quinta-feira, 17 de setembro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Negócios

MOVI3 dispara 13% com lucro acima do esperado: É hora de comprar ações da Movida?

por Ana Luiza Farias
16/01/2026 às 15h00
em Negócios
Movi3 Dispara 13% Com Lucro Acima Do Esperado: É Hora De Comprar Ações Da Movida? - Gazeta Mercantil

Movida (MOVI3) surpreende mercado com lucro acima do guidance e dispara na B3: Análise completa do turnaround

A divulgação da prévia operacional do quarto trimestre de 2025 impulsionou as ações da locadora, que lideraram os ganhos do dia. Analistas revisam projeções e apontam desconto excessivo nos papéis.

O pregão desta quinta-feira (15) na B3, a bolsa de valores brasileira, foi marcado por um movimento tectônico no setor de locação de veículos, protagonizado pela MOVI3. Em um dia de ajustes para o índice geral, as ações da Movida descolaram-se da tendência neutra do mercado para registrar uma valorização expressiva, chegando a subir mais de 13% no intradia. O gatilho para tal euforia foi a divulgação, na noite anterior, da prévia operacional referente ao quarto trimestre de 2025 (4T25), que trouxe números substancialmente acima das expectativas dos analistas e do próprio guidance da companhia.

O desempenho da MOVI3 não reflete apenas um trimestre positivo, mas sinaliza a consolidação de um turnaround operacional e financeiro que vinha sendo aguardado com ceticismo por parte dos investidores institucionais. Com um lucro líquido de R$ 102 milhões e a alavancagem no menor patamar dos últimos cinco anos, a Movida envia uma mensagem clara de eficiência e disciplina de capital, recolocando-se como uma tese de investimento atrativa em um cenário macroeconômico que começa a desenhar cortes de juros para 2026.

O Salto da MOVI3: Detalhando a Reação do Mercado

Por volta das 12h (horário de Brasília), os papéis da MOVI3 eram negociados a R$ 10,41, registrando uma alta de 10,28%. No momento de maior euforia compradora do dia, a cotação atingiu a máxima de R$ 10,74, o que representou um salto de 13,77% em relação ao fechamento anterior. Este volume de negociação atípico e a forte pressão compradora evidenciam que o mercado estava mal posicionado ou excessivamente pessimista em relação à capacidade de entrega da locadora.

A reprecificação da MOVI3 ocorre em um contexto onde o setor de Rent a Car (RAC) e Gestão e Terceirização de Frotas (GTF) sofreu, nos últimos anos, com a alta dos juros e a depreciação acelerada dos ativos (carros). A resposta da Movida, apresentada nestes números não auditados, ataca justamente essas duas frentes: melhoria operacional para compensar custos financeiros e gestão eficiente de seminovos para proteger o valor residual da frota.

Análise dos Números: Por que a MOVI3 surpreendeu?

O fato relevante divulgado pela companhia trouxe dados que desmontaram as teses baixistas (bearish) de curto prazo. O destaque absoluto foi o lucro líquido de R$ 102 milhões no 4T25. Este montante representa uma expansão de 65% na comparação com o mesmo período do ano anterior (4T24). Mais impressionante ainda foi a superação do guidance (meta estipulada pela própria empresa) em 24%. Quando uma empresa supera suas próprias projeções com tamanha margem, a credibilidade da gestão junto ao mercado financeiro aumenta exponencialmente, reduzindo o prêmio de risco exigido para carregar o papel MOVI3.

Além da última linha do balanço, a geração de caixa operacional medida pelo Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também mostrou robustez. O Ebitda atingiu R$ 1,5 bilhão no trimestre, um avanço de 20% na base anual. Esse crescimento do Ebitda é vital para a tese da MOVI3, pois demonstra que a operação principal — alugar carros — está gerando caixa suficiente para cobrir as despesas operacionais e sustentar o serviço da dívida.

A receita líquida, por sua vez, somou R$ 3,7 bilhões, uma alta de 13% ante o 4T24. O crescimento de dois dígitos na receita, em um mercado maduro e competitivo, indica que a MOVI3 conseguiu repassar preços (aumentar tarifas) e expandir volumes, ganhando market share ou rentabilizando melhor sua base de clientes existente.

O Fator Desalavancagem: A Chave para o Rali da MOVI3

Se o lucro atrai o olhar do varejo, a alavancagem financeira é o indicador que define o fluxo dos grandes fundos de investimento. O setor de locação é intensivo em capital (capital intensive), exigindo dívida constante para renovação de frota. Em tempos de Selic elevada, a dívida pode corroer todo o lucro.

Nesse quesito, a prévia operacional da MOVI3 trouxe o dado mais celebrado pelos analistas de crédito e equity: a alavancagem financeira, medida pela relação Dívida Líquida/Ebitda, caiu para 2,6x. Este é o menor nível registrado pela companhia nos últimos cinco anos.

Para o investidor de MOVI3, isso significa segurança. Uma alavancagem de 2,6x é considerada saudável e sustentável, afastando riscos de covenants (quebra de contratos de dívida) ou necessidade de aumentos de capital (follow-ons) que diluiriam o acionista. A redução do endividamento relativo é fruto direto da estratégia da gestão de vender ativos menos rentáveis e focar na eficiência do Ebitda.

Visão dos Analistas: Consenso de Compra para MOVI3?

A repercussão entre as principais casas de análise foi imediata e majoritariamente positiva. Bancos de investimento correram para revisar suas planilhas e emitir relatórios recomendando a atenção aos papéis da MOVI3.

O BTG Pactual foi enfático ao classificar os números como uma surpresa positiva. Em relatório, os analistas Fernanda Recchia, Lucas Marquiori, Marcel Zambello e Samuel Alckmin pontuaram que o lucro líquido foi o grande destaque. Para o banco, os resultados reforçam a “capacidade de execução” da Movida. A expressão “capacidade de execução” é crucial aqui: o mercado sabia que a estratégia da MOVI3 era correta no papel, mas duvidava da implementação. Os números provaram a execução. O BTG também salientou que a divulgação antecipada permite que o foco agora se volte integralmente para as estratégias de 2026.

Já a Ágora Investimentos e o Bradesco BBI adotaram um tom de validação de tese. Para eles, a MOVI3 provou sua resiliência em um “ambiente desafiador”. Os analistas André Ferreira e José Ricardo Rosalen sublinharam que o lucro superou não apenas o guidance, mas também o “teto” das estimativas do próprio banco. Eles atribuem esse sucesso à expansão de margens no aluguel, sustentada por ajustes tarifários (aumento do preço das diárias) e um controle de custos rigoroso.

Um ponto nevrálgico abordado pela Ágora foi o segmento de Seminovos. Havia um temor no mercado de que os cortes de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) pudessem derrubar o preço dos carros usados, implodindo a margem da MOVI3 na venda de ativos. Contudo, a estabilidade das margens de Seminovos reportada na prévia indicou uma disciplina férrea na gestão de ativos e preservação de valor.

Dinamismo Comercial e Crescimento da Base

Outro dado que sustenta a alta da MOVI3 é o crescimento da base de clientes, que avançou 17% na comparação anual. Esse indicador é um termômetro da saúde comercial da empresa. Crescer a base de clientes em um ambiente de tarifas mais altas (necessárias para recompor margens) sugere que a demanda por aluguel de carros no Brasil segue aquecida, seja no segmento corporativo, seja no turismo de lazer.

O fortalecimento da base RAC (Rent a Car) é essencial para diluir os custos fixos da companhia. Quanto mais carros alugados, maior a eficiência por veículo. A MOVI3 parece ter encontrado o ponto de equilíbrio ótimo entre o tamanho da frota e a taxa de ocupação, maximizando o retorno sobre o capital investido (ROIC).

Valuation: A Hora de Comprar MOVI3?

Diante de uma disparada de 13%, a dúvida natural do investidor é: “perdi o bonde?”. A análise dos múltiplos e dos preços-alvo sugeridos pelos bancos indica que ainda pode haver um upside (potencial de alta) considerável para a MOVI3.

