IGP-M Junho 2025: Queda Surpreendente de 1,67% Aponta Nova Tendência Econômica no Brasil
Inflação sob controle? Recuo expressivo do IGP-M em junho reforça cenário de alívio econômico
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M junho 2025) apresentou uma queda de 1,67%, acentuando ainda mais o movimento de retração iniciado em maio, quando o índice já havia recuado 0,49%. O resultado, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), surpreendeu analistas e economistas do mercado, superando todas as projeções coletadas no período. O recuo reforça o cenário de desaceleração inflacionária no país, especialmente quando analisado em conjunto com o IPCA-15, que também perdeu fôlego no mesmo mês.
Neste artigo, você entenderá os principais fatores que contribuírampara a forte deflação registrada no IGP-M junho 2025, as implicações para a economia brasileira e o que esperar dos próximos meses.
O que é o IGP-M?
Antes de aprofundar os dados de junho, vale lembrar que o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) é um dos principais indicadores econômicos utilizados no Brasil, especialmente como referência para o reajuste de contratos, como os de aluguel, serviços e planos de saúde. Calculado mensalmente pela FGV, o IGP-M é composto por três subíndices:
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IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo) – peso de 60%
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IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor) – peso de 30%
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INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) – peso de 10%
Portanto, qualquer variação significativa no IGP-M tem impacto direto na vida de milhões de brasileiros, desde famílias que renegociam seus aluguéis até empresas que revisam contratos corporativos.
Queda expressiva do IGP-M em junho de 2025
O IGP-M junho 2025 registrou uma variação de -1,67%, reforçando o ciclo de retração iniciado no mês anterior. Em termos acumulados:
Essa queda foi mais forte do que a estimativamais pessimista coletada pelo mercado, cujo piso era de -1,20%. A mediana das projeções era de -1,04%, o que evidencia o quão inesperado foi o recuo mais profundo deste mês.
O peso do IPA-M na retração do IGP-M
O principal responsável pela forte deflação no IGP-M junho 2025 foi o IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que caiu 2,53% em junho, após já ter recuado 0,82% em maio. Esse índice reflete a variação dos preços no atacado, ou seja, antes que os produtos cheguem ao consumidor final.
Essa deflação no IPA-M aponta para uma pressão menor nos preços da cadeia produtiva, o que pode significar uma diminuição nos custos de insumos industriais e agrícolas. Com isso, espera-se que o efeito de baixa nos preços chegue aos consumidores nos próximos meses.
IPC-M desacelera, mas ainda registra alta
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M), responsável por medir a inflação percebida diretamente pelas famílias, também contribuiu para o desempenho do IGP-M junho 2025, ainda que em menor intensidade. Ele subiu 0,22% em junho, desacelerando frente aos 0,37% registrados em maio.
Esse recuo na inflação ao consumidor, embora mais modesto, é significativo para o Banco Central, que acompanha esses indicadores para tomar decisões sobre a taxa básica de juros (Selic).
Construção civil em alta: INCC-M avança em junho
Por outro lado, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) teve um desempenho oposto aos demais e acelerou de 0,26% em maio para 0,96% em junho. Esse avanço reflete aumentos pontuais em preços de materiais, equipamentos e serviços relacionados à construção civil.
Mesmo com essa alta, o peso do INCC-M no cálculo do IGP-M é de apenas 10%, o que não foi suficiente para reverter a forte pressão de baixa trazida pelo IPA-M.
IPCA-15 também aponta para inflação mais controlada
A queda do IGP-M junho 2025 veio acompanhada de outra boa notícia para a economia: o IPCA-15, indicador considerado uma prévia da inflação oficial, subiu apenas 0,26% no mês. Essa foi a menor alta registrada para um mês de junho desde 2023.
O dado foi bem recebido pelo mercado financeiro, pois reforça a tese de que o processo inflacionário está perdendo força. Para os consumidores, isso pode significar alívio nos preços dos produtos e serviços, e para o governo, abre espaço para avaliar uma possível redução na taxa Selic, atualmente em patamares elevados.
Como o IGP-M impacta o bolso dos brasileiros
Apesar da queda acentuada do IGP-M junho 2025, o índice ainda acumula alta em 12 meses. Isso significa que contratos indexados por esse indicador — como os de aluguel — ainda devem sofrer reajustes positivos em muitos casos.
No entanto, com dois meses consecutivos de deflação, a expectativa é que os próximos reajustes com base no IGP-M possam se estabilizar ou até mesmo entrar em terreno negativo, dependendo do comportamento dos preços nos meses seguintes.
Projeções para o segundo semestre
O forte recuo do IGP-M em junho de 2025 levou muitos analistas a revisarem suas projeções para a inflação do segundo semestre. Caso o movimento de deflação nos preços ao produtor continue, é possível que o índice encerre o ano com uma variação anual próxima da estabilidade — ou até mesmo com leve deflação acumulada.
Esse cenário fortalece a possibilidade de um corte na Selic nos próximos meses, como forma de impulsionar o crescimento econômico em um ambiente de inflação controlada.
Sinais claros de alívio inflacionário
O resultado do IGP-M junho 2025, aliado à desaceleração do IPCA-15, confirma que a economia brasileira está vivenciando um momento de alívio inflacionário. A expressiva deflação do IPA-M mostra que o ambiente de preços começa a se normalizar na cadeia de produção, o que deve beneficiar o consumidor final em breve.
Mesmo com o INCC-M em alta, o cenário é de otimismo moderado. Para famílias, empresas e investidores, os dados indicam que as pressões inflacionárias que marcaram os últimos anos estão, pelo menos temporariamente, sob controle.









