sexta-feira, 17 de abril de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
PUBLICIDADE
Home Economia Dólar

Dólar Hoje Sobe com Acordo Rússia-Ucrânia e Operação da PF no Radar

por Camila Braga - Repórter de Economia
23/01/2026
em Dólar, Destaque, Economia, Notícias
Dólar Hoje Sobe Com Acordo Rússia-Ucrânia E Operação Da Pf No Radar - Gazeta Mercantil

Dólar hoje sobe com aposta em acordo de paz Rússia-Ucrânia e tensão com Banco Master no radar

O mercado de câmbio opera com viés de alta nesta sexta-feira, refletindo uma complexa engrenagem de fatores geopolíticos globais e ruídos fiscais domésticos. O dólar hoje ganha tração à medida que investidores recalibram suas carteiras diante da possibilidade concreta de um cessar-fogo no leste europeu, ao mesmo tempo em que monitoram as tensões diplomáticas entre Washington e Bruxelas e digerem, no cenário interno, a operação da Polícia Federal envolvendo a RioPrevidência e o Banco Master.

A cotação do dólar hoje não é apenas um reflexo de fluxo cambial, mas um termômetro da aversão ao risco global. A notícia de que os documentos para um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia estão “quase prontos”, conforme anunciado em Davos, alterou a dinâmica dos ativos de risco, fortalecendo a moeda americana frente a divisas emergentes, enquanto o Real sofre pressão adicional de investigações sobre gestão de fundos públicos.

A seguir, a Gazeta Mercantil disseca os vetores que impulsionam a moeda norte-americana e o que esperar para o fechamento desta semana volátil.

Como Ganhar Dinheiro Como Ganhar Dinheiro Como Ganhar Dinheiro
PUBLICIDADE

O Fator Geopolítico: O “Trade da Paz”

O principal motor para a volatilidade do dólar hoje vem da Suíça. Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, trouxe ao mercado a declaração mais contundente até agora sobre o fim do conflito que se arrasta há anos.

Segundo Zelensky, as negociações intermediadas pelos Estados Unidos avançaram significativamente. Os documentos destinados a pôr fim a esta guerra estão quase prontos”, afirmou o líder ucraniano. A expectativa é que encontros de alto nível, reunindo assessores de segurança nacional de Washington, Kiev e Moscou, ocorram nos próximos dias para selar o que o mercado já apelidou de “Acordo de Davos.

No entanto, o diabo mora nos detalhes. O dólar hoje reage com cautela porque, apesar do otimismo, o ponto nevrálgico da disputa — a soberania territorial no leste da Ucrânia (região de Donbas) — permanece sem solução definitiva. É a questão que ainda não conseguimos resolver”, admitiu Zelensky.

Para o mercado financeiro, a paz é, teoricamente, deflacionária e positiva para o crescimento global. Contudo, a incerteza sobre os termos do acordo gera uma busca por segurança (flight-to-quality). Se o acordo for percebido como frágil ou se a Rússia impuser condições que ameacem o fornecimento de energia para a Europa, o dólar tende a se fortalecer como ativo de refúgio. O documento sobre garantias de segurança para Kiev já foi concluído, mas sua validade está condicionada ao “sim” de Moscou, mantendo o prêmio de risco elevado na curva de juros e no câmbio.

Tensões no Ártico e o “Fator Trump”

Além do front oriental, o dólar hoje também é influenciado pelas renovadas tensões entre os Estados Unidos e a União Europeia. O mercado monitora as declarações da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que nesta quinta-feira (22) alertou para o baixo investimento do bloco na segurança do Ártico.

A região polar tornou-se um tabuleiro de xadrez geopolítico. O ex-presidente e atual figura central da política republicana, Donald Trump, voltou a agitar o noticiário ao reiterar seu desejo estratégico de “anexar” a Groenlândia aos Estados Unidos, embora tenha descartado publicamente uma ação militar para tal fim.

Essa retórica agressiva impacta o dólar hoje através do canal comercial. Trump acenou com a possibilidade de cancelar tarifas punitivas que seriam aplicadas a produtos europeus em fevereiro, numa tentativa de barganha geopolítica. Para o investidor de moedas, essa instabilidade nas relações transatlânticas enfraquece o Euro e, consequentemente, fortalece o Índice Dólar (DXY), que mede a força da moeda americana contra uma cesta de divisas fortes. Quando o DXY sobe, a pressão sobre moedas emergentes como o Real brasileiro é imediata.

Cenário Doméstico: Operação da PF e Risco Institucional

Enquanto o mundo olha para Davos e Kiev, o investidor brasileiro tem motivos de sobra para preocupação interna, o que adiciona volatilidade ao dólar hoje. A Polícia Federal deflagrou uma operação sensível para apurar irregularidades na gestão de recursos da RioPrevidência, o fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro.

O foco das investigações são os aportes bilionários realizados pelo fundo em títulos do Banco Master. A operação cumpre quatro mandados de busca e apreensão na sede da autarquia e em endereços ligados a ex-gestores.

Entre os alvos citados na investigação estão:

  • Deivis Marcon Antunes: Atual presidente do fundo.

  • Euchério Rodrigues: Ex-diretor de investimentos.

  • Pedro Pinheiro Guerra Leal: Ex-gerente de investimentos.

Os dois últimos já haviam deixado seus cargos após as primeiras suspeitas virem à tona. A investigação apura se houve gestão temerária ou fraudulenta na alocação de recursos públicos em ativos de crédito privado de uma instituição bancária específica.

Por que isso afeta o Dólar hoje? O mercado financeiro brasileiro é extremamente sensível a riscos institucionais e fiscais. A RioPrevidência é um dos maiores fundos de pensão do país e garante a solvência do estado do Rio de Janeiro. Suspeitas de rombo ou má gestão em fundos desse porte trazem à memória crises fiscais passadas nos estados, o que eleva a percepção de risco-país (CDS).

Quando o risco Brasil sobe, o investidor estrangeiro tende a retirar capital ou exigir um prêmio maior para manter recursos no país. O mecanismo de saída envolve a venda de Reais e a compra de Dólares, pressionando a cotação do dólar hoje para cima. Além disso, o envolvimento de uma instituição bancária (Banco Master) gera ruídos sobre a saúde do sistema de crédito de médio porte, levando a uma postura defensiva dos grandes gestores.

Análise Técnica e Fundamentos

Do ponto de vista dos fundamentos econômicos, a alta do dólar hoje encontra respaldo no diferencial de juros. Com a economia americana ainda mostrando resiliência e a geopolítica jogando a favor da moeda forte, o carry trade (operações de arbitragem de juros) perde atratividade marginal no Brasil se o risco percebido aumentar.

Analistas consultados pela Gazeta Mercantil apontam que o patamar atual do câmbio já precifica boa parte das incertezas fiscais do governo federal, mas eventos “de cauda” como a operação na RioPrevidência ou uma ruptura nas negociações Ucrânia-Rússia não estão totalmente no preço.

Se o acordo de paz mencionado por Zelensky se concretizar de forma robusta, poderíamos ver um alívio no preço das commodities (especialmente petróleo e grãos), o que ajudaria a inflação global a ceder, mas poderia prejudicar os termos de troca do Brasil (que é exportador dessas matérias-primas). Menos dólares entrando via exportação significa, na teoria, um dólar hoje mais caro.

Por outro lado, se as negociações fracassarem e a guerra escalar, a aversão ao risco global dispara, e o dólar sobe como refúgio seguro. O Brasil, neste cenário, fica “preso” em uma dinâmica onde tanto a paz (via queda de commodities) quanto a guerra (via aversão ao risco) podem pressionar o câmbio no curto prazo.

O Papel dos Bancos Centrais

Não se pode analisar o comportamento do dólar hoje sem olhar para a política monetária. O Federal Reserve (Banco Central dos EUA) segue monitorando esses riscos geopolíticos. Um acordo de paz que impulsione a economia global pode manter a inflação americana pressionada por mais tempo, obrigando o Fed a manter juros altos. Juros altos nos EUA sugam liquidez do mundo todo, fortalecendo o dólar.

No Brasil, o Banco Central observa o câmbio com lupa. Uma desvalorização excessiva do Real impacta a inflação doméstica (pass-through), o que pode obrigar o Copom a manter a Selic elevada por mais tempo. Esse cenário cria um ciclo vicioso: juros altos freiam o crescimento, o que piora a arrecadação fiscal, que por sua vez aumenta o risco-país e pressiona o dólar novamente.

Perspectivas para o Investidor

Para quem precisa comprar moeda ou possui dívidas em moeda estrangeira, o momento exige cautela e proteção (hedge). A volatilidade do dólar hoje deve permanecer alta enquanto não houver clareza sobre:

  1. Os termos finais do acordo Rússia-Ucrânia (especialmente sobre o território de Donbas).

  2. A extensão das investigações na RioPrevidência e se haverá contágio para outros fundos ou instituições financeiras.

  3. A decisão final de Trump sobre as tarifas europeias.

O mercado financeiro opera com base em expectativas. A expectativa de paz trouxe otimismo para as bolsas, mas cautela para o câmbio. A “limpeza” institucional promovida pela Polícia Federal é positiva a longo prazo para a governança do país, mas gera dor e volatilidade no curto prazo.

Em resumo, o dólar hoje reflete um mundo em transição, onde a geopolítica volta a ditar os rumos da economia e onde a governança local é testada. O investidor deve acompanhar o desenrolar das reuniões em Washington e as manchetes policiais no Rio de Janeiro com igual atenção.

A Gazeta Mercantil seguirá acompanhando os desdobramentos da operação da PF e das negociações internacionais, atualizando a cotação e as análises em tempo real.


Aprofundando: Entenda o caso RioPrevidência e Banco Master

Para compreender a profundidade do impacto no dólar hoje, é necessário detalhar a operação policial. A RioPrevidência é a autarquia responsável por pagar as aposentadorias de mais de 100 mil servidores estaduais. A solidez desse fundo é vital para o equilíbrio fiscal do Rio de Janeiro.

As investigações apontam para a compra de títulos privados do Banco Master. Títulos privados, diferentemente de títulos públicos, carregam risco de crédito da instituição emissora. A Polícia Federal investiga se os gestores do fundo, incluindo o presidente Deivis Marcon Antunes, ignoraram análises de risco ou regras de compliance para favorecer o aporte na instituição.

Se confirmado o prejuízo ou a irregularidade, o Estado do Rio pode ter que cobrir o rombo, pressionando suas contas públicas. Em um cenário fiscal federal já desafiador, problemas nos estados são mal vistos pelas agências de classificação de risco e pelos investidores estrangeiros, servindo de combustível para a alta do dólar.

O dia é de monitoramento intenso. O dólar hoje serve como o principal indicador de estresse do mercado. A combinação de esperança de paz na Europa com medo de corrupção e má gestão no Brasil cria um cenário perfeito para oscilações bruscas. O investidor deve evitar movimentos precipitados e focar na diversificação de portfólio para navegar por este período de turbulência.

A cotação segue sensível a qualquer nova declaração de Zelensky ou de autoridades brasileiras sobre a operação policial. Fique atento às atualizações.

Tags: acordo de paz UcrâniaBanco Master RioPrevidênciacotação do dólarCotação Dólar Comercialdolar hojeguerra Rússia Ucrâniaoperação Polícia Federal RJrisco fiscal BrasilZelensky Davos

LEIA MAIS

Operação Compliance Zero: Ex-Presidente Do Brb É Preso E Pf Revela Esquema Com Imóveis De R$ 146 Milhões-Gazeta Mercantil
Política

Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB é preso e PF revela esquema com imóveis de R$ 146 milhões

Operação Compliance Zero leva à prisão ex-presidente do BRB e revela patrimônio milionário oculto A Operação Compliance Zero voltou ao centro das atenções do mercado financeiro e do...

MaisDetails
Ibovespa Hoje Cai Aos 196 Mil Pontos Mesmo Com Alta De Petrobras (Petr4) E Pressão Externa-Gazeta Mercantil
Ibovespa

Ibovespa hoje cai aos 196 mil pontos mesmo com alta de Petrobras (PETR4) e pressão externa

Ibovespa hoje recua aos 196 mil pontos mesmo com alta da Petrobras (PETR4) e sinaliza cautela do mercado O desempenho do Ibovespa hoje refletiu um ambiente de maior...

MaisDetails
Ifix Máxima Histórica: Fundos Imobiliários Disparam Com Expectativa De Queda Da Selic Em 2026-Gazeta Mercantil
Negócios

IFIX máxima histórica: fundos imobiliários disparam com expectativa de queda da Selic em 2026

IFIX máxima histórica impulsiona fundos imobiliários e reforça otimismo com ciclo de juros no Brasil O mercado financeiro brasileiro registra um novo marco relevante em 2026. O índice...

MaisDetails
Dólar Hoje Fecha A R$ 4,99 Com Tensão No Oriente Médio E Alerta De Inflação No Brasil-Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar hoje fecha a R$ 4,99 com tensão no Oriente Médio e alerta de inflação no Brasil

Dólar hoje fecha estável a R$ 4,99 com tensão geopolítica e alertas de inflação no radar O comportamento do dólar hoje voltou ao centro das atenções do mercado...

MaisDetails
Rio Fashion Week 2026 Estreia Com Projeção De R$ 100 Milhões E Recoloca O Rio No Mapa Global Da Moda - Gazeta Mercantil
Negócios

Rio Fashion Week 2026 estreia com projeção de R$ 100 milhões e recoloca o Rio no mapa global da moda

Rio Fashion Week 2026 estreia com projeção de R$ 100 milhões e recoloca o Rio no centro da moda O Rio Fashion Week 2026 estreou nesta terça-feira cercado...

MaisDetails

Veja Também

Operação Compliance Zero: Ex-Presidente Do Brb É Preso E Pf Revela Esquema Com Imóveis De R$ 146 Milhões-Gazeta Mercantil
Política

Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB é preso e PF revela esquema com imóveis de R$ 146 milhões

MaisDetails
Ifix Máxima Histórica: Fundos Imobiliários Disparam Com Expectativa De Queda Da Selic Em 2026-Gazeta Mercantil
Negócios

IFIX máxima histórica: fundos imobiliários disparam com expectativa de queda da Selic em 2026

MaisDetails
Rio Fashion Week 2026 Estreia Com Projeção De R$ 100 Milhões E Recoloca O Rio No Mapa Global Da Moda - Gazeta Mercantil
Negócios

Rio Fashion Week 2026 estreia com projeção de R$ 100 milhões e recoloca o Rio no mapa global da moda

MaisDetails
Liquidação Da Creditag: Banco Central Intervém Após Colapso Financeiro E Bloqueia Bens De Gestores-Gazeta Mercantil
Economia

Liquidação da Creditag: Banco Central intervém após colapso financeiro e bloqueia bens de gestores

MaisDetails
Telefônica Brasil (Vivt3) Tem Lucro Líquido De R$ 1,9 Bi No 3T25, Alta De 13% – Money Times
Negócios

Telefônica Brasil (VIVT3) aprova R$ 365 milhões em JCP; veja valor por ação, data-com e ex-juros

MaisDetails

EDITORIAS

  • Brasil
  • Cultura & Lazer
  • Economia
  • Esportes
  • Lifestyle
  • Mundo
  • Negócios
  • Notícias
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Brasil
  • Cultura & Lazer
  • Economia
  • Esportes
  • Lifestyle
  • Mundo
  • Negócios
  • Notícias
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Operação Compliance Zero: ex-presidente do BRB é preso e PF revela esquema com imóveis de R$ 146 milhões

Ibovespa hoje cai aos 196 mil pontos mesmo com alta de Petrobras (PETR4) e pressão externa

IFIX máxima histórica: fundos imobiliários disparam com expectativa de queda da Selic em 2026

Dólar hoje fecha a R$ 4,99 com tensão no Oriente Médio e alerta de inflação no Brasil

Rio Fashion Week 2026 estreia com projeção de R$ 100 milhões e recoloca o Rio no mapa global da moda

Liquidação da Creditag: Banco Central intervém após colapso financeiro e bloqueia bens de gestores

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com

Sem resultados
Todos os resultados
  • Brasil
  • Cultura & Lazer
  • Economia
  • Esportes
  • Lifestyle
  • Mundo
  • Negócios
  • Notícias
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Trabalho
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com