Os analistas da Ágora/Bradesco BBI reiteraram a recomendação de compra, citando que a MOVI3 negocia a “múltiplos atrativos” e possui fundamentos operacionais robustos. Em termos técnicos, isso significa que o preço da ação na tela (R$ 10,41) ainda não reflete o valor justo da empresa projetado pelos fluxos de caixa futuros, especialmente agora que o risco da dívida diminuiu.

O BTG Pactual também mantém uma visão construtiva, esperando uma trajetória mais normalizada para a depreciação dos carros e citando um cenário macroeconômico mais favorável em 2026, com o Brasil entrando em um ciclo de afrouxamento monetário. Juros menores beneficiam duplamente a MOVI3: reduzem a despesa financeira da dívida e aquecem o mercado de compra de veículos (Seminovos), facilitando a renovação da frota.

Recomendações e Preços-Alvo para MOVI3

O levantamento realizado pelo Money Times, com base em relatórios de grandes instituições financeiras, aponta para um consenso otimista, embora com graus variados de agressividade nos preços-alvo.

  • Santander: É o mais otimista do grupo, com recomendação de Compra e um preço-alvo de **R$ 16,00**. Considerando o fechamento anterior (R$ 9,44), isso implicaria um potencial de valorização de quase 69,49%. Mesmo com a alta de hoje, o papel ainda teria muito espaço para correr.

  • Ágora Investimentos/Bradesco BBI: Mantêm recomendação de Compra com alvo em R$ 14,00, projetando um ganho potencial de 48,31%.

  • BTG Pactual: Recomendação de Compra com preço-alvo de R$ 12,00, o que sugere um upside de 27,12%. É uma visão mais conservadora, mas ainda assim positiva.

  • Safra: O único com recomendação Neutra entre os citados, com alvo em R$ 11,30 (potencial de 19,70%). A postura neutra do Safra geralmente reflete uma cautela maior com o cenário macroeconômico ou uma preferência por outros <i>players</i> do setor, como a Localiza, mas ainda assim reconhece um valor intrínseco acima da cotação atual.

O Cenário Competitivo e Riscos

Apesar do otimismo, investir em MOVI3 exige atenção aos riscos. O setor é altamente competitivo. A MOVI3 disputa mercado com gigantes consolidados que também possuem acesso a capital barato. A guerra de tarifas é sempre um risco latente que pode comprimir margens.

Além disso, a dependência do mercado de Seminovos para o resultado final é uma característica estrutural do negócio. Qualquer alteração abrupta na política de preços das montadoras ou nos impostos sobre veículos novos (como o IPI) afeta diretamente o valor do estoque da MOVI3. A gestão mostrou competência no 4T25 para lidar com isso, mas a vigilância deve ser constante.

Outro ponto de atenção é a curva de juros futura. Embora a expectativa seja de queda, qualquer repique inflacionário que obrigue o Banco Central a manter a Selic alta por mais tempo penalizaria o resultado financeiro da MOVI3, retardando o processo de desalavancagem total.

Um Novo Capítulo para a Movida

A prévia do 4T25 marca um ponto de inflexão na história recente da MOVI3 na bolsa. A empresa sai de uma posição defensiva, onde precisava provar sua solvência e capacidade de gestão de dívida, para uma posição de ataque, focada em crescimento com rentabilidade.

A redução da alavancagem para 2,6x retira um “peso” enorme das costas da companhia, permitindo que o mercado volte a precificar a MOVI3 pelos seus fundamentos operacionais — que se mostraram sólidos com o crescimento de receita e Ebitda — e não apenas pelo risco financeiro.

Para o investidor que busca exposição ao setor de consumo cíclico e mobilidade, a MOVI3 apresenta-se hoje como uma opção descontada em relação aos seus pares e ao seu próprio histórico de múltiplos. A forte alta desta quinta-feira é apenas o ajuste inicial a uma nova realidade de lucros maiores e dívidas menores. Se a companhia mantiver a disciplina de execução ao longo de 2026, conforme projetam os analistas do BTG e Bradesco, a trajetória de recuperação das ações MOVI3 pode estar apenas começando. A volatilidade é esperada, mas os fundamentos, pela primeira vez em muitos trimestres, jogam a favor da locadora.

