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13º do INSS começa a pagar segunda parcela nesta segunda; veja quem recebe

Pagamento do abono anual segue até 8 de junho, contempla cerca de 34,2 milhões de beneficiários e deve movimentar aproximadamente R$ 39 bilhões na economia.

por Antônio Lima
25/05/2026 às 13h26
em Trabalho
13º Do Inss - Gzt - Gazeta Mercantil

A segunda parcela do 13º do INSS começa a ser paga nesta segunda-feira, 25, a aposentados, pensionistas e segurados do Instituto Nacional do Seguro Social em todo o país. O calendário segue até 8 de junho, obedece ao número final do cartão de benefício e deve movimentar cerca de R$ 39 bilhões na economia brasileira, em uma nova rodada de antecipação do abono anual promovida pelo governo federal.

O pagamento do 13º do INSS será feito primeiro aos beneficiários que recebem até um salário mínimo. Para esse grupo, os depósitos seguem o número final do benefício, sem considerar o dígito verificador. A partir de 1º de junho, começam a receber os segurados com renda mensal acima do piso nacional.

Leia também: Greve da Caixa entra no sétimo dia com nova rodada de negociação

Neste ano, a antecipação do 13º do INSS alcança aproximadamente 34,2 milhões de pessoas, entre aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios previdenciários. A primeira parcela já havia sido liberada entre abril e maio. Agora, a segunda etapa conclui o pagamento do abono anual para quem tem direito ao benefício.

Pagamento começa por quem recebe até um salário mínimo

O calendário do 13º do INSS segue a lógica tradicional da Previdência Social. Os segurados que recebem até um salário mínimo entram primeiro na fila de pagamento, com liberação escalonada conforme o número final do benefício.

O número considerado é aquele que aparece antes do traço no cartão do benefício. O dígito verificador, que vem depois do traço, deve ser desconsiderado. Essa regra vale para aposentadorias, pensões e auxílios previdenciários pagos pelo INSS.

A organização por número final evita concentração de saques, reduz pressão sobre bancos e facilita a operacionalização dos depósitos. O modelo também permite que beneficiários acompanhem com antecedência a data em que o dinheiro será creditado.

Para quem recebe acima de um salário mínimo, o cronograma começa em 1º de junho e segue até 8 de junho. A divisão em etapas é usada todos os meses no calendário regular de benefícios e também vale para o pagamento do abono anual.

Segunda parcela pode vir menor por causa do Imposto de Renda

A segunda parcela do 13º do INSS costuma gerar dúvidas porque pode ter desconto de Imposto de Renda para beneficiários enquadrados nas regras de tributação. Na prática, a primeira parcela é liberada sem retenção do imposto, enquanto a segunda concentra os abatimentos legais.

O desconto depende da renda mensal do segurado e da faixa de tributação aplicável. Beneficiários dentro da faixa de isenção recebem o valor líquido sem retenção. Já aposentados e pensionistas com renda superior ao limite isento podem ter desconto na fonte.

Aposentados e pensionistas com mais de 65 anos contam com uma faixa adicional de isenção prevista na legislação. Esse benefício tributário reduz a base de cálculo do Imposto de Renda e pode diminuir o valor retido na segunda parcela.

O valor também pode variar para quem começou a receber benefício ao longo do ano. Nesses casos, o 13º do INSS é proporcional ao período em que o segurado teve direito à aposentadoria, pensão ou auxílio previdenciário.

Quem tem direito ao 13º do INSS

Têm direito ao 13º do INSS aposentados, pensionistas e segurados que recebem benefícios previdenciários temporários. A lista inclui, por exemplo, beneficiários de auxílio-doença, auxílio-reclusão e salário-maternidade.

O abono anual acompanha a lógica do 13º salário pago aos trabalhadores formais, mas é aplicado aos benefícios previdenciários. Para quem recebeu o benefício durante todo o ano-base, o valor tende a corresponder ao benefício mensal, dividido em duas parcelas.

Segurados que passaram a receber o benefício depois do início do ano não recebem o valor integral. O cálculo é proporcional aos meses em que houve direito ao pagamento, conforme as regras previdenciárias.

Nem todos os beneficiários vinculados ao INSS recebem o abono. Quem recebe o Benefício de Prestação Continuada, o BPC, não tem direito ao 13º do INSS, porque o BPC é um benefício assistencial, e não previdenciário.

BPC fica fora do pagamento do abono anual

A ausência do BPC no calendário do 13º do INSS é uma das principais dúvidas entre beneficiários. O Benefício de Prestação Continuada é pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda que atendem aos critérios legais, mas não prevê pagamento de 13º salário.

A diferença ocorre porque o BPC não exige contribuição prévia à Previdência Social. Por esse motivo, ele não segue todas as regras aplicáveis a aposentadorias, pensões e auxílios previdenciários.

A exclusão do BPC do abono anual é tema recorrente de debate público, especialmente entre entidades que defendem idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Até o momento, porém, não há previsão oficial de mudança imediata nas regras.

Para evitar erro de planejamento financeiro, beneficiários e familiares devem conferir o tipo de benefício recebido. A consulta pode ser feita pelos canais oficiais da Previdência.

Consulta pode ser feita pelo Meu INSS e pela Central 135

Os segurados podem consultar a segunda parcela do 13º do INSS pelo aplicativo Meu INSS, pelo site oficial da Previdência Social ou pela Central 135. Os canais informam data de pagamento, valor bruto, descontos e valor líquido a ser depositado.

No Meu INSS, a consulta pode ser feita pelo extrato de pagamento. O documento mostra o valor do benefício mensal, o valor do abono anual e eventuais retenções, como Imposto de Renda, quando aplicável.

A Central 135 continua disponível para segurados sem acesso à internet ou com dificuldade de uso dos canais digitais. Para obter informações, é necessário confirmar dados cadastrais, medida usada para reduzir riscos de fraude.

O governo recomenda que beneficiários tenham atenção redobrada com golpes. O INSS não solicita senhas, códigos bancários, depósitos prévios ou pagamentos para liberar o 13º do INSS. Mensagens recebidas por aplicativos, SMS ou e-mail devem ser verificadas com cautela.

Antecipação virou ferramenta recorrente de estímulo à economia

A antecipação do 13º do INSS ganhou força durante a pandemia de Covid-19, quando o governo federal passou a adiantar o abono para reforçar a renda das famílias e sustentar parte do consumo. Desde então, a prática foi mantida em diferentes anos.

Do ponto de vista fiscal, a antecipação não cria uma despesa nova. O governo apenas desloca para o primeiro semestre um pagamento que já ocorreria no segundo semestre. Ainda assim, o impacto sobre a atividade econômica pode ser expressivo.

A injeção de aproximadamente R$ 39 bilhões tende a elevar a circulação de dinheiro em um período de menor sazonalidade para o varejo. Parte relevante dos recursos costuma ser direcionada a gastos essenciais, como alimentação, medicamentos, contas domésticas e pagamento de dívidas.

O efeito é acompanhado por supermercados, farmácias, comércio popular, bancos e empresas de serviços. Como os beneficiários do INSS têm presença distribuída em todos os municípios do país, o dinheiro chega a economias locais de diferentes portes.

Interior deve sentir efeito mais forte dos pagamentos

O impacto do 13º do INSS costuma ser mais forte em cidades do interior, onde aposentadorias e pensões representam parcela elevada da renda disponível. Em muitos municípios, os benefícios previdenciários têm peso maior do que a arrecadação local e funcionam como motor de circulação financeira.

Essa dependência é mais visível em regiões com menor presença industrial, mercado formal de trabalho mais restrito e população envelhecida. Nessas localidades, o calendário de pagamentos do INSS influencia diretamente o movimento de lojas, farmácias, mercados, lotéricas e prestadores de serviços.

A segunda parcela também pode aliviar o orçamento de famílias endividadas. Parte dos segurados tende a usar o dinheiro para quitar contas atrasadas, renegociar débitos ou recompor despesas acumuladas nos primeiros meses do ano.

Bancos e instituições financeiras acompanham o calendário porque a entrada dos recursos pode reduzir inadimplência e abrir espaço para renegociação de crédito. Ao mesmo tempo, especialistas recomendam cautela com novas dívidas, especialmente em modalidades descontadas diretamente do benefício.

Varejo e serviços acompanham entrada dos recursos

A liberação do 13º do INSS ocorre em um momento em que o governo busca preservar o consumo das famílias como componente relevante da atividade econômica. A antecipação do abono aumenta a renda disponível no curto prazo e pode reforçar vendas em segmentos de consumo básico.

Supermercados, farmácias e comércio regional tendem a ser os primeiros a sentir o efeito dos pagamentos. Como grande parte dos aposentados e pensionistas destina renda a despesas essenciais, o dinheiro costuma circular rapidamente.

O setor de serviços também pode ser beneficiado, especialmente em áreas como saúde, reparos domésticos, transporte, alimentação fora de casa e pequenos prestadores locais. Em cidades menores, o pagamento previdenciário tem efeito mais concentrado e perceptível.

O impulso, porém, tem caráter temporário. Como o abono é antecipado, o reforço de renda que tradicionalmente chegaria no fim do ano deixa de ocorrer no mesmo volume. Essa mudança altera a distribuição do consumo ao longo do ano.

Adiantamento reduz reforço de renda no segundo semestre

A antecipação do 13º do INSS melhora o fluxo financeiro das famílias no primeiro semestre, mas reduz o impacto do abono no segundo semestre. Historicamente, o pagamento no fim do ano ajudava a movimentar compras de Natal, despesas escolares e compromissos típicos do período.

Com o adiantamento, parte desses recursos chega antes. Para beneficiários pressionados por dívidas, inflação de serviços ou gastos médicos, o pagamento antecipado pode ser usado para reorganizar o orçamento. Para o varejo de fim de ano, porém, o efeito pode ser menor.

Ainda assim, a estratégia tem sido mantida por governos recentes porque gera estímulo imediato à atividade econômica. A antecipação ajuda a sustentar consumo, melhora o caixa de famílias e amplia a circulação de renda em momento considerado relevante para o desempenho do primeiro semestre.

Para o segurado, o ponto central é planejar o uso do dinheiro. Como a segunda parcela pode ter desconto de Imposto de Renda, o valor líquido deve ser conferido antes de comprometer o recurso com novas despesas.

Calendário coloca Previdência no centro da economia local

A nova rodada do 13º do INSS reforça a importância da Previdência Social para a economia brasileira. O pagamento chega a milhões de famílias, movimenta comércio e serviços e tem efeito direto sobre o orçamento de municípios que dependem fortemente da renda de aposentados e pensionistas.

O calendário começa nesta segunda-feira, 25, para quem recebe até um salário mínimo, e avança até 8 de junho. Segurados com renda acima do piso nacional passam a receber a partir de 1º de junho, também conforme o número final do benefício.

Com cerca de 34,2 milhões de beneficiários contemplados e impacto estimado em R$ 39 bilhões, a segunda parcela do 13º do INSS consolida o abono anual como uma das principais fontes de circulação de renda do primeiro semestre.

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