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Home Economia

INSS detecta irregularidades no M Fácil Consignado e Credcesta com indícios de fraude

por Álvaro Lima - Repórter de Economia
05/03/2026 às 11h37
em Economia, Destaque, Notícias
Inss - Gazeta Mercantil

INSS – Créditos: depositphotos.com / rafapress

INSS identifica novas irregularidades no M Fácil e Credcesta com indícios de fraude em consignados

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) detectou irregularidades em produtos de crédito consignado ofertados pelo Banco Master, como o M Fácil Consignado e o Credcesta, levantando indícios de fraudes e práticas irregulares que colocam aposentados e pensionistas em risco. A descoberta, realizada até a semana passada, evidencia falhas na fiscalização de contratos e amplia a investigação sobre a atuação dessas instituições no mercado de consignados.

Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, o M Fácil apresenta características similares ao Credcesta, um produto criado em 2018 por Augusto Lima e posteriormente expandido pelo Master, onde Lima se associou a Daniel Vorcaro. Ambos os produtos passaram a ser oferecidos a beneficiários do INSS, incluindo aposentados e pensionistas, por meio de modalidades de crédito com operação irregular e ausência de amparo legal claro.

Contratos irregulares e indícios de fraude

A análise do INSS identificou duplicidade de nomes em contratos, omissão de juros cobrados e falta de assinatura que permita a validação mínima do consignado. Para o INSS, é como se M Fácil Consignado e Credcesta não existissem, porque só autorizamos consignado em contrato específico do segurado com a instituição financeira”, explicou Waller Júnior.

Essas práticas levantam suspeitas de cobrança indevida e até de juros sobre juros, gerando prejuízos aos beneficiários. Os contratos do Credcesta serão cancelados devido à falta de transparência nos termos e na transferência de créditos entre modalidades sem clareza sobre taxas de juros adotadas.

A detecção das irregularidades do M Fácil iniciou uma apuração ainda em curso, conduzida pelo INSS em conjunto com a CGU (Controladoria-Geral da União), com comunicação a outros órgãos de controle. Os contratos analisados não permitem verificar a autenticidade de assinaturas eletrônicas nem detalhar valores ou taxas, o que reforça a gravidade dos indícios de fraude.

Master e a defesa institucional

Em nota, a defesa do Master afirmou que o banco respeitou as normas e procedimentos do INSS, incluindo formalização, identificação do contratante e comprovação de consentimento. Apesar disso, o Banco Central, responsável pelo processo de liquidação do Master, não respondeu aos questionamentos sobre a investigação.

O histórico do Master mostra que entre setembro de 2020 e setembro de 2025, a instituição operou em todas as linhas de consignados do INSS por meio de acordo de cooperação técnica com o governo federal. Entretanto, diante da iminente crise do banco e das suspeitas de fraudes, o acordo deixou de ser renovado, resultando no descredenciamento do Master para a operação de créditos e benefícios consignados.

Transformações do M Fácil no mercado

Após a suspensão, o M Fácil passou a ser divulgado como empréstimo pessoal, com valores que variam de R$ 150 a R$ 1.500, sem utilizar a palavra “consignado. Antes, oferecia benefícios adicionais, como descontos em farmácias, mas a mudança reflete uma tentativa de manter operações enquanto investigações avançam.

O Credcesta, considerado similar ao M Fácil pelo INSS, havia sido permitido a aposentados e pensionistas a partir de uma medida provisória de 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). O produto também possuía contratos de exclusividade com governos estaduais, como a Bahia, expandindo-se nacionalmente para 24 estados e 176 municípios até o final de 2024.

Operações e prisões na esfera criminal

O desdobramento das investigações levou à prisão de Daniel Vorcaro e Augusto Lima em 17 de novembro, durante uma fase da investigação que apura fraudes na venda de carteiras de crédito para o BRB (Banco de Brasília). O esquema suspeito envolvia a simulação de criação de carteiras sem lastro financeiro, colocando beneficiários do INSS em situação de vulnerabilidade.

Recentemente, Vorcaro voltou a ser preso na Operação Compliance Zero, que apontou a existência de um grupo voltado à vigilância e intimidação de desafetos, reforçando o caráter estruturado das irregularidades detectadas.

Riscos para aposentados e pensionistas

Especialistas em direito previdenciário alertam que operações como as do M Fácil e Credcesta podem gerar comprometimento financeiro significativo aos beneficiários. Quando há migração de crédito para o consignado com irregularidades, não há autonomia para verificação. É impossível checar juros indevidos, quebras de sigilo bancário ou descontos não autorizados”, explicou Waller Júnior.

O cenário evidencia a necessidade de atenção redobrada de aposentados e pensionistas ao contratar produtos de crédito consignado, bem como de monitoramento mais rigoroso por parte do INSS e órgãos de controle.

Perspectiva regulatória e impactos no mercado

A situação dos produtos M Fácil e Credcesta coloca em evidência falhas regulatórias e lacunas na fiscalização de consignados. A atuação do INSS, em parceria com a CGU e outros órgãos, tem se mostrado crucial para identificar fraudes e proteger beneficiários. A expectativa é de que medidas preventivas e cancelamentos de contratos irregulares reforcem a disciplina no mercado de crédito consignado.

O descredenciamento do Master também impacta a concorrência no setor, reduzindo a oferta de crédito consignado e incentivando a entrada de instituições financeiras mais transparentes e alinhadas às normas do INSS.

Foco na proteção do segurado

A prioridade do INSS, conforme destacou Waller Júnior, é garantir que os benefícios sejam concedidos de maneira correta, com contratos claros, taxas de juros transparentes e segurança jurídica para os aposentados e pensionistas. A investigação em curso pretende esclarecer a extensão das irregularidades e responsabilizar os envolvidos criminalmente, prevenindo novos casos de fraude.

A situação reforça a importância de que instituições financeiras atuem dentro da legalidade e da ética, especialmente em produtos destinados a beneficiários vulneráveis. O M Fácil e o Credcesta servem como alerta para a necessidade de maior fiscalização, transparência e controle no mercado de crédito consignado.

Tags: aposentadosAugusto LimaBanco MasterCredcestacrédito consignado irregularDaniel VorcaroEconomiafraude em consignadoINSSM Fácil Consignadooperação financeira suspeitapensionistas

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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