quinta-feira, 17 de setembro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Mercados Ibovespa

Ibovespa bate recorde e supera 157 mil pontos com alta de 1,6%

por Gabriel Monteiro
12/11/2025 às 03h18
em Ibovespa
Ibovespa Bate Recorde E Supera 157 Mil Pontos Com Alta De 1,6% - Gazeta Mercantil - Economia

Ibovespa bate novo recorde e supera 157 mil pontos com fluxo estrangeiro em alta

O Ibovespa iniciou a semana em ritmo acelerado e cravou um novo recorde histórico, encerrando a segunda-feira (11) com alta de 1,60%, aos 157.748 pontos. O índice da B3 engatou sua 15ª alta consecutiva, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro e pelo otimismo com o cenário econômico global. No intradia, chegou a 158.451 pontos, a maior marca já registrada na história do mercado acionário brasileiro.

O desempenho expressivo aproxima a Bolsa brasileira de uma sequência inédita: o recorde absoluto de 17 pregões consecutivos de valorização, registrado na década de 1990, no período de euforia pós-estabilização do Plano Real.

O avanço reflete uma combinação de fatores: a retomada do apetite por risco em economias emergentes, a melhora do ambiente político e fiscal no Brasil e o otimismo com a possibilidade de um acordo fiscal nos Estados Unidos, somado à trégua na disputa tarifária com a China.

Um rali histórico na B3

O Ibovespa recorde consolida um dos maiores ciclos de valorização já observados no mercado brasileiro. Em apenas um dia, o índice subiu mais de 2.700 pontos, sustentado por altas expressivas em papéis de peso e forte entrada de capital internacional.

Entre as principais altas do pregão estiveram MRSA5B (+27,66%), TKNO4 (+21,39%), Braskem (+17,74%) e Movida (+16,48%). A valorização também foi reforçada por grandes companhias que compõem o núcleo do índice, como Petrobras (+2,97%), B3 (+3,43%) e Cosan (+8,27%).

O movimento confirma o retorno do investidor global ao mercado latino-americano, com o Brasil ocupando papel central como o principal destino dos fluxos para emergentes.

O papel do investidor estrangeiro

A alta do Ibovespa recorde tem sido fortemente ancorada pelos investidores internacionais. A percepção de que o Brasil se mantém como uma das economias mais estáveis da região, aliada à valorização moderada do real e à atratividade das empresas brasileiras em dólar, impulsionou a entrada de recursos externos nas últimas semanas.

Os dados mais recentes da B3 apontam que o volume de capital estrangeiro líquido no mercado acionário ultrapassa R$ 15 bilhões em novembro, reforçando a tendência de recuperação iniciada no segundo semestre.

Enquanto isso, investidores locais ainda mantêm participação reduzida em Bolsa, o que, segundo analistas, amplia o potencial de alta. Qualquer fluxo adicional tende a acelerar o índice, dada a atual subalocação dos institucionais e pessoas físicas.

Fatores que impulsionam o otimismo

A escalada do Ibovespa recorde está diretamente relacionada à melhora das expectativas econômicas globais. A perspectiva de estabilidade nos juros americanos e o possível afrouxamento monetário em 2026 abriram espaço para uma migração de capitais em direção a mercados com maior retorno potencial.

Além disso, a trégua comercial entre Estados Unidos e China reduziu incertezas que vinham pressionando commodities e moedas emergentes. Essa combinação fortaleceu o real e impulsionou o apetite por ações brasileiras ligadas à exportação e ao consumo doméstico.

No plano interno, o compromisso com o equilíbrio fiscal e a manutenção de políticas de controle da inflação reforçam a confiança dos investidores. O mercado também reagiu positivamente à sinalização de estabilidade na política monetária do Banco Central, que mantém a Selic em 15% ao ano, com viés de queda gradual a partir de 2026.

Setores que mais se beneficiaram

O movimento de alta foi disseminado entre diversos setores, mas com destaque para commodities, energia, financeiro e consumo. O setor de petróleo foi impulsionado pela recuperação das cotações internacionais, enquanto as ações de bancos e varejistas reagiram ao aumento da liquidez e à percepção de risco reduzido.

Empresas ligadas à infraestrutura e transportes também registraram ganhos expressivos, impulsionadas pela expectativa de retomada de investimentos em obras e concessões.

Já o segmento de tecnologia, ainda pequeno no Brasil, começou a atrair atenção de gestores globais, principalmente em empresas listadas com alta correlação com o avanço da digitalização e do e-commerce.

Comparativo histórico

O Ibovespa recorde de 157.748 pontos representa um salto de quase 45% em relação ao mesmo período do ano anterior. A marca histórica supera com folga o último pico, registrado em 2024, quando o índice havia encerrado o ano em 115 mil pontos.

A trajetória de valorização da Bolsa tem sido sustentada por fundamentos sólidos: lucros corporativos em alta, fluxo estrangeiro consistente e melhora gradual da percepção de risco-país. O movimento é comparado ao rali dos anos 1990, que marcou o início de um novo ciclo econômico após o Plano Real.

Perspectivas para os próximos meses

Mesmo após a sequência de 15 altas consecutivas, analistas avaliam que não há sinais de esgotamento do movimento. O consenso é de que o mercado continua “barato em dólar” e ainda apresenta potencial de valorização diante da perspectiva de corte nos juros e continuidade do fluxo estrangeiro.

Embora seja possível algum ajuste técnico, a expectativa predominante é de que eventuais correções sejam rapidamente absorvidas por novos compradores. O sentimento predominante entre os gestores é de otimismo cauteloso, com atenção às movimentações da economia global e à política fiscal brasileira.

Riscos e pontos de atenção

Apesar do ambiente positivo, o mercado mantém atenção a fatores de risco que podem limitar o avanço do Ibovespa recorde. Entre eles, a evolução das negociações fiscais nos Estados Unidos, a retomada das exportações chinesas e a volatilidade do petróleo.

Internamente, o cenário fiscal segue no radar. Qualquer ruído em torno do cumprimento da meta de resultado primário ou da trajetória da dívida pública pode afetar a confiança do investidor estrangeiro.

Além disso, a dependência do Brasil em relação ao fluxo externo deixa a Bolsa suscetível a movimentos bruscos de aversão ao risco global, como mudanças nas políticas monetárias das grandes economias.

Um mercado de oportunidades

Para investidores de longo prazo, o momento é visto como uma oportunidade de exposição ao mercado brasileiro. Com a moeda nacional valorizada e a inflação controlada, o ambiente macroeconômico oferece condições favoráveis à expansão das empresas listadas.

A valorização recente também atraiu atenção de fundos internacionais de pensão e soberanos, que ampliaram posições em setores estratégicos, como energia renovável, infraestrutura, agronegócio e tecnologia financeira.

O avanço do Ibovespa recorde reforça o papel da B3 como principal plataforma de investimentos da América Latina e sinaliza a consolidação do Brasil como destino prioritário de capital de risco em 2025.

O Ibovespa recorde de 157.748 pontos marca um novo capítulo na história do mercado financeiro brasileiro. O desempenho extraordinário reflete a força dos fluxos internacionais, a melhora da confiança doméstica e a percepção de que o Brasil volta ao radar dos grandes investidores globais.

A trajetória recente confirma a solidez da economia e o potencial de valorização do mercado acionário nacional. Com fundamentos mais robustos e ambiente político mais previsível, a Bolsa brasileira se aproxima de um novo ciclo de crescimento sustentado, consolidando-se como uma das mais promissoras entre os emergentes.

LEIA MAIS

Governo Volta A Discutir Tributação De Lci E Lca E Reacende Alerta Sobre Custo Do Crédito Imobiliário-Gazeta Mercantil
Economia

Selic a 13,75%: veja quanto rendem CDI, IPCA+, CDB, LCI e LCA

A redução da Selic para 13,75% ao ano mudou pouco, por enquanto, a principal característica do mercado brasileiro de renda fixa: aplicações conservadoras continuam oferecendo retornos nominais elevados....

Leia MaisDetails
Copom Corta Selic Para 13,75% No Quinto Recuo Seguido Dos Juros - Gazeta Mercantil - Economia
Economia

Copom corta Selic para 13,75% no quinto recuo seguido dos juros

O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu nesta quarta-feira, 16 de setembro, a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano, prolongando pelo quinto encontro consecutivo...

Leia MaisDetails
Há 4 Anos, Lula E Bolsonaro Iniciavam Campanhas Que Definiriam A Eleição De 2022 - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Investimentos têm desempenhos diferentes nos governos Bolsonaro e Lula, aponta levantamento

A comparação entre os mercados financeiros nos governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva mostra resultados diferentes conforme o tipo de ativo e o período...

Leia MaisDetails
Empresas Ampliam Venda De Dívidas Vencidas Enquanto Crédito Segue Caro-Gazeta Mercantil
Economia

Empresas ampliam venda de dívidas vencidas enquanto crédito segue caro

Empresas brasileiras estão recorrendo com mais frequência à venda de carteiras de crédito inadimplente para transformar recebíveis de difícil recuperação em liquidez imediata. O mercado movimentou R$ 17...

Leia MaisDetails
Banco Mundial Nomeia Nobel Michael Kremer Como Novo Economista-Chefe-Gazeta Mercantil
Economia

Banco Mundial nomeia Nobel Michael Kremer como novo economista-chefe

O Banco Mundial nomeou nesta quarta-feira, 16 de setembro, o economista americano Michael Kremer, vencedor do Prêmio de Economia de 2019, para os cargos de economista-chefe do Grupo...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL MERCADO AGORA

11:13:11
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Governo Volta A Discutir Tributação De Lci E Lca E Reacende Alerta Sobre Custo Do Crédito Imobiliário-Gazeta Mercantil
Economia

Selic a 13,75%: veja quanto rendem CDI, IPCA+, CDB, LCI e LCA

Leia MaisDetails
Percepção De Envolvimento De Aliados De Bolsonaro No Caso Master Sobe 12,9 Pontos, Diz Atlas
Política

Percepção de envolvimento de aliados de Bolsonaro no caso Master sobe 12,9 pontos, diz Atlas

Leia MaisDetails
Flávio Bolsonaro Usou Recentemente Apartamento Que Pertenceu A Cunhado De Vorcaro
Política

Flávio Bolsonaro usou recentemente apartamento que pertenceu a cunhado de Vorcaro

Leia MaisDetails
Copom Corta Selic Para 13,75% No Quinto Recuo Seguido Dos Juros - Gazeta Mercantil - Economia
Economia

Copom corta Selic para 13,75% no quinto recuo seguido dos juros

Leia MaisDetails
Lvmh Perde Mais De €250 Bilhões Em Valor De Mercado Desde 2023-Gazeta Mercantil
Empresas

LVMH perde mais de €250 bilhões em valor de mercado desde 2023

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Selic a 13,75%: veja quanto rendem CDI, IPCA+, CDB, LCI e LCA

Percepção de envolvimento de aliados de Bolsonaro no caso Master sobe 12,9 pontos, diz Atlas

Flávio Bolsonaro usou recentemente apartamento que pertenceu a cunhado de Vorcaro

Copom corta Selic para 13,75% no quinto recuo seguido dos juros

LVMH perde mais de €250 bilhões em valor de mercado desde 2023

BRB (BSLI3; BSLI4) recebe R$ 376 milhões da XP por ativos ligados ao Banco Master

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP