quinta-feira, 17 de setembro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Economia

Banco Central endurece discurso após cortar Selic para 14% e põe novos cortes em dúvida

Copom elevou a preocupação com os riscos inflacionários, alertou para a desancoragem das expectativas e abandonou indicações sobre os próximos passos

por Álvaro Lima
06/08/2026 às 12h13
em Economia
Banco Central - Gazeta Mercantil

O Banco Central endureceu a condução da política monetária nesta quarta-feira, 5 de agosto de 2026, apesar de ter reduzido a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano. A principal mensagem da 280ª reunião do Comitê de Política Monetária não foi o quarto corte consecutivo dos juros, mas a sinalização de que a continuidade do ciclo de flexibilização dependerá de uma melhora mais consistente da inflação e das expectativas.

O Copom passou a avaliar que o balanço de riscos para a inflação está inclinado para cenários de alta e afirmou que acompanhará de perto uma eventual desancoragem adicional das expectativas. A mudança de linguagem eleva as exigências para novos cortes e abre espaço para uma interrupção do ciclo já na reunião de setembro. Leia também: Embora positiva, reforma tributária traz dúvida estrutural, dizem analistas.

Embora não tenha anunciado formalmente o encerramento da flexibilização monetária, o Banco Central abandonou qualquer indicação antecipada sobre sua próxima decisão. Ao preservar todas as alternativas, a autoridade monetária sinalizou que poderá manter a Selic em 14% por um período prolongado caso os indicadores de inflação, atividade e expectativas não evoluam de maneira favorável.

A decisão representa, portanto, um corte acompanhado de uma orientação mais restritiva. O movimento reduz os juros no presente, mas procura impedir que empresas, consumidores e investidores interpretem a medida como garantia de novas reduções nos próximos meses. Leia também: Desafios e Necessidade de uma Governança Especial para a Amazônia: Um Chamado para o Futuro Sustentável.

Copom eleva nível de preocupação com a inflação

A alteração mais relevante do comunicado está na avaliação do balanço de riscos. O Copom indicou que aumentou a probabilidade atribuída a cenários em que a inflação permanece acima do esperado ou demora mais para convergir ao centro da meta.

O Banco Central também reforçou a preocupação com as expectativas para horizontes mais longos. Quando essas projeções permanecem afastadas da meta, empresas podem incorporar aumentos maiores aos preços, trabalhadores podem buscar reajustes mais elevados e contratos podem preservar mecanismos de indexação. Leia também: Evangélicos podem se recusar a atender gays, decidem EUA | Mundo.

Esse processo reduz a eficácia da política monetária e exige juros altos por mais tempo. Por essa razão, a menção direta a uma possível desancoragem adicional representa uma advertência mais forte do que a adotada nas reuniões anteriores.

A autoridade monetária deixou claro que não considera concluído o trabalho de controle dos preços. Mesmo com a desaceleração de alguns indicadores recentes, a inflação projetada continua acima da meta central de 3%, enquanto componentes mais persistentes ainda mostram resistência. Leia também: Lula vai à Colômbia participar de reunião sobre a Amazônia | Política.

O endurecimento também funciona como instrumento de política monetária. Ao sinalizar que não pretende acelerar os cortes, o Banco Central busca conter a queda excessiva dos juros futuros, reduzir pressões sobre o câmbio e evitar uma flexibilização prematura das condições financeiras.

Corte de 0,25 ponto já estava incorporado pelo mercado

A redução da Selic para 14% era amplamente esperada pelos agentes financeiros e representou a continuidade do ritmo adotado desde o início do ciclo, em março.

Naquele mês, o Copom reduziu a taxa de 15% para 14,75%. Em abril, promoveu novo corte para 14,50%. A terceira redução ocorreu em junho, quando a taxa chegou a 14,25%. Com a decisão de agosto, a flexibilização acumulada alcançou um ponto percentual.

O ritmo moderado mostra que o Banco Central nunca tratou o ciclo como uma abertura para reduções rápidas ou profundas. Desde o primeiro corte, o colegiado procurou preservar uma política monetária restritiva, com o objetivo de desacelerar a demanda e conduzir a inflação para a meta.

A Selic de 14% continua elevada em termos nominais e reais. O patamar mantém alto o custo dos financiamentos, limita decisões de investimento e preserva a atratividade da renda fixa vinculada ao CDI.

O efeito econômico de uma redução de 0,25 ponto percentual tende a ser limitado no curto prazo. O impacto mais relevante para os mercados virá da interpretação sobre quanto tempo o Banco Central pretende manter os juros próximos do nível atual.

Comunicação reduz probabilidade de cortes automáticos

Nas decisões anteriores, o mercado trabalhava com a expectativa de continuidade gradual do ciclo. A nova comunicação rompe essa percepção ao retirar a previsibilidade dos próximos movimentos.

O Banco Central não se comprometeu com um novo corte e condicionou qualquer decisão à evolução dos dados. Isso significa que a reunião de setembro começa sem uma direção definida, diferentemente do que ocorreu em partes anteriores do ciclo.

A ausência de orientação futura permite ao Copom reagir a mudanças no câmbio, nas commodities, nas expectativas de inflação e no cenário fiscal. Também reduz o risco de que os agentes tratem a sequência de cortes como automática.

Na prática, a manutenção da Selic em setembro tornou-se uma possibilidade relevante. Para que um novo corte seja autorizado, o Comitê deverá observar sinais adicionais de desaceleração da inflação, especialmente nos serviços e nos núcleos, além de alguma melhora nas projeções do mercado.

A comunicação também sugere que, mesmo se houver uma nova redução, o ciclo poderá continuar em ritmo lento e ser interrompido antes de alcançar níveis de juros considerados neutros para a economia.

Projeções permanecem acima da meta

O cenário apresentado pelo Banco Central reforça a postura mais dura. O Copom projetou inflação de 5,1% em 2026 e de 3,8% em 2027.

A estimativa para este ano permanece acima do teto de 4,5% do intervalo de tolerância. A meta central definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Mesmo a projeção para 2027 continua distante do centro da meta. Embora o número esteja dentro do intervalo de tolerância, ele indica que a convergência esperada ocorre de forma lenta.

Para os preços livres, o Banco Central estimou inflação de 5,1% em 2026 e de 3,9% em 2027. Os preços administrados devem avançar 4,9% neste ano e 3,5% no próximo.

Essas projeções limitam o espaço para cortes mais agressivos. A política monetária atua com defasagem, e uma redução realizada agora produz efeitos mais intensos nos trimestres seguintes. O Copom precisa evitar que o estímulo chegue à economia antes que a inflação esteja suficientemente controlada.

IPCA-15 melhora, mas não elimina pressões persistentes

A inflação de curto prazo apresentou desaceleração antes da reunião. O IPCA-15 avançou 0,06% em julho, depois de subir 0,41% em junho.

No acumulado de 12 meses, a taxa caiu de 4,80% para 4,52%. O resultado aproximou o indicador do teto de tolerância, mas ainda o manteve ligeiramente acima de 4,5%.

A alimentação e as bebidas exerceram o principal efeito de alívio. O grupo recuou 0,66%, enquanto a alimentação no domicílio caiu 1,14%.

O Banco Central, no entanto, não conduz a política monetária com base apenas no índice cheio. A composição da inflação e a persistência dos reajustes são determinantes para avaliar se a desaceleração poderá ser mantida.

A inflação subjacente dos serviços acumulou 5,08% em 12 meses. A média dos núcleos ficou em 4,35%, também acima do centro da meta.

Serviços e núcleos tendem a responder mais lentamente à política monetária e refletem fatores como salários, mercado de trabalho e demanda doméstica. A resistência desses componentes ajuda a explicar por que o Copom decidiu endurecer o comunicado mesmo após um resultado mensal mais favorável.

Atividade perde força sob efeito dos juros elevados

A desaceleração da economia forneceu argumento para o corte de 0,25 ponto, mas não foi suficiente para afastar a cautela.