LEIA MAIS

Varejo Brasileiro Enfrenta Juros Altos E Muda Foco Para Geração De Caixa E Produtividade-Gazeta Mercantil
Economia

Varejo brasileiro enfrenta juros altos e muda foco para geração de caixa e produtividade

O varejo brasileiro entrou em uma fase em que faturamento e participação de mercado deixaram de ser suficientes para medir a saúde de uma operação. Com a Selic...

Leia MaisDetails
Uhe Itapiranga De 724 Mw No Rio Uruguai Está Paralisada Desde 2011 E É A Última Barragem Prevista No Rio-Gazeta Mercantil
Economia

Usina Hidrelétrica de Itapiranga avança nos estudos após 14 anos de impasse ambiental

A Usina Hidrelétrica de Itapiranga, projetada para o Rio Uruguai na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, registrou em 2026 um avanço no processo de...

Leia MaisDetails
Bndes - Gazeta Mercantil
Negócios

BNDES eleva Brasil Soberano 3 a R$ 22,6 bilhões; pedidos começam em até 15 dias

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ampliou nesta terça-feira, 1º de setembro, em R$ 4,1 bilhões sua participação no Brasil Soberano 3, elevando para R$ 22,6...

Leia MaisDetails
Bb Investimentos Recomenda - Gazeta Mercantil
Mercados

BB Investimentos troca Localiza por Direcional e indica 10 ações para setembro

O BB Investimentos fez apenas uma alteração em sua carteira fundamentalista para setembro: retirou Localiza (RENT3) e incluiu Direcional (DIRR3). O restante do portfólio permanece formado por Alupar...

Leia MaisDetails
Siglas Corporativas Aprender - Gazeta Mercantil
Negócios

Siglas corporativas para aprender: 152 termos e PDF grátis

Siglas corporativas aparecem em vagas de emprego, reuniões, apresentações, e-mails, contratos e balanços de empresas. Termos como CEO, KPI, OKR, ROI, EBITDA, CAC e SLA resumem cargos, metas,...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL MERCADO AGORA

10:17:22
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Governo Volta A Discutir Tributação De Lci E Lca E Reacende Alerta Sobre Custo Do Crédito Imobiliário-Gazeta Mercantil
Economia

Selic a 13,75%: veja quanto rendem CDI, IPCA+, CDB, LCI e LCA

Leia MaisDetails
Percepção De Envolvimento De Aliados De Bolsonaro No Caso Master Sobe 12,9 Pontos, Diz Atlas
Política

Percepção de envolvimento de aliados de Bolsonaro no caso Master sobe 12,9 pontos, diz Atlas

Leia MaisDetails
Flávio Bolsonaro Usou Recentemente Apartamento Que Pertenceu A Cunhado De Vorcaro
Política

Flávio Bolsonaro usou recentemente apartamento que pertenceu a cunhado de Vorcaro

Leia MaisDetails
Copom Corta Selic Para 13,75% No Quinto Recuo Seguido Dos Juros - Gazeta Mercantil - Economia
Economia

Copom corta Selic para 13,75% no quinto recuo seguido dos juros

Leia MaisDetails
Lvmh Perde Mais De €250 Bilhões Em Valor De Mercado Desde 2023-Gazeta Mercantil
Empresas

LVMH perde mais de €250 bilhões em valor de mercado desde 2023

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Selic a 13,75%: veja quanto rendem CDI, IPCA+, CDB, LCI e LCA

Percepção de envolvimento de aliados de Bolsonaro no caso Master sobe 12,9 pontos, diz Atlas

Flávio Bolsonaro usou recentemente apartamento que pertenceu a cunhado de Vorcaro

Copom corta Selic para 13,75% no quinto recuo seguido dos juros

LVMH perde mais de €250 bilhões em valor de mercado desde 2023

BRB (BSLI3; BSLI4) recebe R$ 376 milhões da XP por ativos ligados ao Banco Master

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP