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Fim da Escala 6×1 e Mandato de 5 Anos: As Prioridades do Senado para 2026

por Carlos Menezes - Repórter de Política
23/01/2026 às 18h49
em Política, Destaque, Notícias
Fim-Da-Escala-6X1-Mandato-5-Anos-Pauta-Senado-2026 - Gazeta Mercamtil

Fim da escala 6×1 e mandato de 5 anos: As pautas bombas que definirão o ano legislativo no Senado

O retorno dos trabalhos no Congresso Nacional, marcado oficialmente para o dia 2 de fevereiro, promete inaugurar um dos períodos mais intensos de debate legislativo da última década. No Senado Federal, a agenda está carregada de temas estruturais que tocam diretamente na vida do cidadão comum e na arquitetura do poder estatal. Entre as 19 Propostas de Emenda à Constituição (PECs) prontas para deliberação, duas se destacam pelo potencial sísmico na economia e na política: a reforma eleitoral que propõe mandatos de cinco anos e, principalmente, a PEC que determina o fim da escala 6×1, reduzindo a jornada de trabalho semanal.

A expectativa de apreciação dessas matérias coloca o Senado no centro das atenções nacionais. A pressão social por mudanças nas relações trabalhistas, combinada com o desejo da classe política de rever as regras do jogo eleitoral, cria um cenário de negociações complexas para o presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

Nesta análise aprofundada, a Gazeta Mercantil disseca os detalhes técnicos, os impactos econômicos e os trâmites legislativos necessários para a aprovação do fim da escala 6×1 e das demais mudanças constitucionais que estão na mesa.

O Fim da Escala 6×1: Uma Revolução nas Relações de Trabalho

A proposta de maior apelo popular e impacto direto no setor produtivo é, sem dúvida, a PEC 48/2015. O texto, que já recebeu o aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), propõe uma alteração drástica no Artigo 7º da Constituição Federal. O objetivo central é o fim da escala 6×1, modelo vigente onde o trabalhador atua por seis dias consecutivos para ter apenas um dia de descanso.

A PEC estabelece a redução da jornada semanal máxima de trabalho das atuais 44 horas para 36 horas. Na prática, isso institui a semana de trabalho de quatro dias ou, mais especificamente, a escala 5×2, garantindo dois dias consecutivos de descanso remunerado, preferencialmente aos finais de semana.

Impactos Econômicos e Transição

Para o setor empresarial e para os trabalhadores, a dúvida reside na implementação. O texto da PEC do fim da escala 6×1 prevê uma transição gradual ao longo de quatro anos. Essa “rampa de implementação” foi desenhada para permitir que as empresas ajustem seus quadros de funcionários, escalas de produção e custos operacionais sem choques abruptos.

Um ponto crucial da proposta é a manutenção da irredutibilidade salarial. Ou seja, a redução da carga horária não poderá vir acompanhada de cortes nos vencimentos. O autor da proposta, senador Paulo Paim (PT-RS), argumenta que o fim da escala 6×1 tende a melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzir o absenteísmo e aumentar a produtividade, alinhando o Brasil a tendências globais de bem-estar laboral.

No entanto, o debate no plenário deverá ser acalorado. Setores intensivos em mão de obra, como comércio, serviços e indústria, calculam o impacto nos custos de folha de pagamento. A discussão sobre o fim da escala 6×1 não é apenas sobre horas trabalhadas, mas sobre a competitividade da economia brasileira e a geração de novos postos de trabalho para cobrir as lacunas de escala.

A Reforma Política: Fim da Reeleição e Mandatos de 5 Anos

Enquanto a sociedade discute a jornada de trabalho, os corredores de Brasília fervem com a PEC 12/2022. Esta proposta altera o sistema político-eleitoral brasileiro de forma profunda. O texto prevê o fim da reeleição para cargos no Poder Executivo (presidente da República, governadores e prefeitos) no mandato imediatamente seguinte.

Em contrapartida ao fim da reeleição, a proposta amplia a duração dos mandatos de quatro para cinco anos. a lógica defendida pelo relator na CCJ, senador Marcelo Castro (MDB-PI), é que um mandato de cinco anos sem a preocupação imediata com a reeleição permite ao gestor focar na administração pública, reduzindo o uso da máquina estatal para fins eleitorais e estimulando a renovação política.

Unificação das Eleições e Mudanças no Senado

A PEC não para no Executivo. Ela propõe a unificação das eleições gerais e municipais a partir de 2034. Hoje, o Brasil vive em “eterno clima eleitoral”, com pleitos a cada dois anos. A unificação visa reduzir custos logísticos da Justiça Eleitoral e permitir janelas maiores de estabilidade para a implementação de políticas públicas.

Para o Senado, as mudanças seriam ainda mais drásticas. O mandato dos senadores, atualmente de oito anos, seria reduzido para cinco anos, alinhando-se aos demais cargos. Além disso, a proposta prevê que todos os 81 senadores sejam eleitos no mesmo pleito a partir de 2039, acabando com a renovação alternada de um terço e dois terços da Casa.

O Rito Legislativo: O Caminho das Pedras

Aprovar mudanças constitucionais como o fim da escala 6×1 ou o fim da reeleição exige um esforço político hercúleo. Diferente de leis ordinárias, as PECs (Propostas de Emenda à Constituição) possuem um rito rígido.

Para avançarem e serem promulgadas, essas propostas precisam do apoio de três quintos dos parlamentares em dois turnos de votação em cada uma das Casas Legislativas.

  • No Senado: São necessários 49 votos favoráveis (de um total de 81 senadores).

  • Na Câmara: São necessários 308 votos favoráveis (de um total de 513 deputados).

Além do quórum qualificado, o regimento do Senado impõe um tempo de maturação. Antes do primeiro turno, a proposta deve passar por cinco sessões de discussão em plenário. Antes do segundo turno, são exigidas mais três sessões. Esse intervalo serve para negociações políticas e ajustes de texto. Portanto, embora o fim da escala 6×1 esteja apto para a pauta, sua aprovação não será imediata nem automática.

Pauta Feminina e Direitos Humanos

A agenda do Senado para 2026 também contempla avanços institucionais na equidade de gênero. A PEC 38/2015, de autoria da deputada Luiza Erundina, volta ao debate com o objetivo de garantir a representação proporcional de homens e mulheres nas Mesas Diretoras e comissões do Congresso Nacional.

A proposta busca corrigir uma distorção histórica. Apesar de serem a maioria do eleitorado, as mulheres ainda são sub-representadas nos espaços de comando do Legislativo. O texto assegura, no mínimo, uma vaga para cada sexo nesses colegiados, forçando os partidos a darem visibilidade às suas parlamentares.

Na área penal e de direitos humanos, destaca-se a PEC 54/2023. A proposta torna imprescritível o crime de tráfico de pessoas. Uma emenda aprovada na CCJ ampliou o escopo para abranger vítimas de qualquer idade, endurecendo o combate à exploração sexual e laboral, especialmente de mulheres, crianças e adolescentes.

Transparência e Outras Pautas Econômicas

O princípio da transparência ganha força com a PEC 1/2019, que torna obrigatório o voto aberto nas eleições das Mesas Diretoras do Congresso. Atualmente, a votação para presidente do Senado e da Câmara é secreta, o que muitas vezes esconde acordos políticos do escrutínio público.

Além das pautas de costume e estrutura, o Senado deve se debruçar sobre temas econômicos diversos que aguardam definição de pauta pelo presidente Davi Alcolumbre. Entre eles:

  • CIDE: Novas regras para a distribuição de recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico.

  • Fundos Públicos: Regulação do funcionamento de fundos estatais.

  • Magistratura: A polêmica proposta de valorização por tempo de serviço de magistrados e membros do Ministério Público (conhecida como PEC do Quinquênio), que tem impacto fiscal relevante.

O Desafio da Articulação Política

A inclusão do fim da escala 6×1 na pauta prioritária coloca o Senado em sintonia com as ruas, mas em possível rota de colisão com lobbies empresariais. A habilidade de Davi Alcolumbre em pautar esses temas será testada. O presidente do Senado precisará equilibrar a pressão popular por melhores condições de trabalho com a necessidade de manter um ambiente de negócios favorável.

A PEC do fim da escala 6×1 surge como um teste de fogo para a base governista e para a oposição. Enquanto a esquerda tende a apoiar a medida como uma conquista trabalhista histórica, a direita liberal deve focar nos custos e na liberdade de negociação entre patrões e empregados. O centro, fiel da balança, decidirá o destino da jornada de trabalho no Brasil.

Análise: O Que Esperar de 2026?

O ano legislativo que se inicia em 2 de fevereiro será definidor. A coincidência de pautas como a reforma política (mandato de 5 anos) e a reforma trabalhista (fim da escala 6×1) indica um Congresso disposto a deixar um legado reformista.

No entanto, o tempo político é curto. Com a proximidade das eleições futuras e a complexidade dos temas, a janela de oportunidade para aprovar o fim da escala 6×1 é estreita. Se aprovada, a medida alterará a rotina de milhões de brasileiros, reconfigurando o lazer, o consumo e a dinâmica familiar.

O Senado Federal tem em mãos a caneta para reescrever o contrato social brasileiro. Se a PEC do fim da escala 6×1 avançar, o Brasil dará um passo ousado na direção da redução de jornada, um movimento que já ganha força na Europa e em projetos piloto ao redor do mundo. Resta saber se haverá os 49 votos necessários para transformar a proposta em realidade constitucional.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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