A produção industrial caiu 1,8% em junho ante maio. Foi o segundo resultado negativo consecutivo, após uma retração de 0,2% no mês anterior.

Os juros elevados afetam principalmente setores dependentes de crédito, como construção, comércio de bens duráveis e parte da indústria. Empresas também enfrentam custos maiores para financiar estoques, máquinas, aquisições e expansões.

O enfraquecimento gradual da atividade é um dos canais usados pelo Banco Central para reduzir a inflação. Menor demanda diminui a capacidade das empresas de elevar preços e pode reduzir pressões sobre salários e serviços.

O Copom, contudo, precisa calibrar esse processo. Uma flexibilização rápida poderia reaquecer a demanda antes da convergência da inflação. A manutenção prolongada de juros elevados, por outro lado, amplia riscos de desaceleração excessiva, aumento da inadimplência e redução dos investimentos.

A decisão de agosto procura equilibrar essas duas forças: oferece uma redução marginal da restrição, mas utiliza a comunicação para impedir uma flexibilização mais ampla das condições financeiras.

Endurecimento pode pressionar juros futuros

Para o mercado financeiro, a reação tende a depender menos do corte anunciado e mais da perspectiva de manutenção da Selic em níveis elevados.

A linguagem mais dura pode provocar alta nos contratos de juros futuros, especialmente nos vencimentos de médio prazo. Esses ativos refletem as expectativas dos investidores para a trajetória da Selic e incorporam riscos fiscais, inflacionários e cambiais.

O real também pode receber algum suporte de uma política monetária mais restritiva, pois juros altos aumentam a atratividade relativa dos ativos brasileiros. Esse efeito, contudo, depende do cenário externo, do risco fiscal e do comportamento dos fluxos internacionais.

Na Bolsa, o impacto não é uniforme. Empresas endividadas, varejistas, construtoras e companhias voltadas ao consumo tendem a ser mais sensíveis à perspectiva de juros elevados por mais tempo.

Bancos e empresas com elevada geração de caixa podem apresentar reações distintas. Para a renda fixa, o endurecimento preserva a atratividade dos títulos pós-fixados e pode elevar os prêmios exigidos nos papéis prefixados e indexados à inflação.

Focus projetava Selic de 13,75% no fim do ano

Antes da reunião, a mediana do Relatório Focus indicava Selic de 13,75% ao fim de 2026. A projeção pressupunha pelo menos mais uma redução de 0,25 ponto percentual após agosto.

O endurecimento do comunicado coloca essa estimativa sob revisão. Caso o mercado passe a considerar uma pausa prolongada, a projeção para dezembro poderá retornar a 14%.

As expectativas de inflação também permaneciam desconfortáveis. O Focus apontava IPCA de 5,03% para 2026 e de 4,22% para 2027.

A previsão para este ano vinha sendo reduzida, mas a estimativa para 2027 havia apresentado piora. Essa combinação sugere alívio nos preços correntes, sem melhora equivalente na percepção de médio prazo.

É justamente essa persistência que preocupa o Banco Central. Uma inflação menor no curto prazo não garante convergência sustentável se as expectativas de empresas e instituições financeiras continuarem acima da meta.

Reunião de setembro passa a ter possibilidade real de pausa

O Copom voltará a se reunir nos dias 15 e 16 de setembro. Até lá, serão divulgados novos indicadores de inflação, atividade econômica, emprego, crédito e expectativas.

A ata da reunião de agosto será importante para detalhar as razões do endurecimento e mostrar se houve discussão mais explícita sobre a interrupção do ciclo.

Também estarão no radar o comportamento do câmbio, a política fiscal, os preços do petróleo e os conflitos internacionais. Esses fatores podem alterar as projeções de inflação e reduzir ainda mais o espaço para cortes.

O movimento de agosto não representa uma reversão da política monetária, já que a Selic efetivamente caiu. A comunicação, no entanto, indica que a fase mais previsível do ciclo terminou.

Ao cortar os juros e simultaneamente elevar o grau de cautela, o Banco Central procurou evitar que a decisão fosse interpretada como autorização para uma sequência prolongada de reduções. O recado central é que novos cortes não estão garantidos e dependerão de evidências mais fortes de convergência da inflação.

LEIA MAIS

Copom Corta Selic Para 13,75% No Quinto Recuo Seguido Dos Juros - Gazeta Mercantil - Economia
Economia

Copom corta Selic para 13,75% no quinto recuo seguido dos juros

O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu nesta quarta-feira, 16 de setembro, a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano, prolongando pelo quinto encontro consecutivo...

Leia MaisDetails
Há 4 Anos, Lula E Bolsonaro Iniciavam Campanhas Que Definiriam A Eleição De 2022 - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Investimentos têm desempenhos diferentes nos governos Bolsonaro e Lula, aponta levantamento

A comparação entre os mercados financeiros nos governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva mostra resultados diferentes conforme o tipo de ativo e o período...

Leia MaisDetails
Redução Da Selic 2026: Governo Confia Em Corte De Juros Na Próxima Reunião Do Copom - Gazeta Mercantil
Política

Alckmin participa de encontro com empresários na Faria Lima nesta sexta-feira

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) participará na sexta-feira, 18 de setembro, de um encontro com empresários e clientes da Genial Investimentos na região da Faria Lima, em São...

Leia MaisDetails
Empresas Ampliam Venda De Dívidas Vencidas Enquanto Crédito Segue Caro-Gazeta Mercantil
Economia

Empresas ampliam venda de dívidas vencidas enquanto crédito segue caro

Empresas brasileiras estão recorrendo com mais frequência à venda de carteiras de crédito inadimplente para transformar recebíveis de difícil recuperação em liquidez imediata. O mercado movimentou R$ 17...

Leia MaisDetails
Banco Mundial Nomeia Nobel Michael Kremer Como Novo Economista-Chefe-Gazeta Mercantil
Economia

Banco Mundial nomeia Nobel Michael Kremer como novo economista-chefe

O Banco Mundial nomeou nesta quarta-feira, 16 de setembro, o economista americano Michael Kremer, vencedor do Prêmio de Economia de 2019, para os cargos de economista-chefe do Grupo...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

06:44:57
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Flávio Bolsonaro Usou Recentemente Apartamento Que Pertenceu A Cunhado De Vorcaro
Política

Flávio Bolsonaro usou recentemente apartamento que pertenceu a cunhado de Vorcaro

Leia MaisDetails
Copom Corta Selic Para 13,75% No Quinto Recuo Seguido Dos Juros - Gazeta Mercantil - Economia
Economia

Copom corta Selic para 13,75% no quinto recuo seguido dos juros

Leia MaisDetails
Lvmh Perde Mais De €250 Bilhões Em Valor De Mercado Desde 2023-Gazeta Mercantil
Empresas

LVMH perde mais de €250 bilhões em valor de mercado desde 2023

Leia MaisDetails
Brb Recebe R$ 376 Milhões Da Xp Por Créditos Ligados Ao Banco Master-Gazeta Mercantil
Empresas

BRB (BSLI3; BSLI4) recebe R$ 376 milhões da XP por ativos ligados ao Banco Master

Leia MaisDetails
Lula - Gazeta Mercantil
Política

Lula diz que Flávio Bolsonaro participou da aprovação de Kassio e Mendonça no STF

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Flávio Bolsonaro usou recentemente apartamento que pertenceu a cunhado de Vorcaro

Copom corta Selic para 13,75% no quinto recuo seguido dos juros

LVMH perde mais de €250 bilhões em valor de mercado desde 2023

BRB (BSLI3; BSLI4) recebe R$ 376 milhões da XP por ativos ligados ao Banco Master

Lula diz que Flávio Bolsonaro participou da aprovação de Kassio e Mendonça no STF

Banco do Brasil (BBAS3): JPMorgan corta preço-alvo para R$ 22 e reduz projeções de lucro

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP