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Home Política

COP30: impasses e avanços na reta final das negociações

por Redação
17/11/2025
em Política, Destaque, News
Cop30: Impasses E Avanços Na Reta Final Das Negociações - Gazeta Mercantil

COP30: os principais impasses e avanços na reta final das negociações em Belém

A reta final da COP30, realizada em Belém, tornou-se um divisor de águas para as negociações climáticas internacionais ao reunir ministros e chefes de delegações em uma tentativa decisiva de consolidar consensos capazes de orientar a política ambiental global nos próximos anos. Em meio à pressão crescente sobre os países para aprimorar metas climáticas, financiar ações em nações vulneráveis e estabelecer novas diretrizes de adaptação, a conferência chega ao seu momento mais sensível. A busca por acordos multilaterais ainda enfrenta entraves significativos, revelando tensões diplomáticas e disputas políticas que definem o ritmo e a profundidade das decisões.

O avanço das discussões da COP30 ocorre em um contexto no qual a comunidade internacional cobra respostas mais ágeis para conter o aquecimento global. O aumento da frequência de eventos extremos, a urgência da transição energética e a necessidade de fundos robustos para adaptação e mitigação ampliam a responsabilidade do processo multilateral. Em Belém, a disputa em torno de temas estruturais — como a Meta Global de Adaptação, os novos compromissos de redução de emissões e a construção de mecanismos financeiros estáveis — evidencia o desafio político e diplomático de transformar expectativas em decisões concretas.

A COP30 entra no momento decisivo das negociações

Com a presença de ministros de primeiro escalão, a COP30 passou do estágio técnico para o político. A primeira semana, dedicada à formulação de rascunhos pelos órgãos subsidiários, estabeleceu a base documental que agora é submetida ao crivo dos negociadores de alto nível. A expectativa é que esse segmento imprima a força política necessária para concluir capítulos inacabados e superar resistências persistentes.

No domingo, a presidência da COP divulgou um resumo das consultas referentes a quatro grandes itens da agenda. Entre eles estão o apelo por metas climáticas mais ambiciosas, conhecidas como NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas), e o financiamento climático internacional, considerado um dos pilares da agenda. Ambos seguem sem aclamação para avanço formal, revelando falta de consenso entre os Estados-partes.

A Meta Global de Adaptação (GGA), um dos temas mais aguardados desta edição da COP30, permanece igualmente indefinida. O conjunto de indicadores capaz de medir progresso em adaptação ainda gera tensão política, especialmente entre países africanos e árabes, que defendem a extensão do trabalho técnico até 2027. Essa divergência ameaça adiar uma decisão esperada há anos.

O papel do multilateralismo e os limites do processo

Os documentos apresentados até agora ressaltam a centralidade do multilateralismo. As delegações reforçam a necessidade de um ciclo global que avance da fase de transição para a implementação efetiva. Apesar disso, especialistas avaliam que o texto carece de orientações mais objetivas para impulsionar ações imediatas.

A ausência de referências claras a mapas de caminho para zerar o desmatamento e afastar o uso de combustíveis fósseis preocupa organizações da sociedade civil. Esses dois temas são apontados como essenciais para garantir que a COP30 deixe um legado concreto. O governo brasileiro tem enfatizado a importância desses caminhos, defendendo que a conferência consolide diretrizes para enfrentar a devastação florestal e promover uma transição energética acelerada.

Mesmo com apoio público de países que somam mais de 60 nações, essas propostas ainda não entraram com força suficiente nas salas de negociação. A percepção é de que as discussões paralelas e os eventos da conferência precisam ser acompanhados de articulação direta nos grupos oficiais para que metas robustas integrem o texto final.

A pressão aumenta na segunda semana da COP30

Com o início da segunda semana, cresce a expectativa de avanços. É neste momento que ministros e chefes de delegação assumem papel central, trazendo capital político para destravar impasses. A pressão recai especialmente sobre temas como desmatamento, transição energética e novos compromissos de financiamento.

O Brasil assumiu posição de liderança ao defender mapas de ação para orientar políticas de descarbonização e para erradicar o desmatamento ilegal. A fala do vice-presidente, que destacou esses objetivos como legado prioritário da COP30, colocou o país no centro das negociações. O desafio é transformar esse protagonismo político em acordos concretos capazes de orientar metas de médio e longo prazo.

Organizações ambientais reforçam que o sucesso da conferência dependerá de decisões claras sobre combustíveis fósseis e sobre a proteção das florestas tropicais. A pressão internacional para que a COP30 estabeleça um marco robusto não cessa, especialmente diante da crescente gravidade da crise climática.

A adaptação climática ainda sem consenso

Um dos temas mais delicados desta COP30 é a adaptação. O rascunho do texto referente à GGA foi finalizado pelos técnicos na semana anterior, com previsão de incluir 100 indicadores capazes de orientar políticas públicas e monitorar avanços globais. Entretanto, a resistência liderada pelo Grupo Africano, com apoio de países árabes, impede o avanço da negociação.

Esses blocos defendem que a análise técnica seja estendida por mais dois anos, postergando a adoção dos indicadores para 2027. A justificativa é de que um período mais longo garantiria a construção de instrumentos mais sólidos. Países latino-americanos e europeus, porém, pressionam pela aprovação imediata, argumentando que adiar o assunto compromete a efetividade das políticas de adaptação.

Além da GGA, a COP30 discute os Planos Nacionais de Adaptação (NAPs) e o Fundo de Adaptação (AF). Ambos os processos também concluíram rascunhos que devem ser avaliados nesta semana. A expectativa é que esses documentos avancem mais rapidamente, já que há maior alinhamento entre países em relação a suas diretrizes gerais.

A transição justa em pauta, mas sem acordo

Outro eixo central é a transição justa. Delegações propõem a criação de um programa de trabalho dedicado ao tema, mas o rascunho segue sem consenso. A transição justa envolve garantir que a mudança para economias de baixo carbono considere impactos sociais, econômicos e trabalhistas. Países em desenvolvimento defendem que esse debate seja aprofundado, enquanto alguns países desenvolvidos temem a ampliação excessiva dessa agenda dentro da COP.

A expectativa é que a pressão política da segunda semana ajude a aproximar posições, mas o desfecho permanece imprevisível. A transição justa se tornou elemento-chave para garantir que a descarbonização global avance de forma equilibrada, especialmente em nações dependentes de indústrias intensivas em carbono.

O que está em jogo na COP30

A COP30 ocorre em um momento histórico. Belém, como sede, tornou-se símbolo da urgência climática em uma região que abriga a maior floresta tropical do mundo e que enfrenta desafios profundos relacionados ao desmatamento, às desigualdades socioambientais e aos impactos crescentes da crise climática.

Os principais pontos em disputa reforçam a magnitude desta edição da conferência:

  1. A definição de metas climáticas mais ambiciosas nas NDCs.

  2. A construção de um financiamento internacional mais estável e previsível.

  3. O estabelecimento da Meta Global de Adaptação com indicadores mensuráveis.

  4. A criação de mapas de caminho para eliminação do desmatamento.

  5. A definição de mecanismos para reduzir a dependência global de combustíveis fósseis.

  6. A institucionalização de um programa de trabalho sobre transição justa.

Embora os debates avancem, a falta de consenso sobre elementos-chave sugere que a reta final da COP30 exigirá intensa articulação diplomática.

Belém no centro das atenções mundiais

Além das negociações formais, a COP30 revela contradições sociais e estruturais do próprio local que a sedia. Belém enfrenta desafios urbanos, como precariedade em bairros periféricos, problemas de saneamento e complexidades ligadas à infraestrutura. Esses elementos reforçam a importância de políticas ambientais integradas a políticas sociais, especialmente em regiões vulneráveis.

A conferência também impulsionou debates sobre justiça territorial, energia renovável e políticas inclusivas. A presença de movimentos sociais, pesquisadores e organizações ambientais ampliou a visibilidade da Amazônia como espaço estratégico para o futuro da ação climática.

A reta final define o legado da COP30

Com os olhos globais voltados para Belém, a COP30 entra em sua fase decisiva. Os próximos dias determinarão se a conferência será lembrada como marco histórico na agenda climática ou como oportunidade perdida. O sucesso dependerá da capacidade dos países de transformar discursos em decisões concretas, que orientem ações imediatas e metas de longo prazo.

O legado da COP30 dependerá não apenas dos acordos assinados, mas da força política que cada país demonstrará ao implementá-los. A transição energética, a eliminação do desmatamento e o fortalecimento da adaptação são pilares que podem redesenhar a trajetória climática global. Belém, nesse sentido, torna-se palco de uma disputa que ultrapassa fronteiras e define o futuro do planeta.

Tags: COP30desmatamento zerofinanciamento climáticoMeta Global de AdaptaçãoNDCsnegociações climáticastransição energética

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