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Home Economia

Cesta básica recua em capitais e alivia parte da inflação

por Redação
27/11/2025 às 10h33 - Atualizado em 14/05/2026 às 16h40
em Economia, Destaque, Notícias
Cesta Básica Recua Em Capitais E Alivia Parte Da Inflação - Gazeta Mercantil

Cesta básica recua em capitais e dá alívio pontual ao orçamento das famílias

Depois de meses marcados pela pressão inflacionária, especialmente em setembro, os preços da cesta básica começaram a mostrar sinais de alívio em outubro em boa parte do país. Levantamento da Cesta de Consumo Neogrid em parceria com o FGV/IBRE indica que cinco das oito capitais monitoradas registraram queda no custo médio dos itens essenciais, abrindo uma breve janela de fôlego para o consumidor em meio a um cenário ainda desafiador para o poder de compra.

Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília apresentaram recuo nos preços da cesta básica, com destaque para a capital paranaense, que registrou redução de 1,73% no custo médio. São Paulo ficou estável no mês, mas segue liderando a maior retração no acumulado de seis meses, com queda de 5,17%. Na outra ponta, Fortaleza teve ligeira alta de 0,11%, enquanto Manaus destoou do conjunto ao avançar 0,30% em outubro e acumular expressivo aumento de 12,20% em meio ano.

Esse quadro reforça que a cesta básica dá um alívio parcial ao orçamento em várias regiões, mas mantém focos de pressão relevantes, principalmente em mercados mais sensíveis a choques de oferta, custos logísticos e oscilações cambiais.


Capitais registram queda, mas movimento ainda é concentrado

A fotografia de outubro mostra que o recuo da cesta básica se espalhou por diferentes regiões, mas ainda sem um movimento nacional homogêneo. Em Curitiba, a redução de 1,73% reflete uma combinação de fatores que vão desde a normalização de oferta de determinados alimentos até a desaceleração pontual de itens impactados por safras mais favoráveis. Em Belo Horizonte, a queda de 1,12% também aponta para alívio no curto prazo, especialmente em produtos de consumo diário das famílias.

No Rio de Janeiro, o recuo de 1,14% na cesta básica vem após um período de forte pressão, marcado por oscilações nos preços de proteínas e derivados de grãos. Salvador, com queda de 0,92%, e Brasília, com recuo de 0,57%, completam o grupo de capitais em que o consumidor encontrou uma realidade ligeiramente menos pesada nas prateleiras dos supermercados.

Já São Paulo, principal mercado consumidor do país, teve estabilidade nos preços em outubro, mas acumula a maior retração semestral. A queda de 5,17% no período mostra que, apesar da volatilidade, houve algum ajuste na cesta básica paulista, beneficiando famílias que já vinham comprimindo consumo para caber no orçamento.


Manaus acende alerta com alta acumulada de mais de 12% em seis meses

Se o alívio pontual da cesta básica aparece em boa parte das capitais, Manaus segue em trajetória oposta. A alta de 0,30% em outubro pode parecer modesta à primeira vista, mas, somada ao acumulado de 12,20% em seis meses, revela um movimento de pressão persistente sobre o custo dos itens essenciais na capital amazonense.

Esse comportamento da cesta básica na região está associado a um conjunto de fatores estruturais. A distância em relação aos grandes centros produtores, a dependência maior de logística rodoviária e fluvial, os custos de transporte e armazenagem e a sensibilidade a variações cambiais ajudam a explicar por que choques de preços tendem a ser mais duradouros e intensos em Manaus.

Em paralelo, a renda média das famílias locais e o nível de informalidade no mercado de trabalho ampliam o impacto da alta de preços sobre o consumo diário. Quando a cesta básica sobe nesse ritmo, a tendência é que o consumidor substitua marcas, reduza volumes comprados e postergue o consumo de determinados itens, o que afeta não só a qualidade da alimentação, mas também o desempenho do comércio.


Processados e derivados de grãos seguem como vilões da cesta básica

Os dados da Cesta de Consumo Neogrid mostram que os maiores responsáveis pela pressão no semestre foram os produtos processados e os derivados de grãos. Margarina, óleo de soja, fubá e café estão entre os itens que mais subiram, em função de um conjunto de fatores: repasses de custos de insumos, energia e embalagens, além de impactos climáticos em safras e da valorização do dólar.

Essa composição ajuda a entender por que, mesmo com algum alívio em outubro, a cesta básica ainda é percebida como cara pelo consumidor. Processados e derivados representam uma fatia relevante do consumo cotidiano, especialmente em famílias que, pela falta de tempo e renda, recorrem com frequência a produtos prontos ou de preparo rápido. Qualquer ajuste de preços nesses itens é sentido imediatamente na ida ao supermercado.

O comportamento de commodities agrícolas, como soja e milho, também influencia diretamente esse segmento da cesta básica. Oscilações em mercados internacionais, aumento de custos logísticos e problemas climáticos locais podem rapidamente se traduzir em reajustes de margarina, óleo e fubá, comprimindo margens da indústria e pressionando o consumidor na ponta.


Itens essenciais ajudam a segurar a inflação da cesta básica

Por outro lado, produtos tradicionais da cesta básica como arroz, ovos, leite e feijão colaboraram para conter a inflação média em capitais como São Paulo, Brasília e Salvador. A queda desses itens reforça o papel da oferta agrícola e da sazonalidade na formação de preços, além de dialogar com políticas de abastecimento, estoques reguladores e dinâmica de importações.

Quando arroz e feijão recuam, a sensação de alívio é imediata, porque esses produtos compõem o núcleo mais simbólico da cesta básica brasileira. O mesmo vale para leite e ovos, fundamentais para a alimentação de crianças, idosos e famílias com menor renda. A queda nesses itens abre um espaço limitado, mas relevante, para que o consumidor reorganize o orçamento, podendo reverter parte de cortes que vinha fazendo em qualidade e quantidade de alimentos.

Ainda assim, o quadro não é de euforia. A cesta básica segue pressionada em segmentos específicos, e a volatilidade recente mostra que qualquer choque de oferta – seja climático, logístico ou cambial – pode reverter rapidamente os ganhos pontuais registrados em outubro.


Cesta ampliada mostra comportamento misto entre higiene, limpeza e alimentação

Quando se amplia a lente e se observa a chamada cesta ampliada – que reúne alimentação, higiene e limpeza –, o cenário é mais heterogêneo. Em algumas capitais, como Curitiba e Salvador, foram registradas quedas no custo total desse conjunto de produtos. Em outras, como Manaus e Belo Horizonte, prevaleceram aumentos.

Esse comportamento misto indica que, embora a cesta básica alimentar tenha apresentado algum alívio, o orçamento das famílias continua pressionado por itens de higiene pessoal e limpeza doméstica, que são indispensáveis no dia a dia. Produtos como detergentes, sabão em pó, desinfetantes, sabonetes e absorventes estão diretamente ligados a custos industriais e de logística, muitas vezes mais sensíveis a energia, embalagens e variações cambiais.

Na prática, isso significa que o alívio percebido na cesta básica de alimentos pode ser parcialmente neutralizado por aumentos em outras frentes de consumo essencial, mantendo a sensação de orçamento apertado. Em um cenário em que as famílias já vinham ajustando hábitos de compra, a tendência é favorecer marcas próprias, embalagens maiores e busca por promoções.


Pressão inflacionária perde força, mas não desaparece do radar

O comportamento da cesta básica em outubro se insere em um quadro mais amplo de desaceleração gradual da inflação, após meses de forte pressão sobre alimentos. Em setembro, o avanço dos preços havia acendido o sinal amarelo, sobretudo em capitais com maior peso na formação dos índices nacionais. O recuo parcial no mês seguinte funciona como uma trégua, mas não como garantia de estabilidade duradoura.

Fatores estruturais seguem no radar: eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, interferem diretamente na produção e na logística; a volatilidade do câmbio impacta custos de insumos e de produtos importados; e a demanda interna, embora ainda afetada por perda de renda em alguns segmentos, responde a estímulos pontuais, como programas de transferência de renda e reajustes salariais.

Com isso, a cesta básica permanece como um dos componentes mais sensíveis da cesta de consumo das famílias, tanto para medir o impacto da inflação quanto para balizar discussões sobre políticas públicas, salário mínimo, auxílio a populações vulneráveis e segurança alimentar.


Impacto da cesta básica no orçamento e no consumo das famílias

Em um cenário de renda ainda pressionada, a cesta básica ocupa uma fatia significativa do orçamento das famílias brasileiras, especialmente nas classes C, D e E. Quando os preços sobem, o consumidor é obrigado a fazer escolhas difíceis: reduzir a compra de proteínas, substituir marcas tradicionais por alternativas mais baratas, cortar itens considerados supérfluos e priorizar apenas o estritamente necessário.

O recuo em outubro, ainda que pontual, permite um pequeno rearranjo do orçamento, abrindo espaço para recompor parte do consumo represado. Algumas famílias conseguem incluir novamente frutas, legumes ou proteínas que haviam sido cortadas, enquanto outras aproveitam para pagar dívidas ou antecipar despesas de fim de ano, como material escolar e compromissos de início de 2026.

Do ponto de vista do comércio, a leve melhora nos preços da cesta básica pode estimular aumento de fluxo em supermercados e atacarejos, sobretudo nas regiões que registraram quedas mais consistentes. No entanto, varejistas seguem cautelosos, cientes de que a sensibilidade do consumidor a preços permanece elevada e de que o menor espaço para repasses limita margens de lucro.


Diferenças regionais reforçam desafios para a política econômica

As diferenças entre capitais mostram que a evolução da cesta básica não é uniforme no país. Enquanto São Paulo apresenta queda acumulada relevante no semestre, Manaus convive com alta de dois dígitos. Entre essas pontas, capitais como Fortaleza, Brasília, Salvador, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte oscilam entre recuos moderados, estabilidade e leves altas.

Essa diversidade reforça o desafio para a formulação de políticas econômicas e sociais. Medidas nacionais de combate à inflação e de estímulo à renda precisam levar em conta realidades regionais muito distintas. Em alguns casos, ações específicas de logística, infraestrutura ou apoio à produção local podem ser tão importantes quanto instrumentos tradicionais de política monetária.

No contexto da cesta básica, isso passa por temas como melhoria de estradas, ampliação de armazéns, incentivo à agricultura familiar, fortalecimento de estoques reguladores e redução de gargalos em cadeias logísticas. A busca por maior previsibilidade ajuda tanto produtores quanto consumidores, reduzindo a frequência de choques de oferta e suavizando a volatilidade de preços.


Perspectivas para os próximos meses: trégua ou alívio passageiro?

A grande questão, para o consumidor e para o mercado, é saber se o recuo da cesta básica em outubro representa o início de uma tendência de acomodação de preços ou apenas um alívio passageiro após forte pressão inflacionária. A resposta depende de variáveis internas e externas.

No front doméstico, a evolução das safras, a regularidade do abastecimento, o comportamento da demanda e a condução da política econômica serão determinantes. No contexto internacional, preços de commodities, logística global e dinâmica cambial seguem como fatores de alto impacto.

Se as condições climáticas forem favoráveis, a produção mantiver ritmo consistente e o câmbio permanecer relativamente estável, há espaço para que a cesta básica siga em trajetória de acomodação em boa parte do país. Por outro lado, novos choques de oferta ou eventos extremos podem rapidamente recolocar a alimentação no centro da preocupação inflacionária.

Independentemente do cenário, a leitura dos dados de outubro mostra que o tema permanece central no debate econômico. A cesta básica continua sendo um dos indicadores mais diretos da percepção de bem-estar das famílias, da eficácia de políticas públicas e da capacidade da economia de garantir acesso a alimentos essenciais a preços compatíveis com a renda do trabalhador.

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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