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Home Política

Câmara aprova PL Antifacção após 6 versões

por Redação
19/11/2025 às 09h05
em Política, Destaque, Notícias
Câmara Aprova Pl Antifacção E Endurece Combate Às Facções - Gazeta Mercantil

Câmara aprova PL Antifacção e cria novo marco nacional contra o crime organizado

A Câmara dos Deputados aprovou, em sessão marcada por articulações intensas e sucessivas alterações de texto, o PL Antifacção, iniciativa que se consolidou como o principal instrumento legislativo já formulado para enfrentar facções criminosas no país. Após semanas de negociação com governadores, líderes partidários e setores técnicos, o projeto avançou com placar robusto: 370 votos a favor, 110 contrários e três abstenções. A votação encerra uma das etapas mais sensíveis da agenda legislativa voltada ao combate ao crime organizado, estabelecendo um arcabouço nacional de inteligência, repressão e reorganização das estruturas de investigação.

A aprovação do PL Antifacção representa uma resposta institucional ao aumento da influência territorial de grupos criminosos que operam com alto grau de violência, capacidade financeira e articulação interestadual. A iniciativa surge em um contexto no qual episódios ligados ao domínio territorial, ataques a serviços públicos, ações de sabotagem e práticas associadas ao chamado “novo cangaço” ampliaram a pressão sobre o Legislativo para aprovar medidas estruturais. A Câmara buscou um texto que preservasse equilíbrio federativo, garantisse autonomia das forças policiais e, ao mesmo tempo, desse unidade às ações contra facções.

Com seis versões antes da redação final, o PL Antifacção foi costurado de forma a conciliar demandas da União, dos estados e dos municípios. O presidente da Casa, Hugo Motta, destacou que o avanço do projeto não deve ser interpretado como vitória partidária, mas como uma reação do país à escalada da violência. O relator, Guilherme Derrite, fez ajustes estratégicos ao texto para reduzir atritos com a base governista e evitar disputas sobre protagonismo institucional.

Arcabouço nacional contra facções: o eixo central da proposta

O texto aprovado estabelece a estrutura de um sistema nacional de enfrentamento às facções criminosas, organizando instrumentos de inteligência, mecanismos de intervenção em empresas usadas em operações ilícitas, novas tipificações penais e regras mais duras para líderes envolvidos em crimes de alta periculosidade. Trata-se da primeira vez que o Congresso estabelece, em um único projeto, diretrizes articuladas para enfrentar organizações que operam de maneira ultraviolenta e com capilaridade interestadual.

O PL Antifacção fortalece a cooperação entre órgãos federais e estaduais, sem retirar da Polícia Federal a competência investigativa que havia sido motivo de preocupação da base do governo. O texto mantém a centralidade da PF e apenas determina comunicação com autoridades estaduais quando houver operações conjuntas, evitando sobreposição de ações e garantindo melhor coordenação territorial.

Entre os pilares da proposta, destacam-se:

  • criação de instrumentos específicos de inteligência;

  • aprimoramento das tipificações penais relacionadas a domínio territorial e sabotagem;

  • políticas de intervenção em empresas utilizadas para lavagem de dinheiro;

  • endurecimento da execução penal para líderes de facções;

  • regras mais rígidas de regime, sem benefícios indiretos como auxílio-reclusão para dependentes de criminosos;

  • criação de mecanismos para bloquear bens físicos, digitais e financeiros.

Ao estabelecer esses parâmetros, o PL Antifacção amplia a capacidade do Estado de neutralizar a estrutura operacional e financeira das organizações criminosas, reduzindo sua força econômica e dificultando a expansão territorial.

Novas tipificações penais: domínio territorial, ataques e sabotagem

O avanço das facções pelo território brasileiro impulsionou a formulação de novos tipos penais específicos. O PL Antifacção define com mais clareza práticas como domínio de áreas urbanas, ataques deliberados a forças de segurança, sequestro de aeronaves e sabotagem a serviços públicos essenciais. Esses crimes passam a integrar um conjunto de condutas que, ao serem tipificadas, permitem punições mais severas e atuação mais rápida dos órgãos de investigação.

A menção ao “novo cangaço”, prática caracterizada por ataques fortemente armados a cidades e instituições financeiras, é inédita em projetos dessa natureza. A incorporação desse fenômeno ao texto revela o grau de preocupação com ações que, nos últimos anos, desafiaram a capacidade de resposta das forças policiais em diferentes regiões do país.

Ao consolidar esse conjunto de tipificações, o PL Antifacção transforma ameaças que, até então, eram tratadas em legislações fragmentadas, em crimes claros e equiparados a atos de intimidação coletiva de alto potencial destrutivo.

Endurecimento das penas e bloqueio patrimonial

Um dos pontos mais sensíveis do projeto é o agravamento das penas. A proposta estabelece mínimo de 20 anos e máximo de até 40 anos, podendo chegar a 66 anos para líderes de organizações criminosas. Esse limite ampliado busca atingir diretamente as chefias das facções, que muitas vezes continuam a comandar atividades ilícitas de dentro dos presídios, inclusive de unidades estaduais.

Além disso, o PL Antifacção cria medidas assecuratórias que facilitam o sequestro de bens, indisponibilidade de ativos e bloqueio de patrimônio vinculado ao crime organizado. Empresas usadas para lavagem de dinheiro poderão ser colocadas sob intervenção, permitindo que atividades lícitas sejam recuperadas e dissociadas do controle das facções.

A ampliação dos instrumentos de bloqueio patrimonial reforça a percepção de que o combate ao crime organizado deve priorizar a asfixia financeira dos grupos criminosos. Ao atingir as fontes de renda, o Estado reduz a capacidade de autofinanciamento das atividades ilícitas.

Execução penal mais rígida e presídios federais como destino para lideranças

Outro eixo da proposta é o fortalecimento da execução penal. O PL Antifacção prevê que líderes de facções serão submetidos a cumprimento de pena em presídios federais de segurança máxima. O objetivo é interromper a cadeia de comando existente em penitenciárias estaduais, onde muitos grupos mantêm controle sobre alas, módulos e até sobre as comunidades do entorno.

O texto também restringe benefícios de progressão de regime e vedação ao auxílio-reclusão quando houver envolvimento direto com organização criminosa. A intenção é diminuir incentivos indiretos e reduzir o impacto das redes familiares que, em alguns casos, são utilizadas para movimentar valores ou transmitir ordens a partir dos presídios.

Essa alteração reforça o caráter estrutural do PL Antifacção: atacar o crime organizado pela raiz, reduzindo sua capacidade de reconstituição e reorganização dentro do sistema prisional.

Novos procedimentos para agilizar investigações e julgamentos

Para acelerar processos e reduzir custos operacionais, o projeto inclui dispositivos como audiências de custódia por videoconferência, perdimento cautelar de bens ainda na fase de inquérito e definição de julgamentos em Varas Criminais Colegiadas para homicídios associados a facções.

A criação dessas varas colegiadas busca evitar situações de intimidação de jurados, comum em regiões dominadas por grupos criminosos. Ao deslocar a competência do Tribunal do Júri para magistrados especializados, o texto introduz um mecanismo de proteção institucional e agiliza a tramitação.

Essa modernização procedimental coloca o PL Antifacção em sintonia com demandas do sistema de justiça e amplia a eficiência no enfrentamento do crime organizado.

Banco Nacional de Organizações Criminosas Ultraviolentas

Um dos dispositivos de maior impacto do projeto é a criação do Banco Nacional de Membros de Organizações Criminosas Ultraviolentas, plataforma interoperável com bancos de dados estaduais. Trata-se de uma ferramenta de inteligência integrada, que permitirá rastrear membros, fluxos e ligações entre diferentes facções que atuam no território nacional.

A interoperabilidade é fundamental para o sucesso do PL Antifacção, já que muitas organizações operam em múltiplos estados, possuem ramificações interestaduais e, em alguns casos, mantêm conexões com grupos estrangeiros.

Fundos de segurança pública receberão os bens apreendidos, e, quando houver participação da PF, a destinação será ao Fundo Nacional de Segurança Pública, fortalecendo o financiamento das ações de combate.

A retirada da proposta antiterrorismo e seu impacto político

Apesar da força do texto, o PL Antifacção não incorporou o item relacionado ao enquadramento de traficantes como terroristas. A decisão ocorreu por determinação da Mesa Diretora, que barrou a apresentação do dispositivo antes da votação final. A inclusão era defendida por setores do Partido Liberal, mas não avançou.

A retirada do item antiterrorismo evitou uma disputa política que poderia comprometer o avanço da pauta principal. O relator havia manifestado preocupação de que esse acréscimo politizasse o texto, prejudicando a construção de consenso.

Mesmo sem o dispositivo, o PL avança como marco legislativo robusto. O debate sobre legislação antiterrorismo, no entanto, permanece vivo e deve ser retomado futuramente, conforme sinalizaram representantes de partidos da oposição.

Consolidação de um marco institucional contra o crime organizado

Com a aprovação, o PL Antifacção se torna o mais abrangente conjunto legislativo já aprovado para enfrentar facções no país. O texto moderniza instrumentos, reforça a cooperação federativa, cria mecanismos de inteligência e estabelece punições duras para líderes envolvidos em atividades de alto risco.

O marco aprovado pela Câmara reorganiza a capacidade do Estado de identificar, neutralizar e desarticular estruturas criminosas que desafiam a autoridade institucional e impactam diretamente a segurança pública em todas as regiões do Brasil.

A expectativa agora se volta para o Senado, onde o projeto deve ser analisado em sequência. A urgência da matéria, combinada com o amplo apoio obtido na Câmara, indica que a proposta seguirá tramitando com prioridade.

Tags: Banco Nacional de FacçõesCâmara dos Deputados PLcrime organizado.execução penal endurecidafacções criminosas Brasillegislação antifacçãopunições facções

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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