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STF marca julgamento do caso Marielle para fevereiro de 2026

por Redação
05/12/2025 às 11h13
em Destaque, Notícias, Política
Stf Marca Julgamento Do Caso Marielle Para Fevereiro De 2026 - Gazeta Mercantil

FLÁVIO DINO MARCA JULGAMENTO DO CASO MARIELLE NO STF PARA FEVEREIRO DE 2026

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal definiu uma data que deve marcar um dos momentos mais importantes da história recente do Judiciário brasileiro. O ministro Flávio Dino agendou para os dias 24 e 25 de fevereiro de 2026 o julgamento do caso Marielle no STF, processo que reúne as denúncias e acusações relacionadas ao assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018, no Rio de Janeiro. Trata-se de um dos crimes políticos de maior repercussão nacional e internacional nas últimas décadas.

O processo, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, encontra-se pronto para ser apreciado após a conclusão da fase de instrução e da entrega das alegações finais por todas as partes envolvidas — Ministério Público, assistentes de acusação e defesas. A movimentação processual nas últimas semanas intensificou a expectativa em torno do julgamento, especialmente depois dos interrogatórios dos réus realizados pelo próprio Supremo.

A decisão de Dino ocorre em um contexto de forte atenção pública. O agendamento consolida a etapa final de uma investigação que percorreu diferentes esferas judiciais até chegar ao STF, onde se determinou a competência da Primeira Turma para julgar os réus ocupantes de cargos de relevância institucional. A data marca o encerramento de um ciclo que se estendeu por anos e que, pela primeira vez, coloca todos os acusados diante de julgamento colegiado no mais alto tribunal do país.

O caminho até o julgamento: uma investigação que moldou debates no país

O caso Marielle no STF tem origem em uma série de investigações conduzidas inicialmente pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, posteriormente aprofundadas pela Polícia Federal. Os desdobramentos revelaram indícios de envolvimento de agentes públicos, políticos e integrantes de grupos criminosos organizados, o que ampliou a complexidade da apuração.

A federalização do caso, em 2023, atribuiu à PF a responsabilidade pela etapa final da investigação, cujos relatórios foram determinantes para a apresentação da denúncia e para a formação da ação penal. Segundo a denúncia acolhida pela Primeira Turma, os crimes incluem homicídio qualificado, tentativa de homicídio e organização criminosa.

A transferência do caso ao Supremo foi provocada após a identificação de suspeitos que detinham prerrogativa de foro. Com isso, o processo passou a tramitar sob a relatoria de Moraes, que conduziu pessoalmente etapas decisivas da instrução, incluindo interrogatórios realizados na sede do Tribunal.

Com a instrução finalizada e as manifestações escritas das partes entregues até junho de 2025, o processo tornou-se apto para julgamento, cabendo à Presidência da Primeira Turma a marcação da data.

Quem são os réus no julgamento do caso Marielle no STF

O processo reúne cinco réus, cada um com papel descrito na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. A Primeira Turma irá analisar a responsabilidade penal individual de cada um:

Chiquinho Brazão (deputado federal)
Apontado como um dos mandantes do crime. A investigação atribui-lhe participação estrutural no suposto planejamento da ação, envolvendo articulações políticas e relações com atores que comporiam o núcleo decisório do grupo.

Domingos Brazão (ex-conselheiro do Tribunal de Contas do RJ)
Indicado como coautor intelectual do crime. O Ministério Público sustenta que sua influência política teria permitido articulações internas e externas que viabilizaram a execução do atentado.

Rivaldo Barbosa (delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ)
Acusado de atuar como mentor intelectual do ataque. As investigações apontam que teria contribuído com orientações estratégicas para o grupo, usando sua posição institucional para fornecer proteção e direcionamentos.

Ronald Paulo Alves Pereira (Major Ronald)
Mencionado como responsável por monitorar a rotina de Marielle Franco nos dias que antecederam o atentado. O nome de Major Ronald aparece em diversas etapas da investigação, especialmente pela vinculação com outros alvos do processo.

Robson Calixto Fonseca (Peixe)
Ex-PM e ex-assessor de Domingos Brazão, acusado de integrar o núcleo de apoio logístico e financeiro do grupo. É apontado como responsável pela ocultação de elementos essenciais para o esclarecimento do crime, além de suposto gerenciamento de atividades imobiliárias e repasses de recursos.

A denúncia descreve que os cinco formariam um conjunto articulado com diferentes frentes de atuação: planejamento, monitoramento, logística e ocultação. O Supremo analisará o conjunto probatório acumulado ao longo de anos de investigação.

Os interrogatórios no STF: o que marcou as audiências

Durante os interrogatórios conduzidos por Alexandre de Moraes no final de 2024, cada réu apresentou suas versões dos fatos. Todos negaram participação no crime, mas suas declarações apresentaram novos elementos que agora serão contrastados com laudos, documentos, relatórios policiais e demais manifestações constantes dos autos.

As audiências ocorreram em clima de forte atenção institucional, com participação do Ministério Público, equipes de defesa e assistentes de acusação. Embora os interrogatórios não tenham caráter conclusivo, serviram para consolidar a visão global do processo e identificar divergências relevantes entre as versões apresentadas.

A estrutura da denúncia: crimes atribuídos e fundamentos jurídicos

O caso Marielle no STF será analisado com base na denúncia que já foi recebida integralmente pela Primeira Turma. Entre os crimes imputados aos réus estão:

– Homicídio qualificado (por motivo torpe e mediante emboscada)
– Tentativa de homicídio
– Organização criminosa

A inclusão de organização criminosa decorre da suposta estruturação de agentes que atuariam de forma contínua e coordenada, com divisão funcional e objetivo comum. A denúncia sustenta que o crime teve natureza política e foi motivado por divergências relacionadas à atuação de Marielle Franco no campo dos direitos humanos e no enfrentamento à milícia e à grilagem.

A Primeira Turma analisará os elementos de forma individualizada, avaliando as provas que ligam cada réu à prática dos delitos imputados.

O papel da Primeira Turma do STF no julgamento

A Primeira Turma é composta por cinco ministros e é responsável por julgar ações penais envolvendo autoridades com foro privilegiado, além de recursos e habeas corpus. No caso Marielle no STF, caberá aos ministros analisar mais de uma centena de peças processuais, incluindo:

– depoimentos
– laudos técnicos
– relatórios policiais
– pareceres
– manifestações das partes
– diligências complementares concluídas em 2024

A decisão será tomada por maioria simples, e eventuais pedidos de vista poderão adiar a conclusão. No entanto, o agendamento para fevereiro de 2026 indica forte intenção institucional de dar desfecho ao processo.

Por que o julgamento ocorre somente em 2026

A dificuldade do caso reside não apenas na complexidade das investigações, mas também na sucessão de etapas necessárias para garantir o devido processo legal. A instrução incluiu monitoramentos telefônicos e telemáticos, análises de vínculos financeiros, rastreamento de bens, oitivas de testemunhas e cruzamento de informações provenientes de órgãos federais e estaduais.

Além disso, a amplitude das defesas e a necessidade de prazo para elaboração das alegações finais contribuíram para a extensão temporal. A partir de junho de 2025, com todas as manifestações entregues, restava apenas o agendamento da sessão.

A marcação para fevereiro de 2026 segue a lógica do calendário do Supremo, que prioriza processos de grande relevância pública e que já se encontram em fase conclusiva.

Expectativa política e social com o julgamento

A decisão de levar o caso Marielle no STF a julgamento tem repercussão direta no debate sobre segurança pública, democracia e responsabilização institucional no Brasil. O caso é frequentemente citado como um divisor de águas na relação entre o Estado e organizações criminosas, especialmente no Rio de Janeiro.

O julgamento tem potencial para:

– redefinir a compreensão sobre crimes políticos no país
– consolidar teses sobre responsabilidade de autoridades
– estabelecer novos parâmetros para o enfrentamento à milícia
– reforçar o papel das instituições no combate à impunidade

O interesse internacional também é elevado. Diversas organizações de direitos humanos acompanham o caso, considerando-o simbólico para a proteção de parlamentares, defensores sociais e lideranças comunitárias.

O que acontece após o julgamento

Se houver condenação, cada réu poderá recorrer dentro das possibilidades previstas na legislação. O Supremo, no entanto, será a instância responsável pela definição das teses jurídicas centrais, especialmente no que diz respeito ao contexto político do crime, à caracterização da organização criminosa e ao papel institucional de cada acusado.

A eventual execução da pena seguirá parâmetros estabelecidos pelo próprio Tribunal, considerando o regime determinado e as particularidades de cada caso.

O julgamento também poderá gerar desdobramentos administrativos e civis, como reparações e responsabilizações adicionais.

Impacto histórico do julgamento para o Brasil

O caso Marielle no STF representa mais do que a apuração de um crime. É a materialização de uma busca por respostas que atravessou governos, instituições e fronteiras. Para o Judiciário, a análise final do caso simboliza a capacidade de enfrentar crimes complexos, envolvendo disputas territoriais, interesses ilegítimos e estruturas paralelas de poder.

A decisão que será tomada em fevereiro de 2026 tem potencial para:

– consolidar jurisprudência sobre crimes políticos
– fortalecer pilares do Estado Democrático de Direito
– reafirmar o papel do STF no combate à violência política
– ampliar mecanismos de controle institucional

A trajetória do caso, desde 2018, é marcada por avanços, delações, disputas narrativas e sucessivas fases de investigação. A sessão da Primeira Turma encerra esse ciclo com julgamento colegiado e decisão definitiva sobre as acusações.

Tags: caso MarielleFlávio Dino STFinvestigação Marielle Francojulgamento no STFprimeira turma STFréus caso Marielle

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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