorar previsibilidade e facilitar investimentos de longo prazo. Para governos, representa oportunidade de reforçar estratégias industriais e garantir acesso contínuo a minerais essenciais no processo de transição energética mundial.

A discussão sobre terras raras se tornou, nos últimos anos, um dos pilares da nova disputa geoeconômica internacional. O acordo entre Estados Unidos e China, caso concluído, funcionará como marco relevante no esforço de redesenhar cadeias produtivas de forma mais estável e menos sujeita a choques externos. A evolução das tratativas aponta para um cenário de pragmatismo, no qual interesses industriais e tecnológicos prevalecem sobre confrontos imediatos.

Tags: acordo EUA Chinacadeia tecnológica globaldisputa geopolíticamercado de terras rarasminerais estratégicos